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Ifal Satuba realiza monitoramento de desperdício no refeitório do campus

por Adriana Cirqueira publicado: 16/10/2023 10h58, última modificação: 16/10/2023 10h58

O desperdício de alimentos no refeitório do Instituto Federal de Alagoas Campus Satuba motivou a implementação de um monitoramento de sobras realizado  pela Coordenadoria de Alimentação e Nutrição Escolar (Cane) com o objetivo de realizar uma campanha de conscientização entre os usuários acerca do desperdício diário dos alimentos e orientá-los para um consumo mais consciente.

O refeitório do campus é responsável pelo fornecimento de refeições saudáveis,  nutritivas e seguras na perspectiva higiênico-sanitária. Glícia Maria Albuquerque Lúcio de Barros, nutricionista do campus, relatou que, com a chegada de estagiárias do curso de Nutrição, em outubro de 2018, a Cane deu início ao monitoramento do desperdício no refeitório com o apoio dos estudantes do curso de Agroindústria que estagiam no setor e de representantes do grêmio estudantil.

O monitoramento é feito no horário do almoço e funciona da seguinte forma: um monitorador fica próximo às lixeiras com uma lista, observando os alunos descartarem o resto que ficam nos seus pratos. “Quando a quantidade é significativa, o aluno que está provocando o desperdício é orientado por quem está nesse controle e tem seu nome e turma acrescentados na lista”, explicou a nutricionista, complementando que, no almoço, são servidas aproximadamente 500 refeições diariamente.

Glícia afirma ainda que os estudantes que, durante a semana, têm seu nome citado mais de uma vez, são encaminhados para entrevistas de orientação com nutricionistas do campus. “Se o aluno permanecer praticando desperdício, conforme temos na portaria de acesso ao refeitório, perde dois dias consecutivos de acesso ao mesmo”, afirmou.

Ao término das refeições os restos de alimentos são pesados. A metodologia aplicada no cálculo é feita de acordo com o valor per capita existente no contrato com a empresa fornecedora das refeições. “Pesamos apenas os restos da lixeira destinada a lixo orgânico e é feito o cálculo para saber quantos alunos aquele resto que ficou daria para atender”, complementou.

Glicia informou ainda que os funcionários da empresa contratada receberam treinamento apropriado tanto para o preparo quanto para o serviço, sendo orientados a colocar quantidades adequadas para cada pessoa. “Antes do monitoramento e das campanhas o desperdício estava acima de 20 kg. Havia dias em que era acima de 30kg. Atualmente está em torno de 15kg”, Glicia argumentou que apesar de diminuição o resultado ainda não alcançou um quantitativo aceitável preconizado pela literatura da área que é de 7kg a 10Kg. “Além da questão moral relacionada à fome no mundo, o desperdício contribui para a geração de resíduos favorecendo a poluição e contaminação do meio ambiente” enfatiza.

A nutricionista pontua que dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) comprovam que o nível do desperdício mundial de alimentos é de um terço do total produzido, o que corresponde, em escala global, a um desperdício na ordem de 1,3 bilhão de toneladas. “Ações educativas voltadas à conscientização sobre o desperdício, bem como constantes avaliações de preparações do cardápio para identificar as que têm maior rejeição são fundamentais para controlar o desperdício”, complementa Glícia.