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Edja Laurindo continua tradição de engenheiros à frente da PRDI

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 10/07/2019 09h41 última modificação: 12/07/2019 12h33

Após cinco anos na gestão, a saída de Carlos Guedes da Pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional (PRDI), para ocupar o cargo de reitor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), não deve significar uma alteração de rota, no planejamento da instituição. Pelo contrário, quem o substituiu foi um nome bem conhecido entre os membros da pró-reitoria: já há quase uma década, a engenheira civil e docente do Campus Maceió, Edja Laurindo, vem colaborando com o setor.

Foi com no período da expansão do Ifal, ainda em 2011, que Edja foi convidada para fazer os projetos de fundação de vários campi, como Arapiraca e Santana do Ipanema. Desde então, ela vem acompanhando o andamento de algumas obras, mas foi em 2015, quando a professora assumiu a coordenação de Apoio a Projetos, no Departamento de Infraestrutura e Expansão (Diex), que ela passou a integrar a equipe que seria responsável pela entrega de inúmeras obras, entre elas, as sedes definitivas dos campi Murici, Maragogi, Arapiraca e Coruripe, durante três anos na função. Pouco mais de um ano após ter deixado o cargo, ela volta à PRDI.

Agora, como pró-reitora, Edja tem, como metas superar as restrições orçamentárias, otimizar a Governança Digital, levar a cultura de planejamento para todos os campi e administrar melhor as variáveis envolvidas na manutenção dos contratos de obras e infraestrutura do Ifal.

Não são anseios do Ifal, mas sim de toda a rede. Estamos tentando uniformizar cada vez mais, essas regulamentações. Todos os institutos estão em busca dessas melhorias. Alguns estão mais a frente, compartilham com os outros. Então, já existe essa rede de compartilhamento de experiências. Nós precisamos de um documento que guie os técnicos a trabalharem melhor nessa área”, planeja a gestora.

Gestão de riscos

Um dos focos reforçados por Edja, durante a entrevista cedida ao Portal, é a gestão de riscos. De acordo com ela, os dispositivos de controle fiscal, estabelecidos pelo próprio corpo normativo, na área, muitas vezes acaba dificultando o andamento dos contratos. Ela alerta que ainda que devidamente planejadas, muitas da obras não seguem o prazo previsto, porque uma das partes não cumpre com os termos previstos no contrato.

Além das dificuldades orçamentárias, a gente tem as dificuldades técnicas com as empresas, o processo licitatório e a legislação. Os dispositivos legais estão aí para manter o controle, mas também geram dificuldades. Durante a expansão, por exemplo, as obras de Arapiraca, Santana do Ipanema e São Miguel dos Campos, todas elas não foram paralisadas por questões orçamentárias, e sim por questões técnicas. Muitas das vezes, a empresa vencedora não tem condições técnicas de dar andamento as obras, ou por questões financeiras, que não são pprias da instituição, mas sim da empresa contratada”, explicou.

Outro ponto destacado pela gestora é a necessidade de continuar com a cultura do planejamento. Ela pontua ser necessário colocar as diversas pró-reitorias em conversa com os campi. De acordo com a professora, a reitoria tem um avanço nessa área, mas é necessário chegar a quem trabalha na ponta.

Hoje, os diversos setores passaram a trabalhar em conjunto, no planejamento. Uma pró-reitoria vê o interesse da unidade, outra analisa a necessidade de contratação, outra vai pensar na infraestrutura. Se qualquer campus quer criar um curso e já possui esses elementos envolvidos, ele só vai precisar de alguns ajustes, mas se esse curso necessita de novos laboratórios, de uma contratação grande de docentes, torna-se mais complicado. Com a cultura do planejamento, essas variáveis são pensadas em conjunto”, enfatiza.

Hoje, os diversos setores passaram a trabalhar em conjunto, no planejamento. Uma pró-reitoria vê o interesse da unidade, outra analisa a necessidade de contratação, outra vai pensar na infraestrutura. Se qualquer campus quer criar um curso e já possui esses elementos envolvidos, ele só vai precisar de alguns ajustes, mas se esse curso necessita de novos laboratórios, de uma contratação grande de docentes, torna-se mais complicado. Com a cultura do planejamento, essas variáveis são pensadas em conjunto”, enfatiza Laurindo.

