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Alunos do Ifal são premiados em evento nacional de marketing

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 28/06/2019 12h59 última modificação: 05/07/2019 15h46

Na última quarta-feira, 26, o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) dominou a premiação da categoria "Boas ideias não tem idade", no Trakto Marketing Show 2019, evento realizado entre os dias 26 e 28 de junho, que reuniu palestrantes de todo o país no Centro de Convenções Ruth Cardoso. A proposta de aplicação de resíduos da casca no coco, para a produção de concreto, do Campus Coruripe, e a ideia de reutilizar a energia dos ventos liberados pelos condensadores de ar, auxiliando no controle do consumo da energia , do Campus Santana do Ipanema, ocuparam a primeira e terceira posições, respectivamente.

Os integrantes da equipe vencedora levaram um projeto ainda em desenvolvimento no Ifal, a partir do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI). Os alunos da Unidade de Coruripe, Wilson Santos, Lourivia Soares, orientados pelo professor Esdras Costa, apresentaram ao público os resultados da criação de um aditivo para concreto, a base da casca de coco.

“A ideia nasceu devido ao grande potencial da região em produzir coco. Entretanto, desse fruto, a maior parte era descartada, causando problemas ambientais, pois a casca é de difícil degradação, e problemas na coleta de lixo da região, pois a casca é muito volumosa”, explicou o orientador.

No último ano eles tiveram acesso a artigos científicos que pontuavam como a casca daquele fruto é rica em alguns componentes que são usados para aditivos comerciais. “Tais adotivos possuem a vantagem de alterar, melhorar alguma qualidade, ou propriedade no concreto. Visando isso, propomos utilizar a casca do coco para gerar esse produto, reduzir o descarte e o ganho financeiro ao coco”, acrescentou Esdras.

O professor ressaltou que para utilizar o coco na produção de concreto, foi necessário extrair as fibras e quebrar a celulose, além da hemicelulose, para deixar uma maior quantidade de lignina. “Essa quebra de molécula é feita através de processo térmico. Assim, temos um produto que pode ser utilizado no concreto, para reduzir o uso de água, mantendo a trabalhabilidade, ou plasticidade e ter ganho na resistência final. Nossos resultados mostraram uma boa eficiência desse produto”, comemora o docente.

Tradição santanense

O terceiro lugar na competição ficou com o projeto Condenses Wind Bases , do Campus Santana do Ipanema. A proposta de reutilizar a energia dos ventos liberados pelas condensadoras dos aparelhos, auxiliando no controle do consumo da energia utilizada pelo equipamento  foi desenvolvida pelos estudantes Adeildo Vieira, André e Brida Pretonilo, sob a orientação do docente Rodolfo Luna.Adeildo Vieira, André e Brida Pretonilo, sob a orientação do docente Rodolfo Luna formaram o projeto Condenses Wind Bases .jpeg

Quem entregou o prêmio a eles foi a também estudante do Campus Santana, Ingrid Pereira, que foi premiada na edição do evento de 2018, com o projeto "Efficient Water" , que visava a criação de  uma cápsula de poliacrilato de sódio, capaz de melhorar a performance da umidade do solo em regiões de clima semiárido, como a do sertão alagoano.

"Essa conquista mostra que, independente de cor, de local, bastam as oportunidades surgirem para que esses meninos e meninas mostrem o tamanho de seu potencial", destacou, Rodolfo Luna, ao comentar a conquista do terceiro lugar de sua equipe.

“O prêmio foi um reconhecimento do esforço dos alunos, e agora estamos concorrendo a um prêmio a nível nacional, em Santa Catarina. A questão é só a verba para irmos”, acrescenta Esdras, o orientador da equipe vencedora.

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