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“Garantir permanência não é apenas ofertar vaga”, aponta Carolina Duarte, pró-reitora de Desenvolvimento Institucional do Ifal
7 anos de Gestão
Por Thomaz Braga*
Nos últimos 7 anos, o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) vivenciou importantes transformações não só em sua infraestrutura, mas também em âmbito digital. Sob a liderança da pró-reitora Carolina Duarte, a Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional (PRDI) coordenou ações estratégicas que aproximaram a instituição das reais necessidades de seus campi.
“O Desenvolvimento Institucional funciona como um alicerce para dar suporte às três áreas finalísticas da instituição: Ensino, Pesquisa e Extensão. É a partir dessa base que conseguimos estruturar as condições necessárias para que as entregas institucionais aconteçam de forma planejada, integrada e exitosa”, destaca a pró-reitora.
Para manter a solidez deste alicerce sistêmico, a PRDI conta com o apoio de três importantes diretorias, cujos esforços estão direcionados, respectivamente, para o planejamento institucional, para a tecnologia da informação e para a infraestrutura e expansão. São elas: Diretoria de Planejamento Institucional (DPI), Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) e Diretoria de Infraestrutura e Expansão (Diex).
“Portanto, a função do Desenvolvimento Institucional é garantir essa base de sustentação para que o Ifal avance com organização, planejamento, infraestrutura, tecnologia e compromisso com suas finalidades educacionais”, afirma Carolina Duarte.
Entrega de ginásios e refeitórios institucionais
Segundo a pró-reitora, ofertar vagas não é o suficiente. É necessário que os alunos do Ifal permaneçam e concluam sua trajetória acadêmica, desafio este, também, compartilhado pela pró-reitora de Ensino, Cledilma Costa. Durante estes 7 anos, houve uma atenção especial ao bem-estar dos estudantes, e isso, também, foi traduzido pelo fornecimento de espaços para a prática esportiva e alimentação.
“A gestão tem trabalhado para que todos os campi possam contar com esse equipamento [refeitórios] porque a alimentação estudantil é uma das grandes prioridades do Ifal”, observa Carolina Duarte.
Atualmente, dois refeitórios estão em processo de instalação, nos campi Arapiraca e Benedito Bentes, com previsão de entrega ainda este ano. Já no Campus Palmeira dos Índios, os processos de licitação e assinatura do contrato já foram realizados.
“Esses equipamentos têm um impacto enorme na vida dos campi e na permanência dos nossos estudantes. Nós tínhamos campi com quase 30 anos de existência que ainda não possuíam ginásio. Então, uma das missões assumidas pelo professor Carlos Guedes [reitor do Ifal] foi justamente avançar nessa pauta e garantir que esses espaços fossem entregues à comunidade acadêmica”, aponta a gestora.
Foram viabilizados quatro ginásios, nos campi Piranhas, Viçosa, Marechal Deodoro e Penedo, por meio de um projeto do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “São espaços essenciais para a prática esportiva, para a socialização, para eventos institucionais e para o fortalecimento da vida no campus. Um ginásio não é apenas uma estrutura física, ele amplia as possibilidades de convivência, integração, pertencimento e cuidado com os estudantes”, reforça.
Para a titular da PRDI, “essas entregas reforçam uma compreensão muito clara: garantir permanência não é apenas ofertar vaga. É criar condições concretas para que o estudante permaneça, se alimente, conviva, pratique esporte, participe da vida institucional e se sinta acolhido dentro do Ifal”.
Eficiência nos processos digitais
Alinhada ao futuro e à sustentabilidade administrativa, a PRDI deu um passo definitivo ao capitanear a migração dos sistemas do Ifal para o Sistema Unificado de Administração Pública (Suap). Conduzida pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), a mudança representa um marco de eficiência na gestão de processos internos.
“O princípio da eficiência e a otimização do trabalho institucional são marcas importantes da visão de futuro que a gestão do professor Carlos Guedes busca deixar como legado. O Ifal é uma instituição grande, complexa e presente em diversos territórios. Por isso, pavimentar esse caminho para um futuro mais digital, integrado e moderno é fundamental”, ressalta Carolina.
