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Nurpe celebra dez anos transformando trajetórias e abrindo oportunidades
O Núcleo Prático de Relações Públicas e Eventos (Nurpe), do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) Campus Maceió, promove nesta terça-feira (20) um evento em comemoração ao seu aniversário de dez anos, completados em 18 de abril deste ano. Laboratório de práticas de ensino e extensão, o Núcleo surgiu para integrar a formação acadêmica à experiência profissional em eventos, aproximar estudantes do mundo do trabalho e contribuir para a permanência e o êxito na graduação.
A celebração acontece às 19 horas, no auditório Jorge Batista 2, com participação gratuita e aberta à comunidade acadêmica. A programação reúne docentes pesquisadores, bolsistas e voluntários, que compartilham relatos sobre como o projeto impulsionou suas carreiras. O encontro também presta homenagens a pessoas com contribuição marcante para a existência e a consolidação do Nurpe.

A trajetória do Núcleo também ganha espaço na programação de experiências exitosas da Reditec 2026, em novembro, em Montes Claros (MG). O artigo “Nurpe Ifal: 10 anos de integração entre ensino e extensão para a permanência estudantil e acesso ao mundo do trabalho em Alagoas” será apresentado no encontro, com resultados que evidenciam a contribuição do projeto para a formação dos estudantes e a inserção profissional.
Uma década de integração entre ensino e extensão
Instituído pela Portaria nº 77/2016 da Direção-Geral do Campus Maceió, o Nurpe teve como primeira atividade oficial um seminário sobre eventos, realizado em 18 de abril de 2016. A iniciativa nasceu da atuação de docentes das áreas de Gestão de Eventos, Comunicação e Relações Públicas dos cursos superiores de Hotelaria e Gestão de Turismo.
Coordenado pelas professoras Valéria Montes e Adriana Thiara, o Núcleo conta com financiamento de editais das pró-reitorias de Ensino e de Extensão. Hoje, reúne 180 estudantes dos dois cursos e proporciona experiências em planejamento, organização, execução e avaliação de eventos acadêmicos, corporativos, culturais e comunitários.
“O Nurpe completa uma década como um laboratório vivo dentro do Ifal. Mais que um projeto de extensão, ele é uma ferramenta de permanência e de formação”, afirma Valéria Montes. Segundo a coordenadora, a participação permite que os estudantes apliquem os conhecimentos da sala de aula e desenvolvam competências necessárias à atuação profissional.
Para o Ifal, o Núcleo fortalece a articulação entre ensino e extensão e amplia a presença institucional na sociedade. Ao atender demandas internas e externas, aproxima a formação oferecida pelo campus das necessidades do setor de turismo, eventos e hospitalidade, além de construir parcerias que geram oportunidades para os estudantes.
Entre os marcos da trajetória esteve a participação no Congresso Norte-Nordeste de Pesquisa e Inovação, em 2017, primeiro evento institucional atendido pelo Nurpe a convite. A atuação também alcançou a Bienal e o Salão do Imóvel, levando os participantes a vivenciar diferentes estruturas de produção e atendimento ao público.
“Temos colecionado muitas histórias incríveis”, destaca Adriana Thiara. A professora ressalta que as experiências ultrapassaram os espaços do Ifal e abriram oportunidades de inserção profissional, com equipes dimensionadas conforme as demandas de cada evento.
Experiência prática e acesso ao trabalho
Com atendimento médio de dez eventos por ano, o Nurpe contribuiu, ao longo de sua trajetória, para a inserção de cerca de 20 bolsistas e voluntários no mundo do trabalho. Algumas vagas foram criadas a partir do desempenho dos próprios participantes. As atividades também proporcionaram estágios, trabalhos temporários e experiências de empreendedorismo.
A parceria com a S&T Promo Solutions acompanha praticamente toda a história do Núcleo. Segundo a promotora de eventos Mariana Tenório, os estudantes atuaram em credenciamento, pré-produção e apoio durante os eventos, além de ocuparem vagas de estágio na empresa, especializada em soluções promocionais e experiências que conectam marcas e públicos.

“Para nós essa parceria com o Nurpe é super importante”, afirma Mariana. Ela destaca a contribuição dessa aproximação para a formação de novos profissionais, que encontram nos eventos a oportunidade de conhecer as exigências e a dinâmica do setor.
A trajetória de Grace Kelly Gonzalez, primeira bolsista do Núcleo, exemplifica esses resultados. Formada em Gestão de Turismo em 2019, ela encontrou no projeto uma motivação para a graduação e passou a reconhecer possibilidades profissionais que antes desconhecia. “O Nurpe fez com que eu me apaixonasse pelos eventos e, através deles, pelo Turismo”, relata.
A participação abriu caminho para um estágio em uma empresa de eventos, com a qual mantém vínculo profissional há dez anos. Os contatos construídos no Nurpe também a levaram à hotelaria, onde ingressou como auxiliar de recepção e chegou à gerência operacional.
“O Núcleo me ajudou a acreditar mais em mim, a reconhecer meu potencial e a entender que eu era capaz de conquistar muito mais do que imaginava”, afirma Grace, ao relacionar a formação profissional ao desenvolvimento da autoconfiança.
Compromisso social e experiência compartilhada
A atuação do Nurpe também beneficia a comunidade externa, com apoio a eventos beneficentes e atendimento a demandas de micro e pequenas empresas, associações comunitárias, cooperativas de artesãos e órgãos públicos. Essas ações ampliam o alcance social do Ifal e permitem que os estudantes contribuam com iniciativas do território durante a formação.
As relações construídas no Núcleo também estimularam redes de apoio e incentivo ao ensino superior público. Foi o caso de Lavynnia Eduarda Vieira dos Santos, bolsista e egressa de Hotelaria, que orientou e incentivou Larissa Ketiny da Silva, anteriormente aprendiz, a ingressar no curso neste ano.
Essas experiências integram o artigo que será apresentado na Reditec 2026. Com base em relatórios institucionais, acompanhamento de atividades e relatos de participantes, o trabalho analisa as contribuições do Nurpe para a formação integral, a permanência estudantil e o acesso ao trabalho. Também evidencia como as ações de extensão geram vínculos de pertencimento e multiplicam oportunidades para além do campus.