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De aluna à docente, Eunice Palmeira assume PRPI após 25 anos de história no Ifal

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 13/04/2018 11h34 última modificação: 13/04/2018 14h29

No último dia 3 de abril foi publicada a portaria com a nomeação daquela que seria a primeira Pró-reitora do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). A professora do curso de Informática do Campus Maceió, Eunice Palmeira, assumiu a gestão da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) em um momento, que segundo ela, é de continuidade das ações. Com a manutenção de R$ 3 milhões para o orçamento de 2018, valor igual ao ano anterior, ela garantiu que os recursos serão suficiente para garantir as 200 bolsas em um novo edital Pibic/Pibiti, a ser lançado nos próximos 30 dias, além do andamento normal das sete pós-graduações ofertadas em quatro diferentes campi e a manutenção dos benefícios para cerca de 90 servidores, que estão em processo de qualificação em instituições parceiras.

Eunice Palmeira assume a gestão depois de seis meses de volta a casa. Servidora efetiva desde 2005, em 2013, ela tinha se afastado para fazer o doutoramento em Ciência da Computação, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mas sua história com a instituição começou bem antes, quando ela ingressou, ainda como aluna do curso técnico de Química, na antiga Escola Técnica de Alagoas (Etfal).

“Eu saí de Joaquim Gomes para estudar no Ifal, como a maioria dos nossos alunos que buscam mudar a sua vida. Eu vi nessa escola uma possibilidade de formação de qualidade e gratuita. Como sempre gostei de matemática e soube da existência da Escola Técnica, fui pesquisar quais eram os cursos ofertados que eu me identificava mais, então fiz a seleção para Química, já que também não existia Informática naquela época”, recorda a professora.

Após terminar o curso técnico, fazer graduação e especialização na área de Ciências da Computação, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), ela voltaria à instituição em 2003, à época na condição de professora substituta da Coordenadoria de Informática do Campus Maceió, onde ficaria por quase dois anos. Mas foi em 2005, com o Mestrado em Modelagem Computacional de Conhecimento em fase de conclusão,  também na Ufal, que ela seria aprovada para o cargo de docente efetivo e se estabeleceria como professora do Campus Palmeira dos Índios.  

Em entrevista para o Portal do Ifal, ela disse que enxerga esse momento como uma forma de reconhecimento de suas contribuições para o Instituto. “Durante esse período, eu fui coordenadora de Tecnologia da Informação em Palmeira dos Índios, entre 2006 e 2008, colaborei com a criação do curso Técnico em Informática deste Campus; mudei para o Campus Maceió em 2008 e fiz parte da Copema [Comissão Permanente de Magistério]. Também fui gerente de um projeto nacional de desenvolvimento de softwares, ligado à Setec [Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica], onde fiquei quatro anos no projeto e depois assumi a Coordenação de Informática do Campus Maceió, já em 2012. Além disso, na volta do doutorado, passei a orientar dois projetos, de extensão e ensino, que ainda estão em andamento, quando veio o convite para assumir a Pró-reitoria”, detalhou.

A gestora relatou que após dez dias na função, ainda está se apropriando das ações da Pró-reitoria, mas no geral, elas devem ser continuadas. Um exemplo é o Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), cuja seleção se inicia neste domingo, 15, com a realização das provas.

“Essa semana mesmo eu estive no Avant, que é um evento maravilhoso, que pensa a educação de uma forma inovadora e que foi desenvolvido em parceria com um professor da Ufal. Ele foi responsável pela adaptação do evento à realidade do Sertão. Nesse evento, você vê alunos dos primeiros anos se destacando e falando com propriedade de conhecimentos técnicos que eles não tinham antes de ingressar no Ifal. Essa é uma ação colaborativa exemplar e que será estimulada”.

Na ocasião, a pró-reitora lembrou que a única ação que está suspensa temporariamente é o Edital N° 02/2018 - PRPI/IFAL, de 14 de março de 2018, referente ao Programa de Apoio à Produtividade em Pesquisa (Pappe/Ifal). Em comunicado emitido à comunidade no dia 6 de abril, foi justificado que as inscrições haviam sido suspensas “dada a necessidade da realização de alguns ajustes no formato de submissão das propostas”.

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