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Campus Santana do Ipanema tem 15 projetos classificados em editais Pibic e Pibiti

Voltadas à pesquisa e inovação, propostas serão executadas no biênio 2026-2027
por Alexandre Abreu — publicado: 21/09/2026 13h34, última modificação: 21/09/2026 13h34

Quinze projetos do Campus Santana do Ipanema do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) foram classificados nos quatro editais internos de seleção de propostas de pesquisa e inovação no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), Ensinos Médio (EM) e Superior (ES). Este é o maior número já registrado pela unidade, segundo informações da Coordenação de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação.

“Desde que o módulo de pesquisa mudou para o SIGAA [Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas], esse é comprovadamente o maior número. Antes disso, nunca passou de oito projetos”, reforça o professor Wellton da Silva Fatima, coordenador de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do Campus Santana do Ipanema.

As propostas classificadas contemplam diversas áreas do conhecimento. Sete foram no Edital 05/2026 (Pibic-EM), três no Edital  06/2026 (Pibiti-EM), quatro no Edital 07/2026 (Pibic-ES) e uma no Edital 08/2026 (Pibiti-ES). Elas serão financiadas com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  (CNPq), da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPPI) do Ifal e do próprio campus.

Somados, os quatro editais do Ifal estão disponibilizando, para o biênio 2026-2027, 213 bolsas Pibic e Pibiti, sendo 115 para o ensino médio e 98 para o superior. O objetivo é fomentar a iniciação de estudantes em atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Para se ter uma ideia da importância desses recursos, alunos bolsistas inscritos em projetos contemplados podem receber até R$ 8,4 mil, num período de 12 meses, para a execução dessas propostas.

Trabalho coletivo

Wellton da Silva Fatima afirma que o resultado obtido nos quatro editais internos não está relacionado a nenhum avanço pontual na política de pesquisa que é praticada no campus. Para ele, o número elevado de projetos classificados tem a ver com o trabalho coletivo que é realizado na unidade ao longo dos anos.

“Acredito que um dos fatores seja o engajamento dos servidores, docentes e técnico-administrativos, com a produção do conhecimento no sertão alagoano. O outro é a constância, onde temos professores extremamente qualificados sempre participando de editais e aprovando projetos”, aponta.

O coordenador de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do Campus Santana do Ipanema cita ainda, como elementos importantes que contribuem para o sucesso nesta área, o apoio, há pelo menos uma década, de gestores da unidade que oferecem condições para a participação e realização de eventos, suporte para o desenvolvimento de pesquisas e financiamento de projetos Pibic e Pibiti não contemplados diretamente pelas agências de fomento. 

“Também destacaria a inauguração do Espaço 4.0 e o início do curso de especialização em Educação e Diversidade que, cada um a seu modo, movimentaram a cena acadêmica do campus. Além disso, há também o histórico da unidade em apoiar os servidores para qualificação [licença e afastamento], sobretudo para mestrado e doutorado, o que tem impacto direto no desenvolvimento de competências acadêmicas de docentes e técnico-administrativos e na abertura de horizontes de pesquisa no Campus Santana do Ipanema”, acrescenta.

Outros destaques

Em nível nacional, o campus foi destaque em inovação com o projeto BemVô, uma solução tecnológica e sustentável para idosos de baixa renda que permite a conexão de informações por meio de um relógio inteligente integrado a um ecossistema de monitoramento remoto, utilizando tecnologias de conectividade sem fio para comunicação em tempo real entre o usuário e sua rede de apoio. 

Concebida por um grupo de cinco alunos do curso técnico integrado em Administração, a ideia foi a grande vencedora da etapa Nordeste do Programa Trilha Nacional de Pré-Incubação Brasil Inovador, programa financiado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC) e que prevê apoio a propostas que estimulem o empreendedorismo de base tecnológica e tradicional, contribuindo para a geração de trabalho, renda e desenvolvimento regional.

Na lista de bons resultados, também aparece o grupo LER - Leitura, Educação e suas Ressonâncias, que foi contemplado pela segunda vez em edital da PRPPI que concede apoio a grupos de pesquisas do Ifal, por meio de auxílio financeiro a projetos de pesquisa e inovação. Os integrantes da equipe participarão de uma missão de pesquisa na Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), entre os meses de novembro e dezembro.

E, mais recentemente, outra importante conquista: a estudante da especialização em Educação e Diversidade Josélia Honório Torres recebeu menção honrosa no Congresso Nordestino de Educação, Ciência e Tecnologias Aplicadas (Conecta EDU), com o trabalho intitulado “Baixa Visão: acessibilidade pedagógica no desenvolvimento de materiais didáticos”. Sediado pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), o evento foi realizado entre os dias 8 e 10 de setembro, em Arapiraca (AL).