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Projeto desenvolvido por servidor do Ifal Satuba é o primeiro colocado no Programa Centelha

O sétimo colocado também foi inscrito por um servidor do campus
por Adriana Cirqueira publicado: 29/05/2020 19h27, última modificação: 05/06/2020 15h17

Entre os 28 projetos aprovados no Programa Centelha dois foram inscritos por servidores do Instituto Federal de Alagoas Campus Satuba. O projeto "SLAMDUÍNO: Navegação Autônoma Fácil e Descomplicada", inscrito pelo professor de Informática do Ifal Campus Satuba, Davi Carnaúba de Lima Vieira, foi o primeiro colocado na lista final de aprovados e, em sétimo, o projeto "Produção de artefatos de concreto com adição de polímeros reciclados", inscrito pelo professor de Educação Física, Elias Alves Feitosa Júnior.

Cada uma das ideias aprovadas receberá cerca de R$ 50 mil em subvenção econômica para o desenvolvimento do seu produto e negócio, além de capacitações e suporte para alavancar o negócio, serviços de parceiros e acesso a incubadoras e potenciais investidores.

O processo seletivo se dividiu em três fases: Inscrições de ideias, Projeto de empreendimento e Projeto de fomento. Com a divulgação da lista final de aprovados chega a fase da Abertura de Empresas e Contratação pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). Após as contratações os contemplados entrarão da fase de Acompanhamento, que terá seis meses de duração.

Manufatura avançada e robótica

O professor Davi Carnaúba descreve o produto proposto no projeto "SLAMDUÍNO: Navegação Autônoma Fácil e Descomplicada" como uma placa de expansão compatível com Arduíno que dispõe de hardware e algoritmos necessários para o desenvolvimento de novas ideias que necessitem de navegação autônoma. Seu objetivo é reduzir a complexidade de se implementar robôs navegantes. "Esta, por si só, já é uma inovação. Até o presente momento, não existem placas de expansão que oferecem tal recurso. Nossa solução abstrai todas as complexidades de se implementar robôs navegantes. Desta forma, o usuário pode se concentrar no que é importante: sua ideia. O usuário pode adquirir nosso produto, construir seu protótipo e, posteriormente, licenciar nossa tecnologia para comercializá-lo" complementa o professor

Davi explicou ainda que a placa de expansão passou por todos os testes funcionais e atualmente está em fase de portabilidade dos algoritmos de navegação para a nova arquitetura de hardware desenvolvida. Estes algoritmos foram testados em ambientes simulados e reais apresentando desempenho competitivo em relação a outras tecnologias disponíveis no mercado apresentando um custo bem mais acessível. "Ao longo do Programa Centelha, reduzimos o custo do produto com uma nova versão, avançamos na adequação dos algoritmos e em estratégias para a empresa".

Entre os membros da equipe do professor Davi está o estudante Mikhael de Oliveira Silva D'Amato. Mikhael é bolsista projeto "Implementação baseada em FPGA de um sistema embarcado compatível com Arduíno para navegação autônoma com localização e mapeamento simultâneo", do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), que deu origem a ideia do produto apresentado. A equipe é formada ainda pelos profissionais Márcia Carine Barros Vieira e Filipe Gustavo Cabral Oliveira.

 

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Grupo 7

O projeto "Produção de artefatos de concreto com adição de polímeros reciclados" foi o sétimo classificado entre os 28 projetos aprovados para contratação pela Fapeal. A equipe desse projeto multiprofissional possui docentes, engenheiros e administradores. São quatro servidores do Ifal: Elias Alves Feitosa Júnior, Ademar da Silva Paulino, Tassyano Feitosa de Amorim e Roberto Medeiros da Fonseca Cavalcante e um do Programa de Pós-graduação em Análise de Sistemas Ambientais - PPGASA Cesmac, Jessé Marques da Silva Júnior Pavão.

A ideia do negócio surgiu do objeto de estudo de mestrado do professor Elias Alves e consiste na confecção de artefatos de concreto com incorporação de polímeros sintéticos reciclados em substituição parcial dos agregados convencionais, mais especificamente, copos descartáveis, garrafas PET e EPS triturados. Após o beneficiamento, os resíduos apresentam tamanho de partículas compatíveis com a dos agregados aos quais substituem: o EPS à brita; garrafas PET e copos à areia. O protótipo dessa inovação tecnológica já foi testado e tem depósito de patente registrado.

De acordo com Tassyano Feitosa, engenheiro (Técnico-Administrativo em Educação) e professor do campus, o objetivo é produzir artefatos sustentáveis de pequeno porte e sem fins estruturais, como vasos decorativos, cobogós e bancos, entre outros. "Nos voltaremos para o nicho do Marketing Verde, contribuindo com o desenvolvimento sustentável e regional", argumenta Tassyano, complementando que a ideia objetiva um nicho de mercado: o de pequenos artefatos de concreto pré moldados, visando atender aos consumidores preocupados em minimizar os impactos gerados pelo seu consumo.

O Programa Centelha

O Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora em Alagoas. O programa irá oferecer capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso.

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação CERTI. Em Alagoas, é executada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).