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Periódico internacional publica artigo científico de professor do Ifal Penedo

Artigo é sobre pesquisa que resultou na produção de uma farinha nutritiva a partir do reaproveitamento de resíduos da pinha.

publicado: 01/04/2018 10h36, última modificação: 01/04/2018 11h05

Com o título “Produção de Farinha Nutritiva de Resíduos da Pinha (Annona squamosa L.) para o desenvolvimento de novos produtos”, o artigo científico do professor do Ifal Penedo, Felipe Thiago Souza, esteve entre as publicações de março do periódico Journal of Food Quality (veja link abaixo). O texto publicado em inglês também inclui entre seus autores dois ex-estudantes do campus, Elenilson Santos e Jeisiely Silva, além de pesquisadoras do Ifal Maceió e da Faculdade Figueiredo Costa (FIC).

O Journal of Food Quality é uma revista científica de acesso global aberto, que publica artigos originais de pesquisa, bem como artigos relacionados a todos os aspectos da qualidade dos alimentos, aceitáveis pelos consumidores. Conforme consta no texto de apresentação online do periódico, seu objetivo é servir de recurso para cientistas de alimentos, nutricionistas, produtores, setor de saúde pública e agências governamentais e não governamentais com interesse na qualidade dos gêneros alimentícios.

A publicação está enquadrada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na classificação Qualis B1. Para quem não conhece, o Qualis-Periódicos é um sistema usado pela Capes, órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), para classificar a produção científica dos programas de pós-graduação no que se refere aos artigos publicados em periódicos científicos. Tais veículos são enquadrados nos seguintes estratos indicativos de qualidade: A1 (o mais elevado); A2; B1; B2; B3; B4; B5; e C (com peso zero).

O professor Felipe Thiago Souza e o ex-aluno Elenilson Santos em uma de suas pesquisas com outra estudante.Sobre a pesquisa - O estudo que embasa o artigo foi realizado entre os anos de 2015 e 2016, com o objetivo de avaliar o potencial biotecnológico da pinha, fruta típica da região Agreste de Alagoas, cujo cultivo coloca o Estado entre os três maiores produtores do Brasil. “Foi um projeto de iniciação científica que buscou propor soluções para minimizar os desperdícios da cadeia produtiva da pinha, a qual, segundo a literatura, gira em torno de 30%”, explica o professor do curso técnico em Açúcar e Álcool, referindo-se aos frutos que não atingem o padrão para comercialização.

O resultado da pesquisa foi a elaboração de uma farinha nutritiva para suplementação alimentícia a partir do reaproveitamento do bagaço da pinha. “É um processo de produção bastante simples. Realizamos uma secagem a 105ºC e trituramos o resíduo. Algo que pode ser feito pela própria empresa beneficiadora”, diz Felipe Thiago, acrescentando que o processo de rendimento em farinha foi de 20% em relação ao peso total da fruta. “Isso porque durante a fabricação ocorre a evaporação de água, parte considerável da polpa da pinha”, completa.

De acordo com o estudo, a farinha da pinha, também conhecida como fruta-do-conde, pode ser usada substituindo, por exemplo, a farinha de trigo em formulações alimentícias. Quanto ao valor nutricional, os resultados obtidos foram significativos, com destaque para o Cobre, Ferro, Manganês, Zinco, Cálcio e Magnésio, atendendo mais de 20% do índice de ingestão diária recomendada de nutrientes. “A farinha também apresenta quantidade desejável de fenóis [compostos orgânicos], podendo atuar como antioxidantes naturais capazes de reduzir doenças degenerativas”, ressalta o docente pesquisador.

À época do desenvolvimento do projeto, além da bolsa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) concedida ao aluno egresso do curso técnico em Açúcar e Álcool, Elenilson Santos, o estudo contou com o incentivo do Programa de Apoio à Produtividade em Pesquisa (Pappe) do Ifal, contemplando em 2016 o professor Felipe Thiago com a bolsa produtividade. Do Campus Maceió, colaborou com a pesquisa a docente Iara Valentim, e da Faculdade Figueiredo Costa, a professora Thalyta Christie Rabelo e as alunas Nicole Ranielly de Andrade e Leane Kellen Silva. Elas ficaram responsáveis por algumas análises específicas em suas respectivas instituições.

CLIQUE AQUI para conferir o artigo publicado no Journal of Food Quality.