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Comitê Pró-Equidade do Ifal encerra plano de ações do biênio 2016-2018

por Roberta Rocha publicado: 03/04/2018 14h56 última modificação: 09/04/2018 09h00
Exibir carrossel de imagens Capa do relatório final das atividades do Comitê Peger

Capa do relatório final das atividades do Comitê Peger

O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça (Peger) do Instituto Federal de Alagoas - Ifal encerrou a execução das dez ações propostas à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, como forma de concorrer ao selo Pró-Equidade do governo federal. Na última semana de março, o grupo enviou à Brasília o relatório final das atividades desenvolvidas em âmbito institucional entre 2016 e 2018.

Com a conclusão dos trabalhos, o Comitê Peger deve aguardar a análise dos documentos encaminhados, que será feita pela coordenação nacional do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. A divulgação do resultado da apreciação está prevista para o próximo mês de junho. 

O plano de ações executado abrangeu iniciativas no eixo de gestão de pessoas, tais como adoção de linguagem inclusiva em editais de concurso público para o quadro funcional da instituição e realização de curso com líderes setoriais na área de gênero e raça.

Durante os dois anos de atuação do Comitê, também foram feitos levantamentos sobre o perfil de profissionais ocupantes de função comissionada de coordenação de curso, função gratificada ou cargo de direção dentro do Ifal e sobre as justificativas de ausências no trabalho e licenças médicas de servidores e servidoras. Essas duas últimas pesquisas terão seus resultados apresentados no Colégio de Dirigentes do Ifal e, em data posterior, serão liberadas para consulta pública. Ambas contaram com a atuação de estudantes bolsistas do Campus Penedo na realização.

"Apenas uma ação, dentre as dez propostas, não foi executada: o mapeamento de profissionais que utilizam os distintos benefícios concedidos pelo Ifal, porque não conseguimos extrair esses dados do sistema eletrônico sem gerar inconsistências", explicou Danielly Spósito, coordenadora-geral do Comitê.

De acordo com a integrante do grupo, o desafio para a instituição agora é, independente da adesão ao Programa Pró-Equidade, seguir atenta no combate às discriminações de gênero e raça e criar mecanismos para manter essa discussão de forma sistemática. "Nós tivemos muitos avanços. Hoje, mais pessoas da gestão conseguem ter um olhar empático sobre questões raciais e a inserção da mulher em diversos espaços. Houve um despertar, então devemos dar continuidade a esse processo", disse a servidora.

Para Spósito, embora tenha obtido sucesso na conclusão de 90% das tarefas, a atuação do Comitê Peger não foi um trabalho fácil. "Além das atribuições que cada profissional participante exercia no Instituto, foi preciso se desdobrar para dar conta das ações do Pró-Equidade, que requeriam muita dedicação", apontou.

Entre as práticas implementadas, no eixo da cultura organizacional, o grupo articulou a criação da Comissão de Gênero e Raça do Ifal, fez a sensibilização das equipes de gestão de pessoas de cinco empresas que prestam serviços terceirizados ao Ifal em torno da temática, além de disponibilizar o link do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça no portal institucional, onde é possível conferir dados e notícias sobre o andamento das iniciativas.

Dentro do plano de ações, outras duas propostas inovadoras tiveram êxito no cumprimento. Uma delas englobou a inserção do eixo de equidade na consulta de capacitação realizada com servidores e servidoras da instituição. A outra contemplou a realização de debates, em formato de curso, a respeito da ampliação do número de dias da licença paternidade para servidores do Ifal. É possível conferir o plano de trabalho completo na página do Comitê Peger.

Em busca do selo

Ao aderir voluntariamente ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça da Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal, o Ifal propôs um plano de trabalho com dez iniciativas a serem desenvolvidas na área. Se o desempenho na execução das ações for avaliado de forma satisfatória, será concedido um selo que marca o reconhecimento do compromisso institucional em promover, no mundo do trabalho, a igualdade racial e entre homens e mulheres. 

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