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Ifal Penedo tem equipe participante na Olimpíada Brasileira Geo-Brasil 2021

Esta é a segunda vez que estudantes do campus participam da OBG; em 2019, a equipe conquistou prata.
por Lidiane Neves publicado: 13/08/2021 17h44, última modificação: 13/08/2021 18h25

A primeira fase on-line da 6ª Olimpíada Brasileira Geo-Brasil (OBG) começou nesta semana, e o Instituto Federal de Alagoas – Campus Penedo participa da competição com uma equipe inscrita sob a orientação do professor Lucas Suassuna Wanderley. Batizada de “Solstício Penedense”, o grupo é composto pelos alunos Alana da Silva Pereira, Cauan Antônio Barbosa Fontes e Rodrygo Pires da Silva, todos do 3º ano do curso técnico em Química integrado ao ensino médio.

A edição 2021 da OBG compreende duas competições simultâneas: a 6ª Olimpíada Brasileira de Geografia e a 4ª Olimpíada Brasileira de Ciências da Terra, que, de forma excepcional, terão quatro fases on-line. Devido à pandemia de Covid-19, a quarta fase on-line foi acrescentada para substituir a última etapa, até 2019, realizada de forma presencial. Em 2020, não houve edição do evento.

As três primeiras fases de provas on-line, que ocorrerão semanalmente até o dia 10 de setembro, são classificatórias. As equipes terão que responder questões de múltipla escolha e cumprir diferentes tarefas através do acesso à página unifal-mg.edu.br/obgeografia.

Conforme o regulamento, todas as equipes inscritas podem participar das três primeiras fases, mas o passaporte para a quarta será restrito às duas medalhistas de ouro por unidade da federação. A divulgação dos resultados, com a classificação e indicação dos grupos medalhistas por estado, ocorrerá no dia 27 de setembro. No mesmo dia, serão divulgadas as orientações e regras da última etapa, que está marcada para acontecer entre os dias 1º e 31 de outubro e envolverá, além de questões de múltipla escolha, a elaboração de um projeto de aplicação prática.

Orientação remota

Devido às restrições de contato físico ainda impostas pelo contexto de pandemia, a orientação ao trio “Solstício Penedense” vem acontecendo de forma remota, com encontros em tempo real ou não. “Nos momentos assíncronos, os estudantes farão pesquisas para responderem a prova a cada semana. Nos encontros síncronos, eles trarão as questões já respondidas para a discussão das respostas com a minha presença enquanto orientador”, explica o professor de geografia.

O docente acrescenta que, nos dias anteriores à primeira fase da Olimpíada Geo-Brasil, houve orientação em grupo de WhatsApp. “Outra atividade prévia foi um encontro pelo Google Meet, no qual fizemos uma espécie de treino, com a aplicação de questões de edições anteriores. Na ocasião, também apresentei sites e fontes de estudo”, completa.

Segundo ele, as expectativas para este ano, apesar das dificuldades decorrentes da pandemia, são positivas. “Os alunos participantes possuem uma bagagem de conhecimento expressiva, pois já estão no terceiro ano do curso e já tiveram contato com importantes temas da geografia humana e física. Além disso, são estudantes que têm bastante iniciativa, são curiosos e apresentam elevado potencial para interpretação e resolução de problemas”, destaca.

Motivação

 Alana Pereira, Cauan Antônio e Rodrygo Pires não são alunos calouros em olimpíadas do conhecimento. No entanto, esta é a primeira vez que topam o desafio de encarar um evento dessa natureza na área de Ciências Humanas.

“Quando anunciaram no grupo da turma que o professor Suassuna estava procurando integrantes para formar equipe, logo me interessei. Todo mundo que me conhece sabe que eu tenho duas disciplinas favoritas: química e geografia. Como eu já tinha participado da Olimpíada Alagoana de Química em 2019, vi a oportunidade de participar de uma nova esse ano, mas com outra matéria que também sou apaixonado”, relata o aluno Rodrygo. Na competição citada, junto com o colega Cauan, ele foi um dos destaques do Ifal Penedo que receberam menção honrosa.

No caso de Alana, a estudante não é tão apaixonada assim pelo conhecimento geográfico, porém não falta a ela sede de aprendizado. “Apesar de não me considerar uma aluna de Humanas, pois tenho bem mais ‘gosto’ pelas matérias que envolvem cálculo, geografia sempre foi uma disciplina que despertou interesse em mim, daí a vontade de participar este ano da OBG”, conta a jovem, que desde o ensino fundamental se envolve em olimpíadas do conhecimento da área de Exatas. “Na edição 2016 da Obmep [Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas], quando estava no 7º ano, cheguei a conseguir menção honrosa na segunda fase”, lembra.

Equipe confiante

O nome dado à equipe partiu de uma sugestão de Rodrygo Pires. Solstício é um evento astronômico em que um dos polos da Terra encontra-se no seu ponto máximo de inclinação em direção ao Sol, marcando o início do verão em um dos hemisférios e do inverno no outro. O fenômeno ocorre duas vezes por ano e é um dos assuntos estudados na disciplina de geografia.

“Para nós, Solstício Penedense representa o início de uma nova estação na nossa vida com essa olimpíada, nos fazendo confiantes para iluminar nossa cidade com o resultado, assim como os raios de Sol que se fazem caraterísticos dessa época”, acredita o aluno.

Equipe do Ifal Penedo que ganhou prata na edição de 2019.Esta é a segunda vez que o Ifal Penedo participa da Olimpíada Geo-Brasil. Em 2019, a equipe denominada Tornado Alagoano conquistou o certificado de Medalha de Prata. O grupo formado por Guilherme Santos Braz, Ana Ketelly Santos de Melo e Heloíse do Nascimento de Lima, então alunos do 4º ano do curso técnico em Açúcar e Álcool, também teve como orientador o professor Lucas.

“A participação nessas olimpíadas é uma excelente oportunidade para discentes e docentes. As provas são organizadas de modo a promover a resolução de desafios em equipe, contemplando temas bastante amplos da geografia. Acredito que é um tipo de atividade que contribui para o desenvolvimento de habilidades de trabalho em equipe, de cooperação, de pesquisa e instiga os estudantes a pensarem sobre problemas urgentes que tratam das complexas relações entre o ser humano e a natureza, na perspectiva da análise espacial”, considera o docente.

O incentivo à participação dos alunos como forma de fortalecer o processo de construção do conhecimento geográfico e fomentar o ensino para a formação cidadã é também reconhecido pelo corpo discente.

“Com a pandemia, a educação, que já era boicotada, está ficando cada dia mais a mercê da luta de estudantes e profissionais da área. É preciso investir ainda mais em todas as áreas do conhecimento que são consideradas ‘menos importantes’ na aprendizagem e, infelizmente, geografia é um delas. Então saber que, mesmo durante esse tempo onde muitas coisas ruins acontecem em sequência, eu posso, junto com meus amigos e com apoio da minha instituição, fazer parte de algo que incentiva o ensino, sem dúvida, faz eu me sentir como um aluno e uma pessoa muito melhor”, conclui o estudante Rodrygo.