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“O Ensino é o coração da instituição”, afirma Cledilma Costa, pró-reitora de Ensino do Ifal

7 anos de Gestão

Nos últimos 7 anos de gestão, Proen consolida políticas de permanência e inclusão e leva o instituto ao topo da eficiência acadêmica no Nordeste mais uma vez
publicado: 22/06/2026 14h43, última modificação: 22/06/2026 17h20

Por Thomaz Braga*

Conduzida pela pró-reitora Cledilma Costa, a Pró-Reitoria de Ensino (Proen) transformou desafios complexos em marcos institucionais, fortalecendo as políticas de assistência estudantil e consolidando os núcleos de diversidade e inclusão para garantir a permanência estudantil. Tendo como consequência direta indicadores reconhecidos nacionalmente. 

O Ensino no Instituto Federal de Alagoas (Ifal) se ancora firmemente no valor do compromisso social e institucional associado à busca pela excelência. A professora Cledilma, que completa 30 anos de docência neste ano, destaca que os últimos sete anos de gestão são marcados pela geração de oportunidades que amarram o tripé da formação: acesso, permanência e conclusão. 

O Ifal possui “a função social de oferecer educação pública, gratuita, inclusiva, afirmativa e de qualidade socialmente referenciada para toda a população”, menciona. Esta missão foi desafiada meses após a posse da gestora do Ensino, com o avanço da pandemia da Covid-19. “Foi o período mais difícil que a gente vivenciou. A nossa maior preocupação sempre foi com a vida, em preservar a vida dos estudantes, da nossa comunidade como um todo”, ressalta.

Excelência em nível nacional

Em 2025, o Ifal alcançou uma marca histórica de visibilidade nacional: foi o Instituto Federal de Melhor Eficiência Acadêmica no Nordeste e o 11º lugar em todo o Brasil, conforme os indicadores de Eficiência Acadêmica mensurados pela Plataforma Nilo Peçanha (PNP). Em 2026, o reconhecimento veio mais uma vez. 

Cledilma Costa afirma que o ensino de excelência não existe sem o respeito ativo às diferenças“Diminuímos a evasão e melhoramos os indicadores de aprovação. Este ano, estamos em segundo lugar, mas ainda é o topo da eficiência acadêmica do Nordeste, e pra gente, não é um índice, é a certeza de que os estudantes que estão ingressando aqui, conosco, estão permanecendo e concluindo com êxito”, celebra a gestora. 

O indicador é o reflexo direto de uma engrenagem que funciona com eficácia entre o investimento na base, com a garantia de permanência do aluno, e a entrega na ponta, com a conclusão dos cursos, preparando os estudantes para os desafios da sociedade e do mundo do trabalho.

 O corpo do Ifal é formado por mais de 20 mil estudantes. Entre ensino médio integrado, subsequente, educação superior, pós-graduação, educação de Jovens e Adultos (Proeja), formação inicial e continuada (FIC) e educação a distância (EaD). Eles estão espalhados do litoral ao alto sertão e são catalisadores dos impactos da educação em suas comunidades. 

Assistência Estudantil em foco

Nestes 7 anos, o fortalecimento da Política de Assistência Estudantil passou a ser a espinha dorsal para a sobrevivência dos discentes na instituição, garantindo que o amparo financeiro e demais políticas de assistência evitassem o abandono escolar em massa, em especial nos momentos de crise. “Na perspectiva institucional, era [necessário] evitar que estudantes fossem excluídos do processo educativo, especialmente, em razão das desigualdades que, durante a pandemia, foram ampliadas”.

A pró-reitora de Ensino reforça que, para a gestão de Carlos Guedes, a alimentação estudantil é estratégicaPara a pró-reitora de Ensino, a Política de Assistência Estudantil é estratégica, pois oferece condições para que o estudante possa aprender. “É muito difícil estudar com fome. E a alimentação nunca esteve, historicamente, num lugar tão importante como atualmente. A nossa gestão, junto com o reitor Carlos Guedes, conseguiu levar essa discussão da alimentação no âmbito institucional e também no âmbito nacional”. Como consequência, aponta, foi criada uma rubrica específica para a alimentação escolar.

A gestora entende que o apoio precisa ser multilateral. “A gente tem priorizado a alimentação escolar, mas também transporte, moradia, inclusão digital, o apoio pedagógico, que têm contribuído para minimizar barreiras existentes”.

Consolidação de Núcleos Institucionais

Outras barreiras foram vencidas pelo fortalecimento de núcleos essenciais à identidade do Ifal: o Núcleo de Diversidade, Gênero e Sexualidade (Nugedis), o Nùcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas(Neabi) e o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne). 

Sob a ótica de Cledilma, o ensino de excelência não existe sem o respeito ativo às diferenças. “A diversidade, a inclusão e as políticas afirmativas, elas não podem ser tratadas como temas periféricos, porque elas nos atravessam diretamente”, observa.

Para Hyan Eduardo, monitor do Nugedis do Campus Santana do Ipanema, “todos esses núcleos que apoiam minorias, diversidade, são de extrema importância no meio institucional, não só para dar apoio a estudantes que fazem parte dessas minorias e sofrem por uma sociedade opressora, mas também moldar cidadãos que sabem lidar com a diversidade e consigo mesmos”. O aluno do curso técnico integrado em Administração destaca que é através de ações como as rodas de conversa promovidas pelo núcleo que é possível entender as necessidades dos alunos.

Integrantes dos Nugedis participam de oficina de dançaA criação desses núcleos trouxe segurança e ajudou na manutenção da permanência, relata Dominik Ferreira, monitora do Nugedis do Campus Batalha. Segundo a aluna do curso técnico integrado em Biotecnologia, “as pessoas podem ter seus direitos garantidos, porque o núcleo luta por isso, então, é um lugar seguro para essas pessoas denunciarem, é um lugar seguro para as pessoas procurarem seus direitos”.

Em paralelo, Diego Alves, membro do Neabi do Campus Santana do Ipanema entre 2019 e 2024, reconhece que o núcleo “é um dos instrumentos para a materialização das políticas afirmativas e reparativas voltadas à população afro-brasileira [e indígena] no âmbito do Ifal”. 

O professor de História, que coordenou o núcleo entre o segundo semestre de 2022 e final de 2023, ressalta a capacidade de multidisciplinaridade do debate racial e a descentralização da narrativa europeia sobre o Brasil.  Desta forma, os alunos podem enxergar a “valorização das suas culturas, que foram negadas, a se reconhecerem, então, tem a questão da representatividade também”. 

O legado do Ifal

A pró-reitora alerta que estas conquistas jamais devem ser vistas apenas como números, “mas como um legado nas histórias dos estudantes que conseguiram permanecer, que conseguiram concluir seus cursos, que conseguiram transformar as suas vidas por meio da educação pública. Eu acho que esse é o maior sentido do trabalho realizado pela Proen e pelo Ifal”, destaca.

7 Anos de Gestão

Esta reportagem faz parte de uma série especial comemorativa  aos sete anos da gestão do reitor Carlos Guedes e das áreas sistêmicas à frente do Instituto Federal de Alagoas. Ao longo da série, apresentaremos as conquistas, avanços e os bastidores das ações que consolidaram o Ifal como uma instituição pública de excelência, inclusiva e socialmente referenciada em Alagoas e no Brasil. 

 *Sob a supervisão de Alexandre Abreu, jornalista