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Ifal Palmeira chega à final da Olimpíada Nacional em História do Brasil

Alunos recebem medalha de cristal pela participação

por Monique de Sá publicado: 23/08/2018 12h15, última modificação: 23/08/2018 12h15

Neste final de semana, 18 e 19 de agosto, os alunos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Palmeira dos Índios, estiveram acompanhados do professor Roberto Idalino, para participar da 10ª edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). As equipes “Lampião e as Marias” e “Tríplice, Entende?” passaram por seis etapas de prova online até chegar a grande final realizada em Campinas-SP, com uma prova dissertativa, em que puderam conquistar medalhas de cristal (honra ao mérito) pelo desempenho.

Este ano, a ONHB teve a participação de 57,5 mil inscritos de todos os estados. A região Nordeste foi a que levou o maior número de medalhas: 59 no total, destas, 25 foram do estado do Ceará, que ficou em primeiro lugar na competição. Para o professor, Roberto Idalino, veterano na Olimpíada, o evento vem a cada ano se aprimorando.

A ONHB tem colocado em pauta várias temáticas para reflexão como a questão de gênero, desigualdades sociais, movimento LGBTs, entre outros. Este ano, por exemplo, na quarta etapa, uma das atividades desenvolvidas pelas equipes foi transcrever um documento histórico do século XIX e isso significou um grande desafio para os grupos”, ressalta o professor.

A fase final foi composta de uma prova dissertativa sobre as desigualdades representativas na composição do atual Congresso Nacional e a importância do voto para a saúde da democracia. O que foi uma surpresa para o aluno João Victor Vaz, da “Lampião e as Marias”.

Ficamos na incumbência de escrever uma redação e filtrar a essência de cinco documentos de lei. Foi marcante no sentido de que, quando estamos diante de temas como leis, direitos e cidadania, somos levados a quebrar preconceitos enraizados e adotar, mediante o olhar histórico, novas posturas”, relata o garoto de 18 anos do curso de Informática.

Já para Vanessa Oliveira, também do curso de Informática, da equipe “Tríplice, Entende”, a fase mais trabalhosa e também a mais difícil foi a quinta etapa, na qual os alunos teriam que fazer um discurso sobre a reforma da previdência. “Seria a simulação de um discurso a ser lido no Congresso Nacional. O tema abordado deve ser de conhecimento de todo o povo brasileiro, mas, infelizmente, não é um assunto acessível para todos, por isso tivemos que nos aprofundar ainda mais sobre isso”, diz.

Experiência única

João faz parte da equipe “Lampião e as Marias”, formada, também, pelos alunos Beatriz Ferreira e Sérgio Victor Barros. Pela primeira vez na ONHB, o estudante ressalta que esta é uma grande oportunidade de aprendizado para o aluno.

“Acredito que para qualquer estudante que ame a História, é um grande diferencial em sua formação participar de um evento de tal magnitude. Não fui a Campinas com expectativas, talvez por isso mesmo eu tenha absorvido com encantamento cada detalhe da viagem. Novas pessoas, mentalidades diversas, realidades diferentes e o próprio evento, tudo isso contribuiu para a construção de uma experiência marcante”, conta João.

Segundo Vanessa, o evento superou suas expectativas e de suas colegas da “Tríplice, Entende?” (Fabíola Porto e Anielly Oliveira). “Foi algo incrível! Desde o início ela fez com que eu me interessasse mais pela história do Brasil. Sempre exigindo bastante engajamento da equipe para avaliar cada fase, mas não se tornava cansativo, pois era divertido responder as questões, já que abordavam temas interessantes e ao mesmo tempo curiosos. A ONHB me fez ter visões de mundo mais amplas, fez com que eu me tornasse mais crítica e ter a mente mais aberta”, conclui.

O evento consolida-se como uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História. O projeto tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTic), do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp.