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Nota 4: curso de Química Industrial do Ifal Penedo obtém reconhecimento pelo MEC
O curso de bacharelado em Química Industrial do Instituto Federal de Alagoas - Campus Penedo obteve conceito 4, em uma escala de 1 a 5, na avaliação de reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). O resultado classifica a graduação como de qualidade muito boa e garante validade nacional aos diplomas.
A avaliação foi realizada por comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Diferente do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o reconhecimento avalia as condições de oferta do curso. Foram analisadas três dimensões: 1) Organização Didático-Pedagógica; 2) Corpo Docente e Tutorial; e 3) Infraestrutura. Todas tiveram avaliação positiva, com destaque para a dimensão 1, que alcançou nota 4,78, e a infraestrutura, com 4,67.
A primeira turma do bacharelado está em seu último ano de graduação e, com o reconhecimento, o curso fica apto a emitir diplomas com validade nacional e habilitação para registro no Conselho Regional de Química (CRQ), e abre caminho para buscar o conceito 5 no próximo ciclo de renovação de reconhecimento.
Para o coordenador do curso, Mirelle Márcio Cabral, o resultado é considerado muito positivo e demonstra que a graduação apresenta boas condições de funcionamento e um nível de qualidade adequado para a formação dos estudantes. Segundo o docente, a avaliação também permitiu identificar aspectos que ainda precisam ser aprimorados. “Não quer dizer que nós somos um curso perfeito. Temos limitações e isso foi provado na avaliação. Por isso, a equipe já se reuniu para analisar os resultados e definir estratégias para que, em uma próxima avaliação, o curso possa alcançar o conceito máximo”, pontua.
Entre as ações que contribuíram para o resultado, Mirelle Márcio destaca a reformulação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), realizada no início de 2026. O documento foi completamente atualizado a partir das orientações relacionadas ao processo de reconhecimento e, segundo o coordenador, constituiu a principal base para a avaliação. “A infraestrutura também passou por avanços nos últimos anos, com a ampliação e reorganização dos laboratórios da área de Química Industrial, aquisição de materiais e novos equipamentos. O acervo bibliográfico e a organização dos laboratórios foram outros aspectos bem avaliados pela comissão”, completa.
No corpo docente, o curso conta atualmente com 29 professores, sendo 16 doutores no período da avaliação. “A qualificação desse quadro vem avançando gradualmente, à medida que mais docentes concluem seus doutorados”, enfatiza o coordenador.
Para Mirelle Márcio, o reconhecimento resulta de um trabalho coletivo, que envolveu diferentes setores e profissionais do campus e da reitoria do Ifal. “Foi um trabalho em equipe e todos eles tiveram importância e participaram desse processo. Diferentes áreas contribuíram para a preparação da instituição, entre elas a Direção-Geral que não mediu esforços, a biblioteca, os laboratórios, a assistência estudantil e o Napne [Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas], que dá suporte aos nossos alunos surdos”, cita.
Único no interior alagoano
Implantado em 2022, o curso de Química Industrial do Ifal Penedo é ofertado no turno noturno, com duração de 10 períodos (5 anos) e 40 vagas anuais. É o único bacharelado nessa área do interior de Alagoas e tem foco na formação para atuação nas indústrias sucroalcooleira, alimentícia, farmacêutica e química da região do Baixo São Francisco, além de controle de qualidade, desenvolvimento de produtos e gestão ambiental.
Para o diretor-geral do Ifal Penedo, Felipe Thiago Souza, a qualidade da formação ofertada pelo campus também está relacionada às condições criadas para que os estudantes tenham acesso, permaneçam na instituição e concluam seus cursos com êxito. Nesse sentido, ele destaca a atuação integrada de diferentes áreas, como assistência estudantil, pesquisa, extensão e estágio.
“O grande diferencial do Ifal, em relação a outras instituições que têm oferta de ensino superior, é a capacidade que a nossa instituição tem em acolher os nossos estudantes”, afirma Felipe Thiago. Segundo o gestor, esse acolhimento envolve oferecer o suporte necessário que vem da assistência estudantil, por meio de ações como alimentação e bolsas destinadas a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Além disso, ele destaca a extensão, que aproxima o conhecimento produzido no campus das comunidades, e os estágios, articulados com empresas da região para ampliar o contato dos estudantes com o mundo do trabalho. O curso também conta com uma empresa júnior, que proporciona aos graduandos a oportunidade de vivenciar situações relacionadas à atuação profissional e desenvolver, na prática, conhecimentos e competências da área de Química Industrial.
A iniciação científica é outro aspecto apontado pelo diretor-geral como importante para a formação. “A participação dos estudantes em projetos de pesquisa contribui para o aprimoramento do curso e amplia as possibilidades de trajetória profissional e acadêmica dos futuros egressos, inclusive para aqueles que desejam seguir para o mestrado e o doutorado”, conclui.
O reconhecimento do curso encontra-se oficializado pela Portaria SERES/MEC nº 411/2026.