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O senhor dos algoritmos: Eduardo Lúcio foi bicampeão nacional em competição de TI em 2017

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 28/12/2017 13h05 última modificação: 28/12/2017 15h01

27 de setembro de 2017 é uma data a ser lembrada no Campus Arapiraca. É que foi neste dia que um de seus alunos conseguiu um fato inédito não só para o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), como para estudantes de Ensino Médio de todo o Brasil. O discente de Informática, Eduardo Lúcio, conseguiu o bicampeonato na Copa Rio Info de Algoritmos (Cria). Era a segunda vez que o aluno levava sozinho a taça: em todas as outras edições, essa posição havia sido dividida entre três participantes de diferentes estados.Eduardo Lúcio recebendo troféu por vitória na Copa Rio, com o Coordenador de Extensão Marcos Nunes de Oliveira.jpeg

Antes disso, Eduardo já havia participado e recebido prêmios pela Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Em sua primeira participação, em 2014, ele recebeu um certificado de honra ao mérito; em 2015 saiu com um bronze, em 2016 uma prata. Já em novembro deste ano, ele repetiu a prata na OBMEP e recebeu ouro na Olimpíada Alagoana de Matemática (OAM). Em todas as ocasiões, foi o desafio que despertou nele a vontade de participar dos eventos.

A orientação

Há anos, ele vem se dedicando a horas de estudos, aliando o conhecimento ao lúdico, com o intuito de se sair bem nas competições. Para isso, Eduardo também contou com a ajuda do coordenador da OBMEP em Arapiraca, José Roberto Teixeira, que se tornou seu primeiro orientador.José Roberto Teixeira foi quem deu início a orientação de Eduardo Lúcio e dezenas de alunos do Campus Arapiraca nas olimpíadas de Matemática.jpg

Segundo o professor, esses eventos são ótimas oportunidades para os alunos. “Eles gostam muito da matemática olímpica, porque ela é diferente da matemática que a gente ensina nas aulas normais. Os problemas da OBMEP têm um caráter lúdico e desafiante. A própria lógica de competição, de superar os seus limites, inspira e motiva os alunos”, pontuou.

Para incentivá-los, José Roberto realiza um treinamento específico para prova da OBMEP, baseado na resolução de problemas. “Esse é o grande lance: resolver muitos problemas, acumulando assim repertório. Cada problema provoca a criatividade do aluno. É preciso pensar estratégias e muitas vezes criar caminhos para chegar a solução. Esse é o grande barato, não tem uma receita pronta, ou uma fórmula para resolver os problemas e essas características motivam os alunos inteligentes. Alunos que buscam sempre aprender mais e mais”, enfatizou.

Os frutos podem ser colhidos por meio de bolsas, prêmios, ou com a chance de estudar fora do país, por exemplo. “Em especial, a Olimpíada de Matemática, por ser em caráter nacional e a maior do Brasil, tem um valor enorme para esses meninos. Ser premiado na OBMEP é figurar entre os melhores do país”, destaca o docente.

Dedicação no dia a dia

É pensando nessas oportunidades que Eduardo disse continuar se preparando. “Na minha rotina, separo algumas horas para estudo, tanto para o Enem, quanto para olimpíadas e para as demais atividades uso o tempo livre para lazer. Também participei de alguns grupos de estudos de Matemática e Física, promovidos pelos professores do Campus”.Ainda que no Campus Satuba, José Roberto Teixeira continuou orientando Eduardo e alunos de outros campi para participar da OBMEP.jpeg

José Roberto lembra que a generosidade é outra característica de Eduardo. “Desde o início, ele é especial. Tem um raciocínio lógico incrível, aprende tudo com muito agilidade e facilidade. Essas, logo que o conheci, percebi que ele era um talento nato, o que fiz foi favorecer o desenvolvimento intelectual dele, indicando os caminhos para tal evolução no aspecto acadêmico. Outra característica dele, que sempre elogiei e destaquei, é a humildade. Sempre converso sobre isso com meus alunos: é fundamental que isso não se perca”, aconselha o professor.

Eduardo também busca compartilhar seus conhecimentos, por isso ele deixa um pouco de seu tempo para participar de atividades de extensão. “Eu participo do programa de extensão Proifal, onde auxílio os alunos de escolas públicas que desejam entrar no Ifal, por meio de aulas de Matemática. Já fui bolsista também de um curso de extensão chamado Matemática Olímpica, onde fazíamos a preparação dos alunos para as olimpíadas de Matemática”, recorda.

Eduardo também faz planos para o próximo ano. Como finalizou o curso em 2017, ele está se preparando para entrar no Curso de Ciências da Computação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). "Que venham novos desafios!"

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