Notícias
Mestrados do Ifal recebem conceito 4 em Avaliação Quadrienal da Capes
O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) teve seus dois cursos de mestrado avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). De acordo com Avaliação Quadrienal da Capes (2021-2024), divulgada esta segunda-feira (12), os programas de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) e em Tecnologias Ambientais (PPGTec) alcançaram o conceito 4.
Para a Pró-reitoria de Pesquisa Pós-graduação e Inovação (PRPPI), o resultado torna evidente o fortalecimento acadêmico dos mestrados ofertados pela instituição. À frente da pasta, Eunice Palmeira destaca que a conquista é fruto do esforço e compromisso do corpo docente dos programas, do apoio das gestões dos campi e de um investimento institucional superior a R$ 500 mil ao longo dos últimos seis anos.
"Temos oferecido um apoio significativo para a melhoria da infraestrutura e participação em eventos científicos. Desde o início da gestão do professor Carlos Guedes, em 2019, foram destinados cerca de R$ 500 mil para a aquisição de equipamentos do PPGTec. Soma-se a isso o edital de apoio aos mestrados, por meio do Cartão Pesquisador, que tem sido uma ação estratégica para a aquisição de insumos e equipamentos essenciais ao desenvolvimento das pesquisas. Ambos os programas foram contemplados ao longo dos anos”, detalhou Eunice.
Os programas também foram beneficiados por editais de apoio à publicação de artigos científicos e pela concessão de bolsas aos mestrandos, por meio de consórcio entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos provenientes de emendas federais do deputado Paulão. Para a pró-reitora, esse conjunto de ações contribuiu para a permanência dos estudantes e um número de concluintes que já soma mais de 200 dissertações, nos dois cursos do Ifal.
Clareza na elaboração dos relatórios
Outro ponto positivo para a obtenção dos conceitos foi a participação dos coordenadores dos programas no Workshop da Pós-graduação dos Institutos Federais do Norte e Nordeste, realizado anualmente em diferentes sedes.
“Esses eventos têm sido primordiais para a elaboração dos relatórios de avaliação, uma vez que contam com a participação de avaliadores da Capes, que compartilham experiências de programas bem-sucedidos. Um dos fatores para isso é a qualidade da escrita dos relatórios, que precisam ser muito bem descritivos, feitos com clareza e com muita completude, para que o avaliador possa verificar que aquilo que foi realizado pelos docentes e validado de acordo com os pesquisadores e estudantes”, pontuou a gestora.
O PPGtec é sediado no Campus Marechal Deodoro, mas os pesquisadores atuam em sete campi do Ifal. Foi a professora Sheyla Marques quem ficou responsável pela reunião das informações sobre as atividades desenvolvidas neles e incluídas no relatório enviado para a Capes.
A docente pontua que a evolução da nota foi resultado de um trabalho coletivo, colaborativo e consistente, envolvendo docentes, discentes e a gestão do Ifal, com foco na qualidade da formação, na produção de conhecimento relevante e na geração de impactos positivos para os estudantes, para a instituição e para a sociedade.
“A avaliação anterior foi fundamental para orientar nosso planejamento estratégico, permitindo identificar fragilidades e alinhar melhor as ações do programa. Ao longo do quadriênio, buscamos atuar em consonância com as orientações do documento da Área Ciências Ambientais da Capes, tornando nossas ações mais assertivas e qualificadas. O conceito 4 é consequência natural de um trabalho sério, planejado e comprometido com a excelência”, relatou.
Para a docente, mais do que descrever atividades, o desafio foi demonstrar resultados, maturidade do programa e relevância social. Ela recorda que a sua elaboração exigiu estratégia, organização e coerência, para que cada ação fosse apresentada de forma articulada, evidenciando os impactos para docentes, discentes, a instituição e a sociedade.
“A escrita do relatório é um ponto crucial da avaliação, pois é nele que registramos, de forma sistematizada, tudo o que foi desenvolvido ao longo dos quatro anos do ciclo avaliativo. Confesso que foi um trabalho que demandou tempo e dedicação para que tudo fosse de fato registrado. O relatório ficou robusto e bem avaliado porque tivemos, de fato, ações concretas, resultados consistentes e um trabalho efetivamente realizado ao longo do período e isso pode ser devidamente relatado”, defendeu a docente.
Critérios de avaliação
Os programas de Pós-Graduação Stricto Sensu são avaliados em três quesitos que se subdividem em itens: 1 - Programa; 2 - Formação; 3- Impacto na Sociedade. O coordenador do PPGTec, Joabe Gomes lembra que em relação à primeira avaliação, o programa avançou em dois deles.
No primeiro, em que são levados em conta a articulação, aderência e atualização das áreas de concentração, linhas de pesquisa/atuação, projetos em andamento e estrutura curricular, bem como a infraestrutura disponível; o Perfil do corpo docente, e sua compatibilidade e adequação à Proposta do Programa, passou de "bom" para "muito bom".
No segundo quesito, de Formação, que avalia a qualidade e adequação das teses, dissertações ou equivalente em relação às áreas de concentração e linhas de atuação do programa; a qaualidade da produção intelectual de discentes e egressos; o destino, atuação e avaliação dos egressos do Programa em relação à formação recebida; além da qualidade das atividades de pesquisa e da produção intelectual do corpo docente no Programa, passou de “regular” para “bom”.
No caso do ProfEPT, o Ifal participa de uma rede de instituições federais associadas, liderada pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). A colaboração do Ifal na elaboração do relatório se deu a partir dos artigos e produtos educacionais produzidos pelos discentes do programa sediado no Campus Benedito Bentes.
“Ao longo dos anos, nós realizamos eventos internos, que nós organizamos. Então isso tem bons olhos perante a avaliação quadrienal. Também enviamos estudantes para eventos externos, para vários congressos e simpósios, apresentando trabalhos. Nós também atuamos na extensão, com alguns produtos compartilhados com a comunidade. São essas ações que nós realizamos que foram postos no relatório”, detalhou o coordenador do curso no Ifal, André Suêldo.
