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Ser Mar na SNCT: arte coletiva transforma o chão do Ifal Arapiraca em "aquário marinho"
Um mar de cores invadiu o pátio do Instituto Federal de Alagoas Ifal – Campus Arapiraca, nos últimos dias. Em uma intervenção artística que impressiona pela dimensão e sensibilidade, 145 estudantes da unidade de ensino utilizaram giz de cera como matéria-prima e a imaginação como guia para transformar o chão de tijolos de cimento por onde circulam diariamente em um "aquário marinho".
A obra, orientada pelo professor-artista Judivan Lopes, é uma das atrações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - SNCT, a ser realizada pelo campus de 30 de março a 02 de abril de 2026, com o tema "Planeta Água: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território".
Exercício de criação coletiva
A fim de retratar representações do mundo oceânico, os/as discentes do 1º ano de quatro turmas do ensino médio integrado se reuniram por duas semanas consecutivas e se revezaram na construção da projeto. Segundo o docente orientador, eles vivenciaram um processo marcado pela fluidez, criatividade e conexão com o todo.
Intitulada Ser Mar, a obra aponta para a ruptura com as limitações individualistas e aposta na percepção de que a existência compartilhada traz pertencimento. "Buscando o sentido de Ser Mar, os estudantes libertam-se da representação do aquário de vidro, abraçam a vastidão do solo onde pisam e, coletivamente, expressam a consciência global como autotransformação", explica Judivan.
Quem observa das escadas do pátio o solo preenchido por animais aquáticos e outros elementos do universo marinho pode ter a impressão de que as figuras estão emergindo do chão de forma vibrante. Mas a produção estética irá possibilitar uma experiência ainda mais imersiva: caminhar por esse oceano imaginado está permitido. "São centenas de metros quadrados onde o chão está para peixes", brinca o professor idealizador.
Arte, educação e ciência
A intervenção integra a programação da SNCT do Ifal Arapiraca e estará aberta à visitação durante o evento. Ao converter o cotidiano do campus em experiência artística, a iniciativa evidencia o potencial criativo dos/as estudantes e reforça o papel da escola como espaço de inovação e expressão.
Mais do que um aquário marinho desenhado, o público encontrará um convite para mergulhar em novas formas de ver, sentir e construir o mundo — coletivamente.