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Docente do Campus Maceió representa o Ifal durante congresso em Brasília

publicado: 28/07/2026 12h05, última modificação: 28/07/2026 12h29

Por Malu Damásio, estagiária de Jornalismo*

Pesquisas e produções científicas do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) seguem se destacando em eventos científicos de alcance internacional. Desta vez, o professor Lauro Lopes, do Campus Maceió, participou do 3º Congresso Internacional de Investigação em Psicologia Escolar e da Educação (CIIPEE), sediado na Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 22 e 24 de julho. O evento reuniu pesquisadores do Brasil e de Portugal para debater temas centrais sobre ciência e a prática da psicologia na educação.

A programação contou com palestras, minicursos, simpósios, comunicações científicas, homenagens e apresentação de pôsteres. Para Lauro Lopes, participar de congressos como o 3º CIPEE representa uma oportunidade para ampliar a visibilidade das pesquisas desenvolvidas no Ifal e dar voz aos estudantes e docentes da instituição. “Nós deixamos de ser apenas consumidores de metodologias e passamos a ser produtores de conhecimento reconhecido internacionalmente”, concluiu.Lauro apresentou a proposta de criação do Observatório de Trajetórias Acadêmicas no Ifal.jpg

Durante o evento, o docente atuou como coordenador e mediador de dois simpósios, além de ter apresentado duas palestras sobre pesquisas desenvolvidas no Ifal. No simpósio dedicado às políticas de permanência estudantil, Lauro apresentou a proposta de criação do Observatório de Trajetórias Acadêmicas no Ifal, iniciativa resultante de sua pesquisa de doutorado, concluída em 2023 na Universidade do Minho (Portugal). O estudo buscou compreender a trajetória acadêmica de estudantes dos cursos superiores, analisando aspectos da formação e a qualidade dos serviços institucionais oferecidos. 

Além de mediar o simpósio "Psicologia Educacional e Políticas Afirmativas: Estratégias para Inclusão, Permanência e Sucesso Acadêmico", o professor apresentou o trabalho "Diversidade e Inclusão no Ensino Superior: os desafios dos Novos Públicos", que discute políticas afirmativas e estratégias institucionais voltadas ao acolhimento e à permanência de estudantes cotistas e em situação de vulnerabilidade.

Para o docente, a participação em eventos internacionais como o 3º CIIPEE tem uma importância dupla e estratégica. Um exemplo claro é o intercâmbio de ideias com a Universidade do Minho (Portugal) sobre a criação de Observatórios de Trajetórias Acadêmicas, “o que nos permite trazer para o Ifal modelos inovadores para transformar dados em políticas públicas de permanência estudantil. Em vez de atuar no escuro, o Ifal fortalece sua capacidade de gestão baseada em evidências científicas”, sentencia.

Ele completa que a importância também reside na atualização constante e na troca de experiências sobre desafios que são comuns a diversas instituições. “Discutir temas como a democratização do acesso, a inclusão dos chamados “Novos Públicos” e o bem-estar psicológico dos estudantes nos permite repensar a nossa prática em sala de aula. Compreendemos que o papel do professor vai além do ensino técnico é fundamental para fortalecer o vínculo do estudante com a instituição e garantir não apenas o acesso, mas o sucesso acadêmico e a permanência desses alunos”. 

*Sob a supervisão de Jhonathan Pino, jornalista.