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Comitê de Pró-equidade e CDCP dão início à capacitação em gênero, raça e etnia

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 20/09/2017 14h21 última modificação: 30/10/2017 17h49

Teve início nesta quarta-feira, 20, a capacitação “Juventude, gênero, raça/etnia e enfrentamento à violência”, ofertado para membros do quadro funcional do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), na sala de reunião da Reitoria da instituição. O curso será um dos três promovidos este ano, a partir de uma parceria entre a Coordenação de Desenvolvimento e Capacitação de Pessoal (CDCP) e o Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça (Peger), grupo que foi institucionalizado pelo Ifal para a promoção de ações de sensibilização, prevenção e combate as práticas reprodutoras de desigualdade e discriminação no âmbito laboral. 

O primeiro curso tem como mediador um representante do Instituto Papai, organização que tem entre suas propostas de ação refletir a invisibilidade da experiência masculina no contexto da vida reprodutiva e no cuidado com as crianças. Para Danielly Spósito, integrante do Comitê, a vinda de Sidney serve para dar foco ao papel do servidor homem, do Instituto. Ela relatou que parte das desigualdades existentes entre os dois gêneros nas organizações se dá pelo desequilíbrio existente no tempo em que pais e mães passam no cuidado dos filhos e nos afazeres domésticos.

“Este curso faz parte de outra ação do Comitê Pró-equidade, que é a discussão voltada para a licença-paternidade e da ampliação de um espaço de cuidado familiar. Queremos colocar em questão como é que os homens servidores participam dessa vida doméstica. Como eles conciliam sua vida laboral e familiar? Pois é comprovado cientificamente que a dupla jornada das mulheres dificulta o seu acesso aos altos cargos”, observou Danielle.

A capacitação também faz parte de um ciclo de cursos que serão promovidos até novembro, por meio de uma parceria entre Comitê e o CDCP. “Edson [Moreno] colocou um dos seis eixos de capacitação voltados para a equidade e o disponibilizou para que servidores e servidoras escolhessem os temas de interesse. Os mais votados foram estes que estão sendo ofertados neste ano”, lembrou. Os outros dois cursos promovidos pelo Comitê e CDCP, ainda este ano, serão “Família, diversidade e contextos culturais” e Políticas de Igualdade e Interdisciplinaridade”. Em 2016, o Ifal ofertou o curso de Gestão e Equidade.

Investimento em pessoal

Estiveram presentes ao primeiro dia de capacitação, o pró-reitor em exercício Carlos Guedes, o diretor de Gestão de Pessoas (DGP), Wagner Fonseca, e o coordenador da CDCP, Edson Moreno. Para os três, o ineditismo do curso na área é algo a ser comemorado. “O investimento em capacitação de pessoal é o investimento de mais certo retorno que uma instituição pode ter a curto, médio e longo prazo. Eu fico feliz com todas as capacitações, mas estou com uma alegria ainda maior porque trata-se de um curso que será dado pela primeira vez e colocará servidores e servidoras em contato com uma temática de extrema importância para a sua vida”, pontou Wagner.

Carlos Guedes ressaltou que a capacitação também é fruto de um trabalho iniciado por Daniellly e Bárbara Guerreiro, servidoras do Campo Penedo. Antes mesmo da criação do comitê, desde 2015, elas vêm estimulando debates sobre a questão da equidade de gêneros. Naquele ano, ambas participaram da criação de um projeto de pesquisa que fez um levantamento sobre as diferenças de ocupação e de salários existentes entre os gêneros, na Reitoria do Ifal. “A partir do projeto, a gente conseguiu conversar com o com o Carlos Henrique, da PRPI [Pró-reitor de Pesquisa e Inovação], que gostou da ideia e abriu espaço para o diálogo entre o comitê de pró-equidade e a gestão. Esta aderiu a proposta e fez o investimento”, recorda Danielly.

Acesse a página do Comitê.

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