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Desburocratização e ampliação da assistência estudantil são os ganhos no Ensino

Proen reestruturou PPCs e facilitou procedimentos administrativos para os alunos

publicado: 20/07/2020 09h00, última modificação: 20/07/2020 13h14

Ao assumir a gestão da Pró-reitoria de Ensino (Proen), a convite do professor Carlos Guedes, Cledilma Costa recebeu como prioridade fazer a restruturação dos projetos pedagógicos (PPC) dos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio. Para a gestora, essa tarefa foi crucial para que o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) se preparasse para as incertezas que a formação técnica profissional irá encarar em um futuro próximo.

O dia 20 de dezembro de 2019 transformou-se em um marco para a instituição. Foi nesta data que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) deu o aval para que 29 projetos de cursos fossem reestruturados, além da criação de outros dois no Ifal, Biotecnologia, no Campus Batalha e Desenvolvimento de Sistemas, no Campus Maceió.

As mudanças curriculares haviam sido realizadas como forma de atender às demandas do mundo do trabalho. Além disso, as propostas tinham como principais características a redução do tempo para a finalização dos cursos, de quatro para três anos e a integração curricular das disciplinas de formação geral e técnica. Cledilma lembrou que elas foram resultado de uma articulação entre todas as unidades do Instituto.Reunião do Cepe aprovou 31 novos projetos pedagógicos de curso no dia 20 de dezembro de 2019.jpeg

“A aprovação é resultado da análise dos professores da formação geral e da formação profissional, das coordenações, das equipes pedagógicas, dos colegiados dos cursos em cada campus e das comissões multicampi, que demonstraram a sensibilidade e o compromisso em unificar a proposta da oferta de cursos com características similares nos diferentes campi do Ifal. Essa análise promoveu uma atualização nos planos pedagógicos dos cursos que se refletirá em práticas pedagógicas ainda mais integradas, impulsionando a missão institucional em ofertar educação pública, gratuita e de qualidade social”, pontuou Cledilma.

Seguindo a mesma tendência, também houve a reestruturação e aprovação de projetos pedagógicos de graduação. Ao longo do último ano, foram atualizados os projetos de Engenharia Elétrica, Letras-Português (presencial e a distância) e Ciências Biológicas EAD.

Desburocratização

Se aquelas mudanças significavam um avanço na consolidação dos cursos pela instituição, outras ações da Proen buscaram facilitar a vida dos alunos desde o processo seletivo. Assim, a Pró-reitoria tomou iniciativas que pudessem agilizá-lo com a substituição da Chamada Oral pela Pré-matrícula online e do sorteio Presencial pela Seleção, para a inscrição online.Cledilma Costa comenta trabalho coletivo de unidades para a reestruturação dos cursos técnicos.jpeg

Segundo a pró-reitora, isso proporcionou o menor impacto financeiro daquelas atividades para a instituição, “já que houve a supressão total dos custos com o deslocamento de pessoal para a realização de Chamada-Oral e Sorteio Público”, mas talvez um dos resultados alcançados mais comemorados pela equipe tenha sido o preenchimento de todas as vagas dos cursos técnicos, “comprovando o sucesso das novas formas de seleção”, pontuou Cledilma.

Outras ações da Proen tiveram impacto sobre a padronização dos diplomas para os cursos técnicos de nível médio, pelo sistema acadêmico SIGAA; dos procedimentos acadêmicos para matrícula e renovação de matrícula online, além da construção e publicação de uma instrução normativa para Colação de Grau online. Ao reduzirem os trâmites burocráticos, estas iniciativas deram aos alunos a possibilidade de administrarem melhor sua vida acadêmica.

Assistência aos alunos

Visando melhorar o bem-estar dos estudantes na instituição, nesse último ano, os discentes dos campi Batalha, Viçosa, Coruripe e Rio Largo passaram a contar com o serviço de Psicologia, para a sua orientação.

O Serviço Social também passou a ser ofertado nos campi Batalha, Benedito Bentes, Viçosa, Coruripe e Rio Largo, o que contribuiu para o aprimoramento dos processos seletivos para os programas da Assistência Estudantil.

Além disso, como houve a suspensão de calendário acadêmico, devido à pandemia da Covid-19, o Ifal acabou por adaptar sua Política de Assistência Estudantil para atender à nova realidade dos estudantes, que se encontravam em condições de vulnerabilidade social.Proen articulou capacitação e ações dos Neabis, com a intenção de integrar minorias étnicas e raciais dentro do ambiente institucional.jpeg

“Houve uma adequação do sistema acadêmico para análise do perfil socioeconômico dos estudantes, que foi padronizado a partir dos dados na Plataforma Nilo Peçanha”, detalha a gestora.

A Pró-reitoria também buscou implementar políticas inclusivas de ordem de gênero e raça, como a realização da Oficina de Promoção de Igualdade Racial e Enfrentamento do Racismo (Heteroidentificação), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Ministério Público Federal (MPF), para que os servidores pudessem atuar nos processos seletivos, especificamente no atendimento aos candidatos cotistas.

Capacitados, os agentes do Ifal puderam atuar na seleção e acompanhamento de estudantes quilombolas e indígenas para o Programa Bolsa Permanência, além do direcionamento e organização de atividades realizadas pelos Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), como o 5º Encontro Nacional de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (Enneab), realizado no Campus Satuba, em outubro de 2019.

Intercâmbio com instituições estrangeiras

No campo da internacionalização, o Ifal promoveu a mobilidade acadêmica de alunos para o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e ainda preparou centenas de estudantes e servidores para os testes de proficiências na língua inglesa.(Ao centro) A italiana Anna Martelli, foi pioneira entre intercambistas no Ifal.jpeg

“Ao todo, a Coordenação de Relações Internacionais aplicou 646 testes TOIEC Bridge para as duas categorias internas, além de 420 provas, para a Rede Estadual”, comentou Carolina Duarte, coordenadora de Relações Internacionais.

Mas como o processo de internacionalização tem via dupla, não só estudantes do Ifal podem participar de atividades no exterior, mas o Instituto também está criando formas de atrair alunos estrangeiros, foi por isso que foram produzidas páginas da instituição, em versões nas línguas inglesa e espanhola.

Como parte desse processo, em 2019, o Campus Maceió recebeu uma intercambista italiana que cursou por um semestre o Técnico Integrado em Edificações, por meio de um convênio do Ifal com a AFS Intercultural Programs.

Veja nosso vídeo com um resumo de como foi esse primeiro ano de gestão no Ensino.