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Alunos de Sistemas de Informação visitam centros de inovação e empreendedorismo em São Paulo

O Campus Google e o IFSP receberam os vencedores do Desafio Tecnológico Ifal-Sebrae

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 22/01/2020 13h21 última modificação: 23/01/2020 08h46

No último sábado, 18, alunos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) voltaram de viagem, após três dias de visitas às instalações do Google Campus, em São Paulo, ao Núcleo Incubador do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), além de equipamentos culturais e voltados ao empreendedorismo na capital paulista. Jonatan Lessa, José Carlos, Laís Omena e Leonardo Santos, todos do curso de Sistemas de Informação, no Campus Maceió, venceram o Desafio Tecnológico Ifal-Sebrae, realizado entre os dias 10 e 12 de dezembro passado, e por isso tiveram a oportunidade de trocar ideias com centros de referência em empreendedorismo e inovação.

Durante as visitas, integrantes do Núcleo Incubador do Campus Suzano apresentaram os projetos NEO3D e Eletronic Cockroach, desenvolvidos no Hotel de Projetos, uma pré-incubadora com infraestrutura física (escritório, bibliotecas, laboratórios e oficinas) e de serviços (assessoria e consultoria de pesquisadores) oferecida pelo IFSP aos empreendedores.O professor Valmir Ventura, coordenador do Hotel de Projetos apresentou atividades desenvolvidas no Campus Suzano, do IFSP.jpeg

A Chefe do Departamento de Pesquisa da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (PRPPI), Sheyla Coelho, acompanhou os alunos. “Definimos este local por ser um ambiente promotor de inovação mais próximo à realidade do Ifal. Lá, os alunos poderiam ter contato com a estrutura do IFSP, suas práticas e também com outros pesquisadores e empresários incubados no local”, pontuou.

Proposta vencedora do Desafio Tecnológico

Os alunos do Ifal também compartilharam a proposta vencedora do Desafio Tecnológico, realizado em dezembro passado. O Sistema Automatizado para a Fruticultura Irrigada (Safir) é um projeto de automação de sistemas de irrigação, a partir do uso de microcontroladores. “Estes recebem dados de sensores que ficam espalhados pelo campo e atuam conforme a cultura escolhida. A planta será irrigada pelo tempo necessário e suficiente para o suprimento de suas necessidades hídricas, evitando o desperdício, ou a escassez da água utilizada”, explicou Jonatan Lessa, um dos membros da equipe vencedora.

O estudante comenta que a proposta se guia em temas como sustentabilidade e produtividade, porque muitos sistemas de irrigação manuais apresentam dificuldades em conciliar os dois aspectos. “A literatura mostra que 40% da água utilizada em irrigação é economizada, quando se usa sistemas automatizados e mais que isso, a gente tem economia de energia, visto que no processo de irrigação muita energia é consumida no funcionamento das bombas captadoras, irrigar por menos tempo tem como consequência um menor consumo de energia”.Jonatan Lessa, José Carlos, Laís Omena e Leonardo Santos são todos alunos do curso  de Sistemas de Informação, do Campus Maceió.jpeg

Ele disse que por dez anos trabalhou com as culturas do mamão, banana e macaxeira e durante esse tempo utilizou um sistema manual de irrigação, em que se demanda mais mão de obra, com a necessidade de um funcionário para ativação da bomba que capta a água e para se fazer a mudança de setores. Além disso, há desperdício maior de água, porque nesses casos, não é conhecida a real necessidade hídrica da planta.

Com a proposta da equipe, também busca-se eliminar essa dependência humana. Jonatan explica que para implementação do sistema serão utilizadas células fotovoltaicas que alimentarão os módulos espalhados pelo campo. Também será utilizado um aplicativo que vai gerenciar todo o sistema, de maneira que o produtor não precise estar no campo o tempo inteiro para saber o que está acontecendo com sua planta, a necessidade fisiológica dela. Assim, os dados serão acompanhados em tempo real e o controle poderá ser feito de forma remota.

“Se estiver irrigando e começar a chover, os sensores detectarão que já há água suficiente, então outros setores serão irrigados ou a captação de água cessará. Tudo feito de forma automática. Eliminando-se a dependência humana.”

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