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Heverton Andrade representa categoria de técnicos administrativos, ao assumir Proad

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 17/07/2019 12h40 última modificação: 22/07/2019 15h20

Ao ser nomeado para ocupar o cargo de pró-reitor de Administração, em junho passado, Heverton Andrade não foi o primeiro técnico administrativo a ser o titular na função, mas seu ineditismo está em ser nomeado por um reitor eleito do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). Após oito anos atuando como chefe do Departamento de Compras da Pró-reitoria de Administração (Proad), ele se diz capacitado a administrar um orçamento de R$ 63,5 milhões, considerando-se apenas as verbas destinadas ao funcionamento e assistência ao educando, para este ano.

Logo de cara, o novo gestor terá o desafio de coordenar o remanejamento das contas e serviços do Instituto, já que o servidor assume a pró-reitoria, após um bloqueio da ordem de R$ 19,1 milhões, do Governo Federal.

Heverton lembra que a palavra contingenciamento não é tão incomum para o vocabulário da instituição, já que o Ifal vem enfrentando limitações orçamentárias desde 2015, no entanto, ele explica que essa é a primeira vez que os valores realmente foram bloqueados, impossibilitando a utilização do crédito, até decisão contrária de Brasília.

Há uma previsão de desbloqueio, até o final do ano de exercício, mas para isso, é necessário que a gente esteja com os processos licitatórios a disposição, para que assim que os recursos sejam liberados, a gente consiga utilizar o crédito. Porque se for liberado no término do ano e não estivermos com o planejamento dos contratos e ações, não vamos ter tempo hábil para executar”, explicou Heverton.

Ainda de acordo com o gestor, várias medidas já foram tomadas, com a intenção de lidar melhor com as restrições orçamentárias deste ano, em um replanejamento orçamentário encabeçado pela Proad e que contou com a participação das pró-reitorias e dos dirigentes de todas as unidades, para indicar quais despesas seriam mantidas como prioritárias para este ano.

Isso foi feito para que serviços essenciais não fossem interrompidos. Algumas bolsas serão reduzidas em seu tempo de duração, ou novas não serão abertas. Houve manutenção de alguns contratos, porque se entendeu que ao quebrar com eles, teríamos prejuízos. Além disso, no momento, não serão lançadas novas ações. Havendo o desbloqueio do orçamento, daremos seguimento àquilo que foi planejado. Também foram suspensas novas capacitações de servidores, mas os cursos retornarão a partir do momento em que houver o desbloqueio dos recursos”, enumerou Heverton.

Desafios para o novo ciclo

A Proad é responsável pelo planejamento e execução das políticas orçamentária, financeira, patrimonial, administrativa e de suprimento no Ifal. No entanto, as unidades têm autonomia para o planejamento e execução de suas atividades, e as próprias pró-reitorias devem administrar suas respectivas áreas, de forma independente. 

A partir da descentralização do orçamento, hoje, cada pró-reitoria consegue fazer seu próprio planejamento orçamentário, então elas têm ciência do orçamento e conseguem administrar seu uso. Por outro lado, a Proad também administra uma parte desses recursos, que é para o funcionamento de toda a instituição, então toda essa questão administrativa recai sobre a Proad”, detalhou Heverton. 

Ele acrescenta que a descentralização das aquisições faz com que os campi procurem ter suas próprias estruturas de compras e licitações e de suprimentos, no entanto, Heverton frisa que a inexistência de servidores específicos para o exercício das funções administrativas, em cada unidade, acaba dificultando a execução das atividades.

Vamos fazer o mapeamento das atividades da reitoria, nos processos de aquisição e contratação. Com o mapeamento desses processos, queremos identificar gargalos, que possam ser suprimidos. Iniciamos também a tramitação eletrônica de processos, que vai facilitar, com certeza, o trâmite de processos, aqui dentro do Instituto", disse o gestor.

