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Ifal leva jogos científicos e o PescApp ao "PELD é Comunidade" em Paripueira

por Gerônimo Vicente Santos publicado: 10/07/2026 18h17, última modificação: 10/07/2026 18h17
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Ifal Benedito Bentes levou jogos científicos, tecnologias educacionais e o PescApp para interagir com os alunos do município de Paripueira

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) – Campus Benedito Bentes participou da ação Pesquisa Ecológica de Longa Duração – “ PELD é Comunidade”, realizada na Escola Municipal Maria das Graças de Andrade Castro, em Paripueira,litoral norte de Alagoas, ao levar aos estudantes do município jogos científicos, tecnologias educacionais e o PescApp, aplicativo voltado ao monitoramento participativo da pesca artesanal. A participação do  Ifal Benedito Bentes  foi coordenada pela professora Jordana Rangely Almeida Santos de Oliveira, doutora em Diversidade e Conservação nos Trópicos, que, juntamente com os professores Diego da Guia e Ricardo Ribeiro, integra a equipe do PELD  no Campus Benedito Bentes.

Os estudantes do Ensino Médio e da graduação, vinculados aos programas PIBID Interdisciplinar, PIBIC, PIBITI e projetos de extensão, todos integrantes do grupo de pesquisa do Núcleo de Estudos sobre Organizações, Gestão, Empreendedorismo, Tecnologia e Qualidade (NeoGetq/IFAL), conduziram atividades voltadas à promoção da cultura oceânica, aproximando crianças e adolescentes do conhecimento científico por meio da ludicidade e da experimentação.Eles atuaram sob a orientação da professora Jordana Rangely.

Uma das atividades mais atrativas foi a Pescaria Científica, jogo em que os participantes pescaram organismos marinhos e realizaram sua classificação em diferentes filos, como Porifera, Cnidaria, Mollusca e Chordata. A ação estimulou o aprendizado de Zoologia de forma interativa, o que despertou o interesse da comunidade pela biodiversidade marinha e pela conservação dos oceanos.

Outro destaque foi o Roblox da Fotossíntese, desenvolvido pelo licenciando em Química Ever Gabriel, integrante do PIBID Interdisciplinar. O jogo utiliza a plataforma Roblox para ensinar, de forma imersiva e gamificada, os conceitos relacionados ao processo da fotossíntese, aproximando os estudantes das Ciências da Natureza por meio das tecnologias digitais.

O público também participou do Desafio: Ciclo de Vida das Tainhas, jogo educativo construído a partir dos resultados do artigo científico intitulado "Assessing Intraspecific Variation in Life History Traits of Three Sympatric Tropical Mullets Using Age, Growth and Otolith Allometry" (Avaliação da variação intraespecífica em características do ciclo de vida de três tainhas tropicais simpátricas usando idade, crescimento e alometria de otólitos), publicado na revista Fisheries Research. A atividade transforma resultados de uma pesquisa científica em uma experiência lúdica, permitindo que crianças e adolescentes compreendam o crescimento, o ciclo de vida e a importância ecológica das tainhas.Além dos jogos, a equipe disponibilizou microscópios para observação de organismos biológicos, proporcionando uma experiência prática de investigação científica aos participantes.

Outro importante produto apresentado foi o PescApp, tecnologia social desenvolvida no Ifal, com autoria técnica de Ednildo Macena, para o monitoramento participativo da pesca artesanal. O aplicativo permite registrar informações sobre desembarques pesqueiros, contribuindo para a produção de dados científicos e para o fortalecimento da gestão sustentável dos recursos pesqueiros.

A equipe que representou o Ifal foi composta por estudantes do ensino médio e da graduação envolvidos em projetos de pesquisa, inovação, ensino e extensão, demonstrando como a integração entre essas áreas fortalece a formação acadêmica e amplia o impacto social da ciência produzida na instituição.

A professora Jordana Rangely afirmou que a  participação do Campus Benedito Bentes no “PELD é Comunidade” reafirma o compromisso do Ifal com a popularização da ciência, a inovação e a extensão, aproximando a produção científica da sociedade e mostrando que o conhecimento desenvolvido na instituição pode ser transformado em tecnologias educacionais capazes de despertar o interesse de crianças e jovens pela conservação da biodiversidade e pela Cultura Oceânica.