Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Onze projetos de extensão do Ifal se classificam em edital da Setec/MEC
conteúdo

Notícias

Onze projetos de extensão do Ifal se classificam em edital da Setec/MEC

Entre os destaques está o trabalho desenvolvido no Campus Benedito Bentes com primeira colocação com primeira colocação no pleito
publicado: 06/11/2026 13h25, última modificação: 06/11/2026 13h25

Por Samuel Pontes, estagiária de Jornalismo*

A comunidade acadêmica do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) celebra a aprovação de 11 iniciativas extensionistas no resultado final do edital 05/2026 da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), publicada nesta terça-feira (3). Confira a lista completa!

O certame tem como objetivo selecionar propostas que fomentem a elaboração e execução de projetos de extensão que  promovam, de forma articulada, o Acesso, a Permanência e o Êxito na Rede Federal, por meio do fortalecimento da interação entre as instituições e a comunidade, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural, científico e tecnológico dos territórios em que estão inseridas. 

Propostas selecionadas

O grande destaque do Ifal pertence à Faixa A, com o projeto ‘’Trilhas de acesso, permanência e êxito no Benedito Bentes: ciclos formativos integrados para o desenvolvimento científico, tecnológico, social e profissional das juventudes’’, do campus Benedito Bentes, que conquistou a 1ª colocação geral no edital.A professora Jordana Rangely ao lado dos estudantes do Campus Benedito Bentes.jpeg

Na Faixa B, foram exitosos os trabalhos: ‘’Sabores e Saberes da Terra: Mapeamento Etnográfico e Vitrine Comercial dos Povos Tradicionais e Assentamentos da Zona da Mata Alagoana’’, do campus Murici; ‘’Toque 3D: inovação sustentável para a educação inclusiva’’, do campus Arapiraca; e ‘’Bioestimulação conectada: Inclusão, Agroecologia e Território’’, do campus Palmeira dos Índios.

A lista prossegue com as iniciativas ‘’Entre Redes e Linhas: Diálogos sobre Gênero, Economia Solidária e Valorização do Bordado Filé’’, do campus Murici; ‘’Territórios em cena: audiovisual, arte e intercâmbio cultural entre comunidades indígenas e estudantes do Ifal Arapiraca’’; e ‘’Siri Circular: capacitação de marisqueiras para produção de elementos cimentícios de interesse ambiental em Jequiá da Praia–AL’’, do campus Palmeira dos Índios.

Na Faixa C, a unidade de Satuba emplacou dois trabalhos: ‘’Barro Vivo: arte, biocerâmica e memória do território para o acesso, permanência e êxito na educação profissional’’ e ‘’Mulheres que transformam: sabão ecológico e geração de renda’’,. Já o campus Maceió classificou-se  com ‘’Mi casa es su casa: a integração família-escola através do ensino de língua espanhola no Ifal/Campus Maceió’’.

Por fim, na Faixa E, voltada a propostas institucionais, destacou-se a iniciativa ‘’Balcão social em rede: extensão, inovação e formação cidadã para o fortalecimento das organizações da sociedade civil e a promoção do acesso, permanência e êxito estudantil no Ifal’’.

Projetos em evidência  

A proposta classificada na 1ª posição da Faixa A está sob a coordenação da professora Jordana Rangely, com atuação do professor Diego da Guia no planejamento e na condução das ações. Intitulado “Trilhas de acesso, permanência e êxito no Benedito Bentes: ciclos formativos integrados para o desenvolvimento científico, tecnológico, social e profissional das juventudes”.O projeto “Trilhas de Acesso, Permanência e Êxito no Benedito Bentes”, liderado pela professora Jordana Rangely, levará ações de inovação a escolas públicas..jpeg

o projeto visa aproximar a unidade do Benedito Bentes de seis escolas públicas estaduais do território, levando experiências de ciência, tecnologia e inovação a aproximadamente 2 mil estudantes do Ensino Médio. A proposta pretende, durante 12 meses, desenvolver ciclos formativos nas seis escolas participantes, com previsão de 30 horas de formação por estudante. 

As atividades serão organizadas em três módulos: ciência e tecnologia; empreendedorismo e inovação social; e tecnologias para a vida. A programação prevê jogos físicos e digitais, práticas de Ciências da Natureza, uso de aplicativos, desafios de criação de soluções para problemas da comunidade e atividades de preparação profissional, como elaboração de currículo e reconhecimento de habilidades.

