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Dose Certa: registro no Inpi motiva estudantes a expandirem aplicativo da construção civil

Idealizado, em 2018, software traz celeridade no cálculo de volume do concreto

publicado: 16/05/2019 10h49 última modificação: 22/05/2019 12h05

Monique de Sá- jornalista

Cimento, areia, brita e água são ingredientes básicos para a receita de formação do concreto, mas a depender da dimensão da obra, o desafio enfrentado pelos profissionais da construção é: qual quantidade usar, tendo otimização dos recursos? Para solucionar essa dúvida cotidiana, os alunos de Engenharia Civil, do Campus Palmeira dos Índios, Luan Oliveira, Wolfgang Lemos e Emanuele Nobre, em parceria com a professora Sheyla Marques, produziram o aplicativo Dose Certa. Desenvolvido em 2018, por meio de um projeto de ensino, hoje, ele se encontra entre os seis programas registrados pelo Instituto Federal de Alagoas (Ifal), em abril passado, no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).Os alunos de Engenharia Civil, do Campus Palmeira dos Índios, Luan Oliveira, Wolfgang Lemos e Emanuele Nobre, desenvolveram o software em parceria com a professora Sheyla Marques.jpeg

O software funciona da seguinte maneira: o usuário fornece o volume que necessita preencher com concreto e o programa calcula o traço (medida) dos ingredientes que deverão ser utilizados, como a quantidade de água, de areia, cimento, etc. Seu uso é intuitivo e traz uma série de benefícios para quem o utiliza, como: otimização de recursos, diminuição de desperdícios de materiais, além de facilidade e praticidade de não utilizar tabelas e planilhas, para o cálculo do traço do concreto.

Em um primeiro momento, o aplicativo ficou restrito às salas de aula, mais especificamente para a disciplina de Materiais de Construção I, mas a empolgação do grupo foi tamanha, que eles resolveram aprimorar e hoje ele se encontra disponível para download no Play Store.

Aplicativo visa a otimização dos recursos.jpeg“O objetivo inicial partiu da dificuldade deles e na demanda de tempo que se leva para calcular os traços. Nas aulas no laboratório, por exemplo, precisamos sempre de celeridade, por isso o aplicativo vem para facilitar este processo. É importante destacar que é preciso que eles compreendam o cálculo de forma manual para que, posteriormente, eles usem o Dose Certa”, justificou Sheyla, ao relatar que mesmo utilizando o software em suas aulas, não deixou de cobrar dos alunos a elaboração do cálculo, de forma manual, como forma de aprendizagem e fixação do conteúdo.

Em agosto do ano passado, o grupo de pesquisadores concedeu uma entrevista para a afiliada da Rede Globo, TV Gazeta. A oportunidade foi a chance para eles poderem apresentar ao público externo a sua ideia, trazendo mais visibilidade para o trabalho desenvolvido.

Depois da entrevista, tivemos um impactante número de downloads, totalizando 494 – até o momento – ele era apenas utilizado pelos alunos do campus. Hoje temos um alto número de instalações e elas são de pessoas de várias partes do mundo: Argentina, Estados Unidos, Itália”, disse o aluno e idealizador do Dose Certa, Luan Oliveira.Depois que virou pauta para a mídia nacional, aplicativo ganhou projeção internacional.jpeg

 Desenvolvimento e expansão de funcionalidades

No tocante à programação, o Dose Certa foi desenvolvido através de uma linguagem simples, com utilização de HTML, linguagem Java e, após, o software foi construído com uma interface colorida. 

Na época em que foi desenvolvido, o programa era pensado exclusivamente para o meio acadêmico, sem fins lucrativos. Agora que está colocado no mercado, os alunos já pensam na adaptação para os outros sistemas. 

Com disponibilidade para o sistema Android, o principal desafio a ser enfrentado pelos estudantes é rodar o aplicativo no sistema iOS do MAC. “Em termos de linguagem não mudaria tanto, só precisaríamos reenquadrar para o iOS e, para isso, teríamos que ter um iPhone e uma conta de desenvolvedor na Apple, que se paga uma taxa anualmente”, pontua Luan.

Mas o aluno não deixa de comemorar os primeiros resultados conquistados. “É gratificante ver que o Dose Certa saiu do Ifal e hoje está sendo utilizado no mercado de trabalho. Ter esse registro é de suma importância para nós, uma espécie de selo de qualidade, que mostra que nosso produto funciona e que ele tem segurança jurídica”.

Para Luan, ter o software registrado junto ao Inpi, motiva o grupo a trabalhar em novas vertentes, além de trazer mais estímulo para introdução do aplicativo no mercado.A professora Sheyla Marques planeja expandir aplicativo para a alvenaria.jpg

Ainda que afastada das atividades no Ifal, para o pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Sheyla mantém contato com seus alunos e diz que o próximo objetivo é expandir o Dose Certa para outras vertentes. “Pensamos em algo como calcular alvenaria, quantidade de tijolos, telhas, quantidade de argamassa”, planeja a docente.

O “Dose Certa” está disponível para todo o público em geral, de forma gratuita, através do Google Play (sistema Android).

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