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Dois projetos do Ifal são finalistas na Febrace 2026

Iniciativas dos campi Maceió e Murici estão entre os cinco selecionados que representarão Alagoas no evento em São Paulo
publicado: 09/02/2026 15h36, última modificação: 09/02/2026 17h08

Por Malu Damasio, estagiária de jornalismo*

Dos cinco projetos alagoanos finalistas da 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), dois são provenientes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), oriundos de dois campi diferentes: Campus Maceió e Campus Murici. O evento é reconhecido nacionalmente como uma das maiores feiras de ciência do Brasil, sendo realizada anualmente na Universidade de São Paulo (USP).

As iniciativas selecionadas, ambas voltadas para a sustentabilidade na área da ciência, foram: “Biolume: fluorescência sustentável na investigação criminal” e “Grapecate Ecopack: sustentável por dentro, inteligente por fora”.

O primeiro projeto foi desenvolvido pelos alunos Miguel Marcelino, Sarah Jordana e Maria Luiza Torres, sob orientação e coorientação, respectivamente, dos professores Fred Augusto e Rosanny Christhinny. Com o objetivo de substituir pós sintéticos potencialmente tóxicos por um material biogênico, a iniciativa reaproveita a casca do ovo marrom como revelador fluorescente de impressões digitais latentes.

“O reconhecimento científico do projeto já se reflete em sua premiação com o 2º lugar no concurso InovaEdu, realizado durante o Sinpete 2025 [Semana de Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Educação Básica], reforçando seu caráter inovador”, ressaltou a docente Rosanny.

 Já o Grapecate Ecopack, elaborado pelas alunas Beatriz Nascimento, Maria Vitória e Maria Sabrina, com a orientação da professora Nataly Miranda e coorientação de Geovana Webler, tem como objetivo a elaboração de filmes biodegradáveis com função inteligente, de forma que, a partir da coloração da embalagem de papel-filme, é possível identificar o grau de deterioração de determinado alimento. 

O projeto foi fruto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI).

Segundo a professora e orientadora Nataly Miranda, a pesquisa e a extensão são pilares importantes para a formação dos alunos no Ifal, pois os incentivam em suas trajetórias acadêmicas. 

“Para mim, é importantíssimo o desenvolvimento de pesquisa no nosso campus, porque a gente sabe que isso estimula e instiga a curiosidade do aluno. Muitas vezes, o aluno entra no Ifal sem uma perspectiva do que é pesquisa”, comentou a professora.

A aluna e participante do projeto, Beatriz Ribeiro, que concluiu o 3º ano no curso técnico de Agroindústria, concorda com a professora e afirma que a pesquisa foi muito importante para sua trajetória educacional: “Essa experiência contribuiu significativamente para o desenvolvimento do meu pensamento científico, da organização experimental e também da capacidade de análise. Além disso, ela foi decisiva para a construção de um currículo que realmente me dá orgulho”.

*Sob supervisão de Alexandre Abreu, jornalista