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Projeto do Ifal Penedo aposta em metodologias ativas para reforçar aprendizagem em Matemática
Por Emerson Lima (estagiário de Jornalismo)*
“Recuperação da aprendizagem em Matemática com uso de metodologias ativas e materiais recicláveis” é mais um dos cinco projetos de ensino que vêm sendo realizados no Instituto Federal de Alagoas – Campus Penedo, neste ano letivo de 2026. Com oficinas a cada 15 dias, a iniciativa visa à permanência e ao êxito na Educação Básica.
Como as atividades ocorrem à tarde, o projeto é destinado a estudantes dos cursos técnicos integrados ao ensino médio do turno da manhã. Conforme explica a professora Mayra Albuquerque, coordenadora da ação, o objetivo é promover a aprendizagem por meio de jogos e estratégias ativas, tornando o ensino dos conteúdos matemáticos mais contextualizado, dinâmico e relevante para a vida dos estudantes. Para o planejamento e execução das oficinas, ela conta com um aluno bolsista e três voluntários.
A iniciativa também envolve a Coordenação Pedagógica e o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne). Mayra destaca que o Napne tem sido essencial para o alinhamento das estratégias de acessibilidade e acompanhamento dos estudantes que participam das atividades. “As contribuições do núcleo e o diálogo com os participantes garantem que a temática e as práticas propostas se adaptem de forma acessível e permitam um planejamento mais adequado às necessidades do grupo”, ressalta.
Até o momento, foram realizadas cinco oficinas de resoluções de problemas, entre os dias 23 de julho e 24 de setembro, no Laboratório de Matemática e na quadra de areia do campus. “Os encontros seguirão quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, das 13h às 17h, até o final de novembro”, informa a coordenadora.
Durante as oficinas foram empregadas dinâmicas como a “calculadora de dados”, na qual os estudantes resolvem questões de lógica matemática e interpretação de situações; o “jogo da pescaria”, em que o participante tenta solucionar o problema matemático atrelado a um peixe; preparação e aplicação do dominó de equações do 1º grau; e a “batalha naval”, que utiliza coordenadas cartesianas de forma lúdica para reforçar a identificação e localização dos pontos.
Para o bolsista Vinícius Gabriel, atuar como monitor do projeto tem sido uma tarefa desafiadora e gratificante. “Tenho aprendido a trabalhar com as particularidades de cada indivíduo e respeitar as diferenças. Conseguir visualizar a evolução dos estudantes é muito compensador, especialmente porque me vejo em cada um deles, seja quando têm medo de se expor ou não encontram o espaço para serem eles mesmos”, compartilha o aluno, que cursa o 3° ano do técnico em Meio Ambiente.
(*) Sob a supervisão de Lidiane Neves