Ela destaca, ainda, a importância de se produzir sistemas pensados para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica . “O Suap é um sistema desenvolvido pelo IFRN [Instituto Federal do Rio Grande do Norte], dentro da Rede Federal, para atender à realidade da própria Rede Federal. Isso faz com que ele dialogue melhor com as necessidades de uma instituição como o Ifal”.
Após a implantação bem-sucedida do Suap Edu, na área acadêmica, que já está em sua fase final, o foco agora se volta para a transição completa de documentos e processos eletrônicos. A mudança integrará dados acadêmicos e administrativos na plataforma, desburocratizando a rotina dos servidores e otimizando o atendimento prestado ao corpo discente.
“Ainda há muito trabalho pela frente, mas esses são passos importantes para a instituição que queremos construir: mais eficiente, mais conectada, mais organizada e preparada para responder melhor às demandas dos estudantes, dos servidores e da sociedade”, complementa a gestora.
Transição de gestão
A pró-reitora Carolina Duarte assumiu a PRDI em 2023, na segunda gestão de Carlos Guedes. Ela deu continuidade ao trabalho iniciado pela professora Edja Laurindo nos primeiros quatro anos do mandato do reitor. A transição colaborativa entre as gestoras garantiu que a expansão física andasse de mãos dadas com a modernização da gestão pública.
“A transição ocorreu de forma muito tranquila, respeitosa e colaborativa. A professora Edja sempre foi uma parceira da PRDI e da instituição. Mesmo após a transição, continuou contribuindo com a Pró-Reitoria, sempre com muito engajamento e disponibilidade. Isso demonstra que o trabalho da PRDI, ao longo desses anos, foi construído com continuidade, responsabilidade e espírito coletivo”, afirma Carolina.
Construção de sedes próprias
A consolidação da presença do Ifal nos municípios alagoanos ganhou um impulso histórico em 2022, com a assinatura da Ordem de Serviço para a construção da sede própria dos campi Batalha, Rio Largo e Santana do Ipanema. Entre os projetos, também está a construção da sede definitiva do Campus Batalha, que segue em etapas avançadas.
“A sede definitiva do Campus Batalha representa a realização de um sonho coletivo construído por estudantes, servidores, gestores e pela comunidade ao longo de muitos anos. Mais do que um prédio, ela simboliza esperança, oportunidades e a certeza de que a educação transforma vidas”, destaca o diretor-geral do Campus Batalha, Magno Abreu.
A pró-reitora Carolina Duarte explica que “para viabilizar essas sedes definitivas e superar passivos estruturais de expansões anteriores, a PRDI realizou um complexo trabalho de articulação técnica e orçamentária. Além dos recursos federais, a gestão do professor Carlos Guedes firmou um convênio inédito com o Governo do Estado de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), contando com o suporte operacional da PRDI e da PROAD [Pró-Reitoria de Administração], para destravar as obras”.
De olho no futuro, a PRDI planeja um novo ciclo de crescimento, impulsionado pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com três novos campi do Ifal em Alagoas: Girau do Ponciano, Mata Grande e Maceió.
“Portanto, o planejamento da expansão e da modernização do Ifal passa por duas dimensões: consolidar aquilo que já estava em curso e preparar a instituição para um novo ciclo de crescimento. Tudo isso sem perder de vista o compromisso social do Ifal, que é levar educação pública, gratuita e de qualidade a mais estudantes e comunidades em Alagoas”, destaca a titular da PRDI.
7 Anos de Gestão
Esta reportagem faz parte de uma série especial comemorativa aos 7 anos da gestão do reitor Carlos Guedes e das áreas sistêmicas à frente do Instituto Federal de Alagoas. Ao longo da série, apresentaremos as conquistas, avanços e os bastidores das ações que consolidaram o Ifal como uma instituição pública de excelência, inclusiva e socialmente referenciada em Alagoas e no Brasil.
*Sob a supervisão de Alexandre Abreu, jornalista