Jordana destaca que um dos principais diferenciais do projeto é o protagonismo dos estudantes do próprio Ifal. Ela explica que pelo menos 12 jovens atuarão como líderes extensionistas, participando do planejamento, da condução das atividades e da avaliação dos resultados, com orientação da equipe docente.

“Os jogos, aplicativos e tecnologias sociais utilizados foram desenvolvidos por estudantes do Ifal em projetos de ensino, pesquisa e extensão. Assim, os jovens compartilham suas próprias experiências de criação e pesquisa com outros estudantes do território, mostrando que também é possível produzir ciência e tecnologia a partir de suas realidades”, exemplificou.

Segundo a professora, a unidade do Benedito Bentes é um território com grande potencial, onde muitos jovens ainda enfrentam dificuldades de acesso a oportunidades de formação. Por isso, sair dos muros do Ifal e compartilhar o conhecimento que produzimos é parte da nossa responsabilidade e da missão da instituição.

“A extensão, ao lado do ensino e da pesquisa, nos permite construir essa relação com a comunidade. Esse projeto reúne experiências que nasceram na pesquisa e já foram trabalhadas em ações de ensino no campus. Queremos que outros jovens se reconheçam nessas experiências e percebam que também podem fazer ciência, criar soluções e construir novos caminhos para o futuro”, afirmou.Organizações da sociedade civil sediadas nos 102 municípios alagoanos podem ser beneficiados pelo Balcão Social.jpeg

Outro destaque foi a classificação da proposta institucional “Balcão Social em Rede: projeto do Ifal busca fortalecer organizações sociais e promover a formação cidadã em Alagoas”, sob orientação da professora Dhanny Pereira. A iniciativa visa fortalecer as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que atuam em Alagoas, oferecendo apoio, orientação, capacitação e assessoramento para melhorar a gestão e ampliar a capacidade de atuação dessas instituições.

Dhanny explicou que a concepção da ideia surgiu diante dos desafios enfrentados por muitas organizações sociais, especialmente nas áreas de gestão administrativa e financeira, planejamento institucional, organização documental, elaboração de projetos, prestação de contas e captação de recursos. Ela acrescentou que, por meio do projeto, essas entidades terão acesso a orientações e atividades formativas que contribuam para sua sustentabilidade, transparência e fortalecimento institucional.A professora Dhanny Pereira detalha os objetivos do projeto Balcão Social em Rede, voltado ao fortalecimento de organizações sociais em Alagoas.jpeg

“Um dos grandes diferenciais do Balcão Social em Rede é sua abrangência estadual. Utilizando a estrutura multicampi do Ifal, o projeto contemplará seis regiões de Alagoas, com polos de atendimento distribuídos estrategicamente em sete municípios: Maceió e Marechal Deodoro, na Região Metropolitana; Arapiraca, no Agreste; Coruripe, no Litoral Sul; Maragogi, no Litoral Norte; Santana do Ipanema, no Médio Sertão; e Piranhas, no Alto Sertão”, elucida.

Ela ainda esclarece que essa distribuição permitirá atender organizações da sociedade civil sediadas nos 102 municípios alagoanos, considerando também as áreas de influência de cada campus, e que esses atendimentos ocorrerão de forma presencial, remota e itinerante, ampliando o acesso das entidades aos serviços oferecidos e reduzindo as desigualdades regionais no acesso à formação e à orientação institucional.

A respeito dos resultados, o pró-reitor de Extensão, Gilberto Neto, parabenizou as 11 propostas aprovadas e agradeceu a todos os servidores que submeteram projetos no edital. Para ele, essa conquista vai garantir mais recursos orçamentários para a Extensão do Ifal, fazendo com que a instituição esteja mais próxima da comunidade e contribuindo para as condições de acesso, permanência e êxito dos estudantes.

“Gostaria também de agradecer e reconhecer todo o trabalho da Coordenação de Programas e Projetos da Proex, que contribuiu e deu todo o suporte necessário na elaboração e submissão das propostas, estendendo meus agradecimentos às coordenações de extensão dos campi, às direções-gerais e ao nosso reitor, Carlos Guedes, pelo apoio contínuo e fundamental em todo esse processo”, finalizou. 

Sob a supervisão de Jhonathan Pino, jornalista*