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Com terreno fértil para pesquisa e inovação PRPPI projeta ações para os quatro anos

por Gerônimo Vicente - jornalista publicado: 31/07/2019 11h51 última modificação: 02/08/2019 09h43
Exibir carrossel de imagens Gerônimo Vicente Eunice Palmeira segue à frente da Pró-reitoria de Pesquisa,. Pós-Graduação e Inovação

Eunice Palmeira segue à frente da Pró-reitoria de Pesquisa,. Pós-Graduação e Inovação

A reportagem que termina a série de perfis dos pró-reitores do Instituto Federal de Alagoas (fal) começa com um  exercício de futurologia, a partir da seguinte questão: como a Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPPI) deverá ser entregue em 2023? A pró-reitora Eunice Palmeira relacionou ao menos seis propostas que, na opinião dela, devem representar um avanço significativo na área e que foram relacionadas a partir de uma avaliação das atividades. A conclusão é de que o terreno para pesquisa e inovação está fértil, apesar da política de contingenciamento de recursos financeiros. Basta a reversão dos bloqueios pelo governo federal para que essas projeções sejam aplicadas. 

Antes de relacionar as propostas para o futuro, Eunice fez uma retrospectiva de um ano e dois meses à frente da PRPPI e destacou as ações que foram necessárias para atingir o objetivo de garantir mais qualidade na pesquisa, pós-graduação e inovação do Ifal.

“Assumi em abril de 2018 e o início foi de muito aprendizado, no que se refere à relação com os servidores, aos processos, à burocracia, pesquisas e pesquisadores. Identificamos que tínhamos  um potencial na iniciação científica e que representava um ganho significativo no aumento do número de projetos de pesquisas, nos pedidos de registros de softwares, patentes e catalogação de pesquisas, ações que foram frutos de uma gestão que trabalhou na motivação, para avançar na pesquisa e na inovação”, declarou a pró-reitora

Naquele ano, a PRPPI dispunha de um orçamento de R$ 3 milhões para ser aplicado. No entanto, em 2019, devido ao contingenciamento do governo federal, a pró-reitora afirmou que a pesquisa foi afetada com a suspensão dos recursos financeiros.

 “Pretendemos entregar uma  pró-reitoria com políticas de pesquisas mais atualizadas; com algumas incubadoras de empresas-juniores e com projetos de inovação para ser inseridos no polo tecnológico do Estado".

“Contudo, conseguimos honrar compromissos com o Pibic [Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica] e Pibiti [Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovaçãa o], ao pagar todas as etapas dos programas de 2018-2019. Honramos compromissos também com o edital de Bolsa de Apoio à Produtividade, uma iniciativa importante, porque valoriza os pesquisadores com produção de alta qualidade”, lembrou a professora.

O impacto do contingenciamento, segundo a pró-reitora, afetou também as viagens de pesquisadores aos eventos científicos, que foram reduzidas, inviabilizando a apresentação de trabalhos científicos. Ela espera que este ano o cenário seja  mais favorável quanto a essa atividade. “Havendo o desbloqueio das verbas, será possível prosseguir apoiando os projetos de 2019 e 2020 e cumprir com os editais planejados”, assegurou.

Por outro lado, a constituição do  Comitê de Ética em Pesquisa e de seu regimento  foram ações consideradas positivas pela pró-reitora, na primeira fase da gestão, na PRPPI. Segundo a dirigente, para começar a atuar efetivamente o comitê necessita ainda da aprovação da comissão nacional. 

“Outro ponto significativo foi  a aproximação com o setor produtivo, por meio de edital de adesão a projetos inovadores”, ressaltou. A chamada pública visou selecionar empresas interessadas em manter colaboração com pesquisadores do Ifal (reportagem) no desenvolvimento de projetos inovadores, cujo total de financiamentos  é de R$ 300 mil.

