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Docente do Ifal Arapiraca compõe a nova diretoria da Rede Nordeste de Ensino de Literatura

Representantes da Ufal e da Uneal também integram a gestão, fortalecendo o protagonismo de Alagoas na área

por Roberta Rocha publicado: 31/03/2026 13h02, última modificação: 31/03/2026 13h30

O Instituto Federal de Alagoas - Ifal passa a ocupar lugar de destaque nas discussões sobre ensino de literatura no Nordeste. Em reunião virtual realizada na última sexta-feira (27), via Googlemeet, a aliança formada pela docente do Ifal Arapiraca, Adriana Nunes de Souza, e pelas docentes da Universidade Estadual de Alagoas - Uneal e da Universidade Federal de Alagoas - Ufal, respectivamente, Eliane Bezerra da Silva e Karla Renata Mendes, foi oficializada como a nova diretoria da Rede Nordeste de Ensino de Literatura na Escola - Renelit, para o biênio 2027-2029.

Ao se candidatar ao posto, a nova diretoria enfatizou o papel da Renelit para a circulação de saberes e o fortalecimento da cooperação interinstitucional e apresentou um plano de gestão focado na integração e na produção científica, com promoção de ações colaborativas e intercâmbios acadêmicos. 

Reunião de aprovação da aliança alagoana Ifal-Ufal-Uneal para a nova diretoria da Renelit

Será a primeira vez que uma articulação alagoana assumirá a gestão da entidade, que reúne professores e pesquisadores de instituições de ensino superior e das redes públicas de educação em todo o Nordeste. A parceria inédita evidencia o compromisso das três instituições com o desenvolvimento da pesquisa sobre o ensino de literatura e o letramento literário. 

Posição estratégica no espaço acadêmico regional

Para Adriana Nunes, a presença do Ifal à frente da Renelit é um avanço estratégico. "Ter uma representação direta na rede é importante para a pesquisa em Ciências da Linguagem no instituto, porque essa rede reúne especialistas de todo o Nordeste na área de letramento literário e ensino de literatura”, destacou.

A expectativa, segundo a professora, é que essa participação ativa na rede impulsione a visibilidade das pesquisas desenvolvidas no instituto, amplie as possibilidades de intercâmbio científico e fortaleça uma área de pesquisa que vem ganhando espaço dentro da instituição.

Ela chama atenção para um desafio histórico na área: a forma como a literatura ainda é trabalhada nas escolas. “Em muitos contextos, o ensino de literatura é negligenciado ou reduzido à história literária, sem o contato direto com o texto. No Ifal, temos desenvolvido pesquisas que mostram que o trabalho com o texto literário amplia o letramento e contribui, inclusive, para a aprendizagem em disciplinas técnicas”, explicou.

Além dos estudos que demonstram os impactos do ensino de literatura no desempenho acadêmico dos estudantes, a docente afirmou que o Ifal também tem investido em ações práticas, como projetos de pesquisa e extensão e a criação de clubes de leitura em diferentes campi, a exemplo de Batalha e Satuba. "Essas iniciativas que buscam estimular o contato com a literatura contribuem para a permanência e o êxito estudantil", defendeu.