“Cada unidade passou a ter o setor de almoxarifado; patrimônio; compras; licitações; orçamento; finanças e contabilidade. Então, em tese, são oito áreas e a gente precisa administrar. Agora, é claro, como as estruturas nos campi diferem em questão de nomenclaturas, então alguns campi tem nomenclaturas diferentes para demarcar essas áreas”.

Outro ponto destacado pelo gestor é a necessidade de simplificação dos processos. Para ele, como forma de tentar suprir as limitações orçamentárias e de pessoal, o Instituto deve encontrar maneiras de desburocratizar seus procedimentos de contratação.

“Vamos fazer o mapeamento das atividades da reitoria, nos processos de aquisição e contratação. Com o mapeamento desses processos, queremos identificar gargalos, que possam ser suprimidos. Iniciamos também a tramitação eletrônica de processos, que vai facilitar, com certeza, o trâmite de processos, aqui dentro do Instituto", disse o gestor. 

Heverton não deixou de enfatizar que todos esses processos foram iniciados nas gestões anteriores, com o professor Wellington Spencer, e que vêm se aperfeiçoando desde a criação do Instituto, mas que ainda precisa passar por melhorias.

Nós temos aí um planejamento de aquisições bem consolidado e fundamentado. Para 2019, a gente tem como metodologia de aquisição, o calendário de compras, que visa evitar o desabastecimento de bens e produtos. Então, ano a ano, a Proad faz a programação de nossas ações, de forma que, quando um contrato, ou uma ata de registro de preços, estiver próxima a findar, a gente já esteja com o novo processo, para dar andamento. Neste ano, a previsão é que não tenha desabastecimento, em momento algum”, garante o servidor.

Da ponta ao centro decisório

Para chegar ao cargo mais importante, entre os técnicos administrativos, Heverton teve que conhecer a ponta da administração. Quando tomou posse, em 2008, na Escola Agrotécnica Federal de Satuba, como assistente administrativo, ele já trazia para o Ifal sua experiência como servidor da Educação do Estado de Alagoas, atuando como agente administrativo, na 3ª Coordenadoria Regional de Ensino (CRE), em Palmeira dos Índios, entre 2001 e 2007.

Em 2008, o servidor acompanhou o início do processo de união do antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e da Escola Agrotécnica e a partir de então, passou a atuar na área de Compras, no Campus Satuba. Nessa unidade, ele exerceu as funções de pregoeiro e coordenou a área de Compras e Licitações, até que foi convidado para a Chefia do Departamento de Compras, na Proad.Heverton substitui assume Proad após oito anos gestão da Wellington Spencer.JPG

Em 2011, a gente assumiu o departamento de compras com uma série de desafios. Nós vínhamos de duas estruturas descentralizadas, que eram o Cefet e a Escola Agrotécnica, que se uniram para formar o Instituto. E num primeiro momento, a questão das aquisições e contratações ficavam a cargo da reitoria. As compras, de certa forma, ficavam centralizadas e isso gerou uma série de transtornos, até mesmo pela questão de pessoal, pela demanda de aquisições que tínhamos que dar conta”, explicou.

Hoje, o gestor diz se sentir honrado ao assumir nova função e entende que sua indicação é parte de um movimento de valorização de toda a categoria de técnicos administrativos. Para Heverton, o convite foi um ato de coragem do reitor.

Não é ser professor, ou técnico, que vai dizer que você é mais, ou menos capacitado, para executar essa função. Eu digo isso pela própria gestão do professor Wellington Spencer, que sem ressalvas, foi uma ótima gestão. Eu me sinto capaz de aceitar esse desafio, para o qual tenho plenas condições de dar conta. Espero que a minha investidura nessa função seja apenas o início de uma série de decisões que vá se estender para outras gestões e funções que até então, a gente só via professores assumirem, e que esse exemplo, dado pelo professor Carlos Guedes, seja estendido às estruturas dos campi, já que temos técnicos capacitados em toda a instituição”, ressaltou o pró-reitor. 

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