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Campus Piranhas sedia encontro de Neabis

Em sua 2ª edição, evento que reúne os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do Ifal discute a questão antirracista; programação segue até quinta-feira (18)
publicado: 16/06/2026 17h24, última modificação: 16/06/2026 17h24

Adriana Thiara Oliveira e Thomaz Braga

Cerca de 250 estudantes, professores e técnico-administrativos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) estão reunidos no Campus Piranhas para participar do 2º Encontro dos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Eneabis). “Uma Educação Antirracista para a verdadeira Abolição” é o tema desta edição do evento, que segue até a próxima quinta-feira (18), com uma série de atividades.

Conforme os organizadores, o encontro propõe ampliar diálogos e construir caminhos coletivos em direção a práticas pedagógicas transformadoras, comprometida com a diversidade, e, dessa forma, criar espaços seguros para a aprendizagem e com respeito à pluralidade. 

Edson Brito, graduando em Física no Campus Piranhas, representou os estudantes integrados aos Neabis na mesa de abertura. Ele disse que se sentiu honrado com o convite, por ser um ambiente de valorização da diversidade, do respeito e da inclusão.

Encontro deste ano traz o tema “Uma Educação Antirracista para a verdadeira Abolição”“É uma honra representar os alunos do Neabi. O Núcleo é um espaço de aprendizado, valorização da diversidade e fortalecimento das identidades. Agradeço a oportunidade de participar deste momento tão importante”, destacou. 

O docente Thiago Ruzemberg representou os servidores que atuam nos Neabis. Para ele, os estudantes que estão envolvidos nos Núcleos do Ifal dificilmente evadem. Compressão corroborada pela coordenadora de Ações Inclusivas do Ifal, Karina Dias, que registrou que não só o Neabi, mas também os demais núcleos do Ifal são espaços de protagonismo. 

“Este evento é mais que um encontro acadêmico,  é um aquilombamento institucional, onde a cultura afro-brasileira e indígena tornam-se protagonistas”.

A pró-reitora de Ensino do Ifal, Cledilma Costa, foi enfática ao declarar que “não basta dizer que não é racista. É preciso ser antirracista”. De acordo com a gestora do Ensino, as políticas afirmativas do Ifal o tornam uma instituição cada vez mais plural, inclusiva e diversa.

Além de uma instituição plural, o diretor-geral do Campus Piranhas, Iatanilton Damasceno, registrou que sem as pessoas não é possível realizar o evento e nem executar as políticas afirmativas. 

“Nenhum desenvolvimento faz sentido sem caminhar ao lado da justiça social.  Os Neabis estão no centro da transformação social”.

O reitor do Ifal, Carlos Guedes, encerrou a cerimônia indicando que nem todas as instituições da Rede Federal possuem Núcleos como o Neabi. 

“O Ifal cumpre seu compromisso social e sua missão institucional ao implantar as políticas afirmativas”.

“O Papel dos Neabs e Neabis numa Educação Antirracista” foi o tema da palestra magna, ministrada por Danilo Marques, coordenador geral do Neabi da UfalA palestra magna intitulada “O Papel dos Neabs [Núcleo de Estudos Afro-brasileiros] e Neabis numa Educação Antirracista” reverberou no auditório. Com mediação da pró-reitora Cledilma Costa, o coordenador geral do Neabi da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Danilo Marques, trouxe para discussão a pauta principal do evento. Doutor e mestre em História, Marques, que também já foi professor efetivo do Ifal, possui entre suas áreas de estudos a Resistência Escrava e a Historiografia Alagoana.

A abertura do 2º Eneabis também foi marcada pela celebração da cultura afro-brasileira, por meio do grupo Samba Tebei, da comunidade quilombola do sítio Lages, localizada no Distrito do Piau, em Piranhas. Os participantes dançaram e cantaram sambas e cocos de roda.

As inscrições seguem abertas para os próximos dias de programação, na plataforma Even3. Até quinta-feira (18), data do encerramento do evento, estão previstas sessões temáticas de projetos de ensino, extensão e pesquisa, além de palestras e apresentações culturais.

Clique aqui e confira a programação oficial.

Danças típicas celebraram a cultura afro-brasileira durante o evento em Piranhas