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Equipe do Ifal Palmeira é medalhista em Olimpíada Brasileira de Robótica

Alunos do curso de Eletrotécnica participaram de etapa estadual da OBR

por Jhonathan Pino publicado: 29/08/2022 12h08, última modificação: 29/08/2022 12h55

Uma equipe do Campus Palmeira dos Índios conquistou na última sexta-feira (26) uma medalha de bronze na Etapa Estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2022. Ramon Alves, Nicolas Rafael da Silva, Rickson Jacó Cardoso e Luana Vanessa de Moura, todos do curso técnico integrado em Eletrotécnica, alcançaram o resultado após três rodadas da competição, realizada no Centro Universitário Cesmac.

O evento contou com a participação de equipes de instituições particulares e públicas do estado de Alagoas. Ele é realizado anualmente, com o objetivo de estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro.

Na competição, os estudantes são desafiados a solucionar desafios práticos. Neste ano, por exemplo, eles tiveram que pensar em uma forma de resgatar vítimas sem a interferência humana.Participantes tiveram que pensar em pensar em uma forma de resgatar vítimas sem interferência humana.jpeg

Os alunos do Campus Palmeira foram orientados pelo professor José Torres, que os preparou ao longo do primeiro semestre deste ano, por meio de aulas e pesquisas sobre programação, mecânica e eletrônica, realizadas no Laboratório de Robótica da unidade. Mas isso não quer dizer que o percurso foi fácil para eles. Nicolas comentou que como a formação do Ifal não é voltada para a área de competição, há falta de referências anteriores para a resolução dos problemas apresentados, por isso “a experiência foi incrível e ao mesmo tempo assustadora”.

“O início do projeto foi bem pouco entusiasmado, já que era a primeira vez que iríamos competir em uma olimpíada brasileira de robótica. Houve muitas dificuldades com relação à programação do robô, pois os participantes não podem ser auxiliados por professores, e suas criações devem ser originais. Em contrapartida, o evento foi muito receptivo com a chegada não só da nossa equipe estreante, mas com diversas equipes que não faziam parte daquele meio, ou mesmo eram de localidades distantes”, comentou Nicolas.Evento aconteceu no Cnetro Universitário Cesmac e contou com estudantes de instituiçõespúblicas e particulares.jpeg

O estudante completa que a participação da equipe foi marcada por altos e baixos. “Momentos de tensão quando o nosso robô perdeu a roda, na metade do percurso; momentos de emoção, quando vimos que, mesmo o nosso [robô] fazendo metade do circuito, ele ainda poderia estar no pódio da competição. O mais gratificante é que com o que nós tínhamos, fizemos o suficiente, isso irá abrir mais portas para as novas equipes que virão, já que somos concluintes do terceiro ano”, planeja Nicolas.

Para o orientador da equipe, esse tipo de competição ajuda na retenção dos alunos e diminui a evasão escolar, além de os direcionar para uma carreira acadêmica bem-sucedida. “Em boa parte dos casos, os alunos tendem a continuar seus estudos sobre o tema em cursos de nível superior, na área de exatas, como é o caso de Ramon e Nicolas, que pretendem seguir carreira acadêmica no curso de Engenharia Elétrica”, pontua José Torres.

"Eu já pensava em seguir no curso engenharia, para mim a engenharia elétrica era uma área que me chamava muita atenção e despertava um grande interesse em mim. Ter essa nova experiência de participar da OBR de ter contato com alunos do curso, ver seus projetos e saber de suas experiências, me trouxe a certeza de seguir no curso", comentou Ramon.