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Ideia de alunas do Campus Satuba leva a patente de uma calda original, sabor "Tapioca Alagoana"

por Adriana Cirqueira - jornalista publicado: 06/02/2019 09h38 última modificação: 07/02/2019 08h49

Foi a partir do trabalho coletivo que o Campus Satuba, do Instituto Federal de Alagoas, chegou ao reconhecimento da inovação de um produto desenvolvido em seus laboratórios: a calda sabor "tapioca alagoana". O depósito de sua patente, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), no dia 22 de janeiro, foi a última etapa de uma pesquisa que contou com coordenação da professora Táscya Morganna de Morais e com a colaboração da professora Maria Aparecida de Melo, além das estudantes Libiana Mayara Oliveira e Thaisa Timóteo, ambas do Curso Superior de Tecnologia em Laticínios.

Intitulado “Elaboração e avaliação da aceitação de iogurte firme e batido com sabor de tapioca com coco” e aprovado no edital 2015/2016 da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI), a pesquisa foi contemplada com uma bolsa do Programa de Iniciação Científica (Pibic) e realizada nas dependências do campus, por um período de um ano.Táscya Morganna coordenou uma pesquisa que envolveu professora Maria Aparecida de Melo, além das estudantes Libiana Mayara Oliveira e Thaísa Timóteo.jpeg

Segundo Táscya, o projeto surgiu a partir da sugestão de Libiana, que é filha de uma tapioqueira. “Realizamos pesquisa na literatura e verificamos que, à época, não existia nenhum produto com as características que desejávamos, pois, o intuito era elaborar um iogurte adicionado de calda de tapioca com coco, como tradicionalmente consumida em Maceió”, explicou.

A professora explica que nas pesquisas para o desenvolvimento de alimentos são levados em consideração três os aspectos fundamentais: o microbiológico, o nutricional e o sensorial, porém é no aspecto sensorial que se dá a aceitação do produto pelo consumidor.

“Por melhor que sejam as propriedades nutricionais de um produto alimentício, ele precisa atender às expectativas do consumidor em termos de sabor, cor, textura, cheiro, etc. Por isso, para subsidiar a pesquisa e desenvolver o produto, além das discussões e dos estudos e pesquisas bibliográficas e em sites especializados, a equipe utilizou três dos laboratórios do campus: o de Química, o de Tecnologia de Leite e derivados e o de Análise Sensorial”, detalhou a Táscya.

Táscya Morgana enfatiza que os testes demonstraram que a calda agrada o consumidor em termos de sabor, cor, textura e cheiro.jpegPara a coordenadora do projeto, a principal dificuldade foi a consistência da calda, que muda de acordo com a temperatura, mas após a realização de alguns ajustes obteve-se êxito nesse aspecto. “Durante a análise sensorial obtivemos um retorno bastante positivo. O produto teve uma aceitação muito boa. A média computada que obtivemos, dentro dos parâmetros da análise, é considerada alta”, asseverou a professora.

Táscya ainda ressaltou que apesar do produto já estar pronto há algum tempo, a fase que antecede o depósito é demorada pois necessita de uma pesquisa criteriosa de anterioridade e outras questões burocráticas, que no Ifal é orientada pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). Por isso, da ideia da calda até o depósito de sua patente, no Inpi, se passaram quatro anos.

Já formada, Libiana hoje atua em uma indústria de alimentos e sentencia que as experiências com o desenvolvimento da calda já lhe renderam frutos. “Esse projeto foi um divisor de águas na minha vida. Por mais que acreditasse nele, não imaginei que fossemos tão longe. Agora é o sonho: que a ideia seja comprada e que exista o interesse e o produto seja comercializado” concluiu, otimista com a perspectiva da aceitação comercial do produto e sua disponibilização no mercado.

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