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Inpi registra softwares desenvolvidos no Ifal que auxiliam pessoas em situações de emergência

Conheça os programas criados para facilitar o trabalho de socorristas de serviços de emergência

publicado: 08/05/2019 13h39 última modificação: 16/05/2019 11h21

Monique de Sá- jornalista

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) inicia neste mês de maio, mais uma série de reportagens que irá demonstrar parte das iniciativas de alunos e professores da instituição, seja em pesquisa, extensão, ou de simples atividades, em sala de aula, que viraram produtos e serviços tecnológicos, de cunho inovador e com potencial de interesse mercadológico. Acompanhe, a partir de hoje, o Software Ifal, na nossa página, os primeiros programas registrados junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), em abril passado

O primeiro deles foi iniciado em 2016, quando os estudantes de Informática do Campus Palmeira dos Índios, Ariel Roque, Emily Taveiros e Diogo Ferreira, aceitaram o desafio de participar da Maratona Intel Maker. Mas, à época, eles tinham uma dúvida: que ideia poderiam desenvolver, que envolvesse Internet das Coisas (IOT) e fosse de relevância para a sociedade? Faltando menos de uma semana para submeter o projeto para a competição, o grupo chegou a um denominador comum: projetariam um protótipo que pudesse auxiliar idosos e pessoas com deficiência, em situações de risco, a acionarem o socorro. O Genuino Rescue é capaz de acionar  o suporte de profissionais de emergência e ainda fornecerinformações dos pacientes cadastrados.jpg

Para que aquela ideia se tornasse factível, dois softwares viriam a ser desenvolvidos: o Genuino Rescue e o Genuino Rescue Support. O protótipo desenvolvido por eles consiste na utilização de uma pulseira pelo usuário final (pessoa desassistida), que em caso de queda, ou de qualquer movimento brusco, enviaria um sinal, por meio do dispositivo Bluetooth para um celular que tenha o aplicativo Genuino Rescue baixado. O programa então se comunicaria com o Genuino Rescue Support, que receberia as informações pessoais do paciente, como nome, endereço, etc.

 Assim, ele poderá ser usado pela central de atendimento, em situações de emergência, com o objetivo de identificar a pessoa que precisa de ajuda, além de possíveis problemas de saúde, por meio do banco de dados. Com isso, usam-se os recursos do Genuíno Rescue Support para potencializar o serviço a ser prestado. Uma das principais vantagens é a de otimizar o trabalho de socorristas de serviços de emergência durante um chamado”, explica o professor e orientador do projeto, Higor Daniel Costa. 

O Genuíno recebeu o prêmio “Destaque Unidades da Federação”, sendo considerado o melhor projeto de Alagoas durante a realização da 16ª Febrace.jpgO docente foi convidado pelo grupo de alunos para realizar o projeto. Segundo Higor, nesta narrativa ele seria apenas um coadjuvante – aquele responsável por trazer o encaminhamento para seus três protagonistas: “O grande esforço é deles, com muito interesse e motivação, eles conseguiram desenvolver os dois softwares. Orientei e indiquei caminhos, mas o mérito vem dos alunos”, ressalta o professor.

Desenvolvimento e relevância

Na Maratona Intel, em 2016, veio o primeiro incentivo: a tecnologia ficou em primeiro lugar entre os projetos apresentados no evento e, como prêmio, receberam um kit da Intel, para prototipação da ideia. Empolgados, posteriormente, eles submeteram o Genuíno para ser um dos projetos de pesquisa do campus, obtendo êxito e, com isso, conseguindo o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).

O programa poderá ser usado pela central de atendimento, em situações de emergência, com o objetivo de passar dados a quem tem algum tipo de limitação física.jpgPara desenvolver o Genuíno, o grupo contou com a ajuda da Associação de Deficientes Visuais de Palmeira dos Índios (Adevipi). No local, foram realizados testes com membros, o que trouxe um retorno para os pesquisadores. O protótipo foi testado neste período, havendo a configuração dos celulares e simulações de situações de emergência, usando as formas de acionamento da pulseira.

 “Eles foram fundamentais para que pudéssemos identificar as necessidades daquele público e tornar os programas mais adequados”, diz Ariel, um dos alunos idealizadores do projeto.

Eles utilizaram uma linguagem de bastante familiaridade para os alunos, a Java, já que no curso de Informática, eles têm disciplinas de Aplicação Web e todo suporte tecnológico necessário para o desenvolvimento da ideia. Na época, eles utilizavam também o Laboratório de Robótica do campus para execução de suas pesquisas.

Ariel Roque, Emily Taveiros e Diogo Ferreira, tiveram a ideia do programa  quando participaram de um desafio de participar da Maratona Intel Maker.jpgNa prateleira de premiações, há uma de grande relevância acadêmica: em 2018, o Genuíno recebeu o prêmio “Destaque Unidades da Federação”, sendo considerado o melhor projeto de Alagoas durante a realização da 16ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

 Registro no Inpi

Ter um software registrado garante maior segurança jurídica ao seu detentor, em casos de necessidade de comprovação de sua autoria ou titularidade do programa. O registro é válido por 50 anos, a partir da sua criação, e traz a chance de comercialização da inovação.

Em relação ao Genuíno, ele existe como protótipo, mas ainda não é um produto comercial, mesmo tendo potencial para isso. “O registro vem para auxiliar neste processo. Nossa proposta é ampliar as possibilidades e fazê-lo, por um custo reduzido. O Ifal está gerando um catálogo de softwares que foram registrados e a ideia é que pessoas que tenham o interesse em comercializar o produto entrem em contato com os idealizadores”, conta Higor Daniel.O docente Higor Daniel Costa foi convidado pelo grupo de alunos para orientar o projeto.jpg

Quando se inscreveu para a Maratona Intel, o grupo de pesquisadores jamais imaginou que chegaria tão longe: “É algo muito gratificante ter o reconhecimento do Inpi. Isso vem para confirmar que todo o trabalho e dedicação ao projeto foram frutíferos e que, por consequência, estamos no caminho certo. Agora é continuar com as pesquisas e aperfeiçoá-lo”, garante Ariel, que hoje é estudante de Ciência da Computação, na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e pretende aprimorar ainda mais o Genuíno no âmbito da universidade.

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