Entrega do PDI e obras em andamento

A nova gestão terá a missão de acompanhar a entrega e monitorar as ações estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), para o quadriênio 2019 -2023, que é um dos instrumentos utilizados para o planejamento da instituição

O PDI é um instrumento essencial e importantíssimo para a instituição, tanto é que no processo de avaliação de curso, a primeira coisa que a equipe do MEC [Ministério da Educação] solicita é o PDI, porque aí eles vão analisar o que foi planejado e o que realmente foi, ou está sendo executado. Então, é muito importante que esse PDI saia adequado a nossa realidade. Também é um documento que é construído em conjunto, não é particular da PRDI, mas existe a participação de todos os campi, que sugerem no que devemos melhorar e as possíveis ações para que isso ocorra”, pontuou.

Um exemplo prático citado pela gestora, para a levar a sério a cultura do planejamento é o processo de implantação do Curso Técnico de Química, no Campus São Miguel dos Campus. Edja lembra que diante da inviabilidade do prédio provisório abrigar um novo curso, estão sendo planejadas reformas em uma nova sede, cedido pela município da unidade, para que ele possa ser instalado temporariamente, enquanto a sede definitiva não é entregue, em 2020.

Hoje, além de São Miguel dos Campus, o Ifal tem, entre suas obras em andamento, a reforma da cantina do Campus Piranhas, a piscina da Unidade Maceió e o prédio de Ensino Superior do Campus Palmeira dos Índios. “Existem algumas necessidades de adequações nos campi antigos, relativos a acessibilidade, proteção de incêndio e pânico. Em Palmeira dos Índios, temos uma que foi licitada e está em fase de recebimento”, acrescenta.

Contribuições da gestora iniciaram ainda na década de 1980

Falar de obras é um assunto bem familiar à Edja, pois foi ainda durante o Ensino Médio, quando fazia o Curso Técnico de Edificações, na antiga Escola Técnica Federal de Alagoas (Etfal), que ela pôde fazer seus primeiro estágio e participar da construção do bloco de Química do atual Campus Maceió, em 1986.

Isso gerou um certo apego à instituição. Fui bolsista de trabalho, então, ali tinha uma relação com os professores. Na época, o arquiteto Cicero Duarte era um exemplo de como os professores participavam, contribuindo. Ele fazia a concepção arquitetônica; eu fazia os desenhos de alguma coisa; o professor Eufrásio, também da Construção Civil, fazia a concepção dos projetos hidrossanitários e eu como bolsista, sempre estive muito perto disso”, recorda.Laurindo contribui para obras da instituição desde a década de 1980, quando era estagiária do Curso Técnico em Edificações.JPG

Após trabalhar dois anos, como técnica de Edificações, Edja resolveu continuar sua formação no curso de Engenharia Civil, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Já graduada, diante da crise imobiliária e do cenário de desemprego, a engenheira se ofereceu para trabalhar voluntariamente no Polo Cloroquímico de Alagoas, onde teve sua primeira relação profissional com a área.

“Numa área de periculosidade e insalubridade, mas fiquei lá e logo comecei a ter um salário, mas aí também encontrei outra pessoa, que me estimulou novamente e disse ‘menina, você não tem nada a aprender aqui, vá estudar'. Então eu resolvi estudar, para passar pela seleção do Mestrado em Engenharia de Estruturas, iniciado em 1994, na Escola da Engenharia da USP [Universidade de São Paulo]”, detalhou.

De volta a Alagoas, Edja passou a trabalhar com projetos de Estruturas e em paralelo ingressou na docência, no Curso de Engenharia Civil, de uma faculdade particular. Nesse tempo, também passou em um concurso para professora substituta de Matemática, no Etfal, onde atuava na preparação de alunos interessados em entrar na instituição.

Voltou a ser professora substituta da instituição, nos cursos da área de Construção Civil, na Unidade Maceió, entre 2000 e 2004, mas foi em 2009 que ingressou definitivamente para o quadro de professores do Ifal, na Unidade de Palmeira dos Índios. Um ano depois foi coordenadora de curso e em 2011 passou a fazer parte da comissão de criação do projeto do Curso de Engenharia Civil, na mesma unidade. Ficou lá por mais quatro anos, quando foi removida para o Campus Maceió, em 2015.

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