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Abrir o próprio negócio é unanimidade entre os alunos do curso de Microempreendedor Individual

Estudantes revelam suas pretensões, depois de se tornarem um MEI ao serem capacitados pelo Campus Benedito Bentes

por Gerônimo Vicente Santos publicado: 22/09/2022 11h52, última modificação: 23/09/2022 12h15
Exibir carrossel de imagens Gerônimo Vicente Santos Curso de três meses orienta estudantes sobre os procedimentos de abrir o próprio negócio.

Curso de três meses orienta estudantes sobre os procedimentos de abrir o próprio negócio.

 Mais duas turmas concluiram na quarta-feira (21) o curso de Microempreendedor Individual, vinculado ao programa Qualifica Mais Progredir, oferecido pelo Campus Benedito Bentes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). Dois outros grupos de alunas e alunos já estão na terceira semana do novo ciclo que se iniciou no dia 5 deste mês.São 40 participantes em cada turma e o que todos têm em comum é ser dono de seu próprio negócio.

O Qualifica Mais Progredir integra o Plano Progredir, que busca a inclusão no mercado de trabalho e ampliação de renda do público assistido pela rede de proteção social. O intuito é oferecer capacitações com foco em formar microempreendedores individuais e auxiliar a inclusão produtiva no mercado de trabalho de beneficiários do Auxílio Brasil.A  iniciativa é do governo federal e é voltada para a ofertas de cursos de qualificação gratuitos aos beneficiários do Auxílio Brasil, programa social que substituiu o programa Bolsa Família.

Ganhar experiência para montar o próprio negócio

Girleide Dantas diz que adquiriu experiência e quer monta uma capotaria (foto: Gerônimo Vicente SantosDepois das bases teóricas que incluíram aulas de matemática, informática, planejamento estratégico e financeiro e marketing digital, alguns dos participantes saem e entram no curso empolgados. É o caso de Girleide Dantas Cavalcante que  tomou conhecimento do curso em uma divulgação na  TV Educativa e não hesitou em se matricular para garantir uma das vagas. “Tive uma marcenaria, entre 2010 e 2011, mas o ponto não era nosso. Quero montar meu negócio na área de capotaria”, disse a aluna. Ela falou que o marido trabalhava com marcenaria, enquanto ela trabalhava em uma empresa. O negócio do marido fechou e, atualmente, ele trabalha na construção civil e, hoje, ela está desempregada.“Se tivesse deixado meu emprego antes e ajudado ele na marcenaria talvez não tivesse fechado.Agora o curso está me ajudando a abrir a mente para novos horizontes”, prosseguiu a estudante.

Rosimeira Ferreira de Jesus:"o curso me ensino a vender e a gerenciar um negócio, por isso pretendo abrir meu microempreendimento"Os  estudantes do curso são unânimes em afirmar que os conhecimentos adquiridos durante o curso os auxiliaram a adotar medidas preventivas na intenção de se tornarem microempreendedores e não terem prejuízo. “O curso me ensinou como vender, como gerenciar e como planejar um microempreendimento.Eu tenho interesse em abrir uma lanchonete. Antes vendia em casa e as bases teóricas do curso estão me fazendo despertar para esse empreendimento”, declarou Rosimeire Ferreira Jesus.

O cabeleireiro Romilson Tavares pretende ir mais longe. Ele já possui um salão de beleza, porém o curso pode fazê-lo irRomilson Tavares, cabelereiro que expandir negócio para tosa de pets (Foto: Gerônimo Vicente Santos) mais além do negócio atual. “Pretendo montar um salão para tosa de Pets que tem vínculo com minha atual atividade. Também aguardo o processo seletivo do campus para entrar no curso de técnico em Enfermagem, pois também gosto da área de saúde” destacou. Para o aluno, o curso vai deixar saudades da turma, dos professores, dos conteúdos e enfatizou que  ficou sabendo da oportunidade por intermédio de um amigo. “Fiquei ansioso, tanto para ser incluído entre as vagas, como para que começasse logo”, acrescentou o, agora microempreendedor individual..

Angélica Tenório pretende retomar seu empreendimento, fechado devido à pandemia (Foto: Gerônimo Vicente Santos)A mais  nova integrante do curso, Angélica Tenório, já  foi dona do próprio negócio, mas, segundo ela, a pandemia ajudou a quebrar o empreendimento. “Minha loja de variedades funcionava em um corredor de transportes e estava indo bem, mas as vendas começaram a diminuir em 2016 e, a partir daí ocorreram uma série de contratempos até chegar a pandemia e contribuir para o fechamento. Angélica conheceu o curso por meio de um banner instalado no Cras (Centro de Referência em Assistência Social) do bairro Serraria, na parte alta de Maceió “Agora com a experiência obtida no curso, pretendo planejar melhor e retomar as atividades'', ressaltou a aluna.

Ivanise de Sá  concluiu o curso iniciado há três meses e também elogia o conteúdo. "Os professores são ótimos eIvanise de Sá tem o apoio da família para ampliar as vendas (Foto: Gerônimo Vicente santos) ensinam a lidar com a internet, com vendas pelo telefone celular”, opinou. Ela  que já vendeu salgados em casa e, atualmente vende cosméticos e acessórios femininos em sua residência, pretende,”se der” abrir uma loja.”Tenho apoio de minha família, apesar de ter problemas de saúde, mas o curso não me cansou e o que quero não vai me cansar. Gostei demais”, afirmou.

 

Confraternização

As boas intenções dos estudantes do curso de Microempreendedor Individual foram comemoradas na manhã de quarta-feira, no pátio do Campus Benedito Bentes, ocasião em que a turma que está concluindo se confraternizou com os novos participantes.No período da noite, foi a vez  da turma noturna também ocorreu a confraternização de finalização do ciclo.

Confraternização dos concluintes do período da manhã

Confraternização da turma do período noturno

 

Turma da manhã em confraternização pela conclusão do curso (à esq). Concluintes do período noturno (à dir) também se confraternizaram

 

Foram  quatro turmas com quarenta participantes cada, sendo duas pela manhã e duas no período noturno que concluíram o curso, segundo informou o supervisor Daniel Emídio.Mais duas turmas ( matutino e noturno)  que ingressaram neste mês participam do curso até novembro deste ano. Os alunos e  as alunas recebem o  material didático (pasta, apostilas, canetas)  e uniforme do Ifal com o nome do curso.