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Série cultural “Nossos aplausos” inicia coletânea de reportagens com iniciativas de estímulo aos talentos musicais em escolas de Rio Largo

por Anny Rochelly - jornalista publicado: 24/05/2018 13h13 última modificação: 24/05/2018 13h13

Uma série de reportagens que tem como objetivo divulgar os benefícios dos projetos de extensão desenvolvidos no programa de extensão Artifal em diversos campi do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). A série cultural “Nossos aplausos” traz, a partir desta quinta-feira (24), onze projetos relacionados à área cultural e encabeçados por professores e técnicos administrativos do instituto que enxergam a arte como mais uma forma de aprendizado, envolvimento da comunidade e elevação da cidadania e autoestima.

A primeira matéria é sobre o projeto “Cidadania através da arte”, executado no campus Rio Largo desde 2016. Inicialmente coordenado pela pedagoga Jirlene Barros, este ano o Cidadania Através da Arte é liderado pelo professor de Língua Portuguesa Osvaldo Epifânio. Jirlene explica que a difusão da arte e da cultura no município foi a principal motivação para o início das atividades. “Tínhamos o objetivo de contribuir para minimizar o tão preocupante elevado índice de violência, em cujas estatísticas figuram crianças e jovens em vulnerabilidade social em Rio Largo”, explicou.

Com foco em música - habilidades musicais, canto e instrumentos de cordas para alunos da comunidade -, inicialmente o projeto atendeu as escolas estaduais Claudizete Lima Eleutério, no Tabuleiro do Pinto, e Santos Dumont, contribuindo para o crescimento sociocultural da comunidade atendida. Na visão da pedagoga, a aprendizagem adquirida no projeto contribuiu para a elevação da autoestima e protagonismo social da comunidade externa. “Vivenciamos um processo de humanização, cooperação, cidadania e autoestima de todos os envolvidos, sejam discentes bolsistas e voluntários que ministraram os cursos e atividades, ou ainda os coordenadores e a comunidade atendida nas ações”, detalhou.

O atual coordenador do projeto, Osvaldo Epifânio, acrescenta que as atividades desenvolvidas também legitimam o papel do Ifal na região onde atua, além de colocar em prática os talentos musicais e artísticos dos alunos do campus Rio Largo. Atualmente, os discentes que integram o projeto atuam em duas frentes: aulas de canto e confecção de instrumentos musicais com material de reciclagem e aulas de violão. Todas as manhãs de sábado os alunos estão na escola estadual Professora Claudizete Lima Eleutério e na escola municipal Prefeito Walter Dória de Figueiredo executando as ações que são planejadas semanalmente.

O Cidadania Através da Arte conta, em 2018, com 8 alunos bolsistas que atendem uma média de 40 alunos do ensino fundamental II nas duas escolas mencionadas. O professor é otimista quando perguntado sobre os efeitos do projeto na comunidade escolar. “O que identificamos recentemente tem sido a participação atenta, disciplinada e lúdica dos alunos da faixa etária de 10 a 13 anos dessas escolas. A arte e a música, sem dúvida, prendem a atenção e promovem uma relação social bastante solidária”, disse.

A contribuição que o campus Rio Largo oferece para a promoção da cultura e da música no entorno de sua sede, em Rio Largo, é um dos principais benefícios registrados pelo professor mesmo em seu pouco tempo de coordenação frente ao Cidadania Através da Arte. “Tudo isso aproxima a comunidade do instituto por intermédio desse que consideramos, também, um ato de comunicação eficiente e profissional. Acredito que o projeto cria um laço importante com as crianças e com jovens da comunidade vizinha. As diversas iniciativas artísticas, culturais e profissionais só ampliam as relações de amizade e de simpatia entre a comunidade riolarguense e o campus”, finalizou.

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