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Projeto do Ifal concorre à etapa nacional de Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora

Campus Santana desenvolveu ação didática pedagógica com o beneficiamento do algodão

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 30/08/2019 16h04 última modificação: 01/09/2019 15h09

Uma iniciativa desenvolvida pelos professores Augusto Araújo e Jacques Fernandes, do Campus Santana do Ipanema do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), foi reconhecida como melhor ação didática pedagógica de Alagoas, na categoria Educação Profissional, da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora e deve representar o estado na etapa nacional, que ocorrerá na cidade de Florianópolis, em outubro deste ano.

Tecnologias inclusivas e sustentáveis para a reinserção da cultura e beneficiamento do algodão no Sertão de Alagoas” é o nome do projeto que irá representar Alagoas no Seminário Reconhecer, parte da etapa nacional do Prêmio. Ele foi desenvolvido em conjunto com estudantes dos cursos de Agropecuária e Administração.Alunos trabalharam com o algodão, desde a colheita, na Fazenda Experimental do Campus Santana do Ipanema.jpg

Jacques Fernandes observa que se trata de uma prática de educação empreendedora que contou com o apoio e atenção da Embrapa Tabuleiros Costeiro, onde os alunos participaram do processo de plantio de cinco variações de algodão, na Fazenda Experimental do Campus Santana, com o propósito de estimular e fomentar a retomada da produção do algodão na região do Sertão de Alagoas e levar desenvolvimento e tecnologia para o cultivo e beneficiamento doa cultura algodoeira.

Com este projeto, são empregados em uma única ação, estudos sobre terra, tecnologia, história e vocação empreendedora de Alagoas, manufatura de produtos, qualidade de produtos, Administração Rural, Gestão de Propriedade, Economia, Políticas Públicas, Marketing de Produtos, Liderança e Empreendedorismo, desenvolvendo a autonomia dos estudantes. A atividade exigiu que os alunos também estudassem a economia local do município de Santana do Ipanema e região; sobre a atuação de ONG’s, cooperativas, parcerias com a prefeitura e comércio local. No final da atividade foi realizada uma feira com a exposição dos produtos desenvolvidos pelos estudantes”, detalhou o docente.

Reinserção e beneficiamento do algodãoTurmas de Administração e Agropecuária integraram iniciativa.jpg

O projeto de extensão teve início em 2018, quando os estudantes dos dois cursos realizaram o processo de colheita do algodão. Naquele momento, sob supervisão do professor e administrador da fazenda, Augusto Araújo, eles tiveram seu primeiro contato com a cultura. Depois disso, a partir das disciplinas de Administração Rural e Gestão de Propriedade Rural ofertadas pelos cursos de Administração e Agropecuária, retrospectivamente, os alunos foram levados a pensar sobre formas de beneficiamento do algodão.

Docente dessas disciplinas, Jacques explica que nessa etapa os alunos buscaram transformar a matéria-prima em produtos artesanais, decorativos, tecidos experimentais e em novas formas de aproveitamento do algodão. Tratava-se de uma fase de experimentação que  deu a possibilidade para que alunos pensassem de forma prática a utilização daquele recurso natural. Além disso foram aproveitadas as sementes do algodão  para produção de óleo e ração experimentais.

Iniciativa pensou em formas de beneficiamento do algodão.jpgTodos estes trabalhos do primeiro ciclo foram avaliados no segundo semestre de 2018  e serviram de base didático-pedagógica para o desenvolvimento das ações educacionais nas disciplinas destes docentes. O objetivo central, que destaca a inovação desta iniciativa, é produzir o modelo de aula invertida, onde o estudante mais pratica do que ouve; mais dinamiza do que lê e,  desta forma, o próprio educando sente a necessidade de se apropriar do conteúdo e tema proposto pela aula”, detalhou Jacques.

Para o professor, com a coleta e análise de vários dados sobre a cultura algodoeira, o Instituto poderá se tornar uma referência no estudo de reinserção do algodão, no sertão de Alagoas.

Os estudantes, de forma integrada, demonstrarão como criar valor agregado aos produtos experimentais advindos do algodão, permitindo desta experiência gerar inúmeros novos negócios para a região, e inclusive, desenvolvendo o potencial da Economia Criativa local e em todo o estado de Alagoas”, especula.

Além do Ifal, as escolas Benjamin Felisberto da Silva, do município de Arapiraca, e Graciliano Ramos, de Palmeira dos Índios, foram classificadas para representar o Estado, nas modalidades Ensino Fundamental e Médio.

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