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Campus Arapiraca aprova sete projetos de ensino em edital da Proen

Iniciativas contemplam educação básica e graduação, com ações executadas nos próximos meses do ano

por Roberta Rocha publicado: 28/05/2026 17h13, última modificação: 29/05/2026 15h13

O Campus Arapiraca do Instituto Federal de Alagoas - Ifal teve sete projetos de ensino aprovados nos Editais nº 04 e 05/2026 da Pró-Reitoria de Ensino - Proen, cujo resultado final foi publicado nessa quarta-feira (27). As seleções são destinadas a projetos de Permanência e Êxito na Educação Básica (PEPE) e de Aprendizagem Colaborativa na Graduação (PEAC).

Ao todo, foram aprovadas quatro iniciativas voltadas à educação básica: Núcleo de Estudos Olímpicos em Matemática (NEOM); Suporte integrado à aprendizagem matemática para permanência e êxito com mediação docente e IA; Construção de placas didáticas interativas de células biológicas: integração entre Biologia e Eletroeletrônica no ensino médio integrado e Xadrez escolar inclusivo.

Já na graduação, foram contemplados os projetos Ecossistema de aprendizagem colaborativa e pesquisa em Matemática e Computação mediado por Inteligência Artificial generativa; Capacitação digital: informática básica, segurança e IA generativa e O uso da Inteligência Artificial como ferramenta de nivelamento matemático para turmas do curso de Sistemas Biomédicos.

As ações serão desenvolvidas entre junho e novembro deste ano.

CONHEÇA ALGUNS PROJETOS

Docente Gabriel Gomes é responsável por quatro dos projetos de ensino aprovados para o Ifal ArapiracaEntre as propostas selecionadas, quatro foram submetidas pelo professor Gabriel Gomes, que aposta na Matemática, na aprendizagem colaborativa e no uso crítico da Inteligência Artificial (IA) como estratégias de fortalecimento do ensino. As demais foram idealizadas pelos docentes Anderson Felinto, Karinne Coelho e Maria José dos Santos.

Uma dessas iniciativas é o Núcleo de Estudos Olímpicos em Matemática (NEOM), projeto já executado anteriormente pelo docente no Campus Coruripe. Durante dois anos, a ação promoveu aulas e grupos de estudos voltados às áreas da Matemática cobradas nas principais olimpíadas do conhecimento: Álgebra, Geometria, Análise Combinatória e Teoria dos Números.

Segundo Gabriel Gomes, os resultados alcançados na experiência anterior foram expressivos, chegando a 46 premiações olímpicas em um único ano, além da aprovação de estudantes em universidades nacionais e internacionais, por meio de seleções específicas para discentes que se destacaram em olimpíadas científicas. Alguns dos ingressantes no ensino superior via destaque olímpico obtiveram ainda bolsas de estudo para permanência no curso. 

“O que me motiva é gostar desse universo das olimpíadas de Matemática e poder proporcionar aos alunos um treinamento de ponta, além de possibilidades concretas de ascensão social. Para estudantes em situação de vulnerabilidade, essas oportunidades com bolsa, por exemplo, podem significar permanência na escola e novas perspectivas de futuro”, destacou.

No NEOM, a metodologia utilizada é baseada no método POLYA, estruturado nas etapas de compreensão do problema, elaboração de estratégias, execução da resolução e revisão da solução. O projeto combinará aulas e grupos de estudo e prevê ainda a produção de um livro reunindo diferentes soluções encontradas pelos participantes para as listas de exercícios, relatos de experiências complementares como publicação de trabalhos acadêmicos, rotinas de estudos e participação em competições científicas ou outros eventos. Também estão previstas a realização de batalhas matemáticas intercampi, com dinâmicas, palestras, oficinas e jogos educativos.

Além do NEOM, os projetos Suporte integrado à aprendizagem matemática para permanência e êxito com mediação docente e IA, Ecossistema de aprendizagem colaborativa e pesquisa em Matemática e Computação mediado por Inteligência Artificial generativa e O uso da Inteligência Artificial como ferramenta de nivelamento matemático para turmas do curso de Sistemas Biomédicos têm em comum a utilização da IA generativa como apoio ao ensino e à pesquisa.

“No primeiro período de Sistemas Biomédicos, por exemplo, existe uma disciplina historicamente desafiadora da área de Exatas e Engenharias, o Cálculo I. Ter um agente de IA funcionando como tutor ou facilitador da aprendizagem pode ser um caminho importante, especialmente para estudantes que ingressam após anos afastados dos estudos”, explicou o professor sobre o projeto voltado à graduação.

Na educação básica, a proposta é associar tecnologia, acompanhamento pedagógico e uso responsável das ferramentas digitais. Conforme o docente, estudantes dos primeiros anos do ensino médio frequentemente chegam ao campus com lacunas de aprendizagem e têm suporte especializado nas disciplinas de Português e Matemática, nesse momento inicial.

A proposta, segundo ele, é promover uma abordagem ética e consciente da Inteligência Artificial. “Queremos que essas ferramentas não se tornem um fator de dependência cognitiva, mas um complemento aos estudos. O objetivo é desenvolver senso crítico, orientar sobre o uso responsável da IA e ensinar os estudantes a identificar inconsistências”, afirmou.

As iniciativas também priorizam estratégias de aprendizagem colaborativa, com momentos de acompanhamento por monitores, mediação docente e atividades individuais e em grupo.

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