Entre os avanços da PRPPI, o registro de pedidos de patentes  tem sido a ação mais efetiva nos últimos meses e a pró-reitoria atribui esse feito ao processo de catalogação dos trabalhos, por meio de banco de dados.

“O trabalho da comunicação social do Ifal (leia série especial sobre o assunto) foi muito importante, porque a comunidade percebeu a PRPPI como intermediária e começou a nos procurar para estabelecer diálogo. Aliada a essa iniciativa, que ganhou fluxo nas mídias sociais e facilitou a catalogação, estamos realizando um cronograma de visitas aos campi, para conhecer melhor essas pesquisas”, prosseguiu a pró-reitora.

Qualificação

Seis especializações e dois mestrados mostram que o Ifal também ocupou espaço na pós-graduação nos últimos anos. Eunice prevê que esse número possa aumentar com o novo PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional). “É necessário esse acréscimo porque os campi serão ocupados nos finais de semana e isso representa uma motivação para as comunidades dos municípios, já que, com essas especializações, estamos qualificando professores da rede pública de ensino e pessoas que estão saindo da capital e vão para o interior para melhorar o perfil profissional, um sentido inverso que antes não se imaginava”, acrescentou.

Quanto à oferta de mestrados, a pró-reitora destaca que é importante para a qualificação, tanto do servidor do Ifal quanto para a comunidade. Atualmente, o instituto dispõe de 35 servidores sendo qualificados pelos próprios servidores da instituição de ensino.

“Essa iniciativa representa um capital intelectual muito interessante, além de gerar uma economia para o Ifal, para os servidores e valorizar o professor”, afirmou.

Publicações

Retomar o Conselho Editorial para promover a publicação de artigos científicos é outra meta da PRPPI, nessa gestão. Para isso, uma comissão será constituída, para discutir o retorno da revista científica, antes denominada Edutec.

“Pretendemos levar essa proposta ao Conselho Superior e, em caso de aprovação, promover uma chamada pública para composição do conselho”, salientou Eunice.

As relações internacionais também entrarão na pauta da PRPPI, durante esta gestão. Para a pró-reitora é preciso abrir espaço já identificado pela Coordenação de Relações Internacionais e que, no momento, estão somente no âmbito da comunicação digital, ou por meio de ações isoladas de alguns pesquisadores do Ifal. “Esperamos já no próximo ano, concretizar essas propostas”.

Transição

Ex-aluna da Escola Técnica Federal de Alagoas (uma das oito denominações que antecederam o nome Ifal) e servidora da instituição desde 2005, Eunice assumiu a PRPPI na gestão anterior (leia a reportagem) e disse que o processo de transição da para a atual gestão remodela propostas que geraram mudanças na equipe. “É uma situação normal, porque a nova gestão possui um perfil diferente”.

Nesses primeiros dias de atividades da gestão, a gestora iniciou conversas com a comunidade interna e passou a atualizar dados sobre a política de inovação, para criar um novo ambiente e buscar parcerias empresariais e de fomento à pesquisa, como o Sebrae e Fapeal.

“Além disso, a equipe planeja melhorar a forma de trabalhar a atualização de normatizações, por meio de comissões constituídas com esse objetivo e estabelecer uma aproximação com o setor produtivo e um canal de diálogo com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), para a concessão de vagas para qualificação.

Eunice não titubeia, ao projetar o futuro da PRPPI, em 2023. “Pretendemos entregar uma  pró-reitoria com políticas de pesquisas mais atualizadas; com algumas incubadoras de empresas-juniores e com projetos de inovação, para ser inseridos no polo tecnológico do Estado e, para isso, conversamos com a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia; com projetos Pibic e Pibiti com mais qualidade; com editais focados nas necessidades locais, regionais e institucionais, visando atingir os segmentos que mais necessitam deles; entregar a  PRPPI com cursos bem-avaliados pela Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] garantindo-lhes melhor estrutura e com cursos de especialização mais solidificados, para proporcionar o maior número de pessoas qualificadas.

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