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Técnico ambiental do Ifal Penedo é autor de livro com experiência exitosa em gestão de áreas protegidas

Publicado pela Editora UFS, conteúdo de livro digital resulta de pesquisa realizada pelo servidor Carlos Miranda durante seu mestrado.
por Lidiane Neves publicado: 04/06/2020 10h08, última modificação: 04/06/2020 10h08

A implantação de um modelo eficaz de gestão das Unidades de Conservação (UCs), instituídas pelo poder público para proteger recursos naturais, foi o centro de uma pesquisa realizada pelo técnico em Meio Ambiente do Ifal Penedo, Carlos Miranda da Silva, que resultou na publicação de livro em versão digital pela editora da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Intitulado “Da Amazônia para o Nordeste: implantando o Sistema de Indicadores Socioambientais para Unidades de Conservação (Sisuc) como uma ferramenta de gestão adaptativa”, o e-book está entre os lançamentos da editora disponibilizados em maio deste ano, podendo ser gratuitamente baixado do site www.livraria.ufs.br.

A pesquisa que deu origem ao livro foi realizada durante o mestrado do autor, entre 2015 e 2016, pelo Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema/UFS), sob a orientação de Daniela Teodoro Sampaio, que também assina o livro com Frederico Machado Teixeira, pesquisador colaborador. “A partir do que se conhecia da utilização do Sisuc em UCs da Amazônia, a proposta foi aplicar essa ferramenta de gestão no Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco, uma unidade de conservação localizada no município de Capela, em Sergipe”, explica Carlos Miranda, que atualmente coordena a pasta de Pesquisa e Inovação do Ifal Penedo.

Ele ressalta que o estudo realizado é um dos pioneiros a testar a ferramenta de gestão fora do bioma da Amazônia e o primeiro a aplicá-la na Mata Atlântica da região Nordeste do Brasil. “O Sisuc mostrou resultados positivos na unidade de conservação em que desenvolvemos a pesquisa, o que nos leva a apontar que o sistema pode ser aplicado em qualquer UC do país, desde que seu conselho gestor consultivo ou deliberativo seja atuante, pois o trabalho depende essencialmente da participação efetiva dos conselheiros para que a unidade obtenha êxito em seu propósito de proteger a biodiversidade”, destaca o servidor.

 Com uma área de 894 hectares, o Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco foi criado em 2007 para proteger as nascentes e a vegetação, bem como abrigar a fauna, especialmente o macaco-guigó. A unidade possui um conselho consultivo para auxiliar na sua gestão e o que o livro publicado apresenta são os resultados da avaliação e monitoramento estratégico das ações apontadas por esse conselho, por meio da ferramenta denominada Sisuc, enfatizando as situações alarmantes e insatisfatórias na gestão da UC que precisaram ser acompanhadas e melhoradas.

Conforme consta no e-book, o Sisuc se caracteriza por ser uma metodologia de avaliação e monitoramento estratégico destinada a apoiar o trabalho do conselho gestor das UCs. Trata-se de uma ferramenta criada em 2008, e genuinamente brasileira, que auxilia a gestão e o manejo das unidades de conservação. “O êxito da experiência na Mata do Junco está no fato de que o uso dessa ferramenta proporcionou o empoderamento e a autonomia dos conselheiros enquanto atores sociais e, consequentemente, direcionou os gestores na resolução de problemas que afetavam a referida unidade. Um conselho que consegue atuar dessa forma é o que a gente chama de gestão participativa e adaptativa”, finaliza Carlos Miranda.

Para acesso direto ao livro digital, CLIQUE AQUI.