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Projeto do Ifal Penedo busca superar a memorização mecânica na Matemática
Por Emerson Lima (estagiário de Jornalismo)*
O Instituto Federal de Alagoas – Campus Penedo conta, neste ano letivo de 2026, com o desenvolvimento de cinco projetos aprovados pela Pró-reitoria de Ensino (Proen) para a permanência e êxito na Educação Básica. Um deles é o “Além da decoreba: matemática com sentido”, que desde julho vem realizando oficinas com alunos dos cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Coordenado pela professora Janiely Silva, o projeto busca melhorar o aprendizado da disciplina, tornando-o mais significativo e fortalecendo o raciocínio lógico, a capacidade argumentativa e a relação dos estudantes com a Matemática. As atividades são executadas com o apoio dos monitores Letícia Veras (bolsista), Ana Clara Nativo, Emilly Emanuelle Barbosa, Lara Beatriz Teodoro e Mateus Santos (voluntários).
A docente explica que a proposta surgiu quando observou, em sala de aula, que os alunos chegam ao ensino médio tendo decorado fórmulas e operações de matemática básica. “Quando esquecem, isso acaba dificultando o avanço em outros conteúdos”, aponta.
Ela destaca que a iniciativa visa superar as dificuldades de aprendizagem em Matemática, especialmente as relacionadas à excessiva memorização mecânica. “Ao entender de onde vem uma fórmula, por que uma definição é daquela forma ou como um conceito foi construído, o estudante consegue dar sentido ao que está aprendendo. Não quer dizer que decorar é errado, mas que a memorização faz mais sentido quando acompanhada da compreensão”, acrescenta Janiely.
As atividades são organizadas em ciclos mensais de planejamento, execução e avaliação qualitativa. As oficinas ocorrem no Laboratório de Matemática, com conteúdos teóricos e práticos de Aritmética, Álgebra e Geometria. Elas também envolvem recursos tecnológicos e materiais manipuláveis disponíveis. “Os assuntos são escolhidos entre aqueles considerados interessantes e que possam contribuir para a proposta do projeto”, afirma a professora.
Aluna do 3° ano do curso técnico em Química, a bolsista Letícia Veras considera que a iniciativa está sendo uma oportunidade de contribuir de forma direta com o aprendizado de seus colegas. “Durante as oficinas, eu auxilio os participantes, seja tirando dúvidas ou ajudando na realização de atividades e também no que for necessário no decorrer do projeto”, diz a discente.
Até então, foram realizadas duas oficinas: “As definições importam... e passar para o outro lado não justifica coisa alguma”, em julho, e “E se você só precisasse de uma fórmula?”, em agosto. A primeira teve como foco mostrar que, antes de calcular, vale entender as definições matemáticas, que não são meros caprichos, mas delimitações precisas e necessárias para a construção de resultados.
Já na segunda oficina, a ideia central foi demonstrar que, em vez de decorar uma lista exaustiva de fórmulas para cada figura geométrica, o estudante só precisa compreender uma única ideia fundamental: a área do retângulo. Para este mês de setembro, o projeto traz o tema “Letra não é número… será?”. O encontro acontecerá na terça-feira (15), às 10h e às 13h, sendo necessária inscrição prévia pelo link: https://abre.ai/sOfC.
(*) Sob a supervisão de Lidiane Neves