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Ifal Maceió realiza encerramento de cursos voltados à educação e às práticas inclusivas
O Ifal Maceió realizou no Auditório Oscar Sátyro o evento de encerramento do Curso de Aperfeiçoamento para Profissionais no Atendimento Especializado aos Estudantes com Deficiência Visual e Física (CAPAEZ/CEPAEI) e do Curso de Formação Continuada para Gestores Escolares em Ensino Inclusivo de Ciências e Matemática (FCGEICM). As ações integram o Programa RENAFOR/SECADI/MEC e contaram com o apoio do Núcleo Interinstitucional de Políticas de Inclusão (NIPI).
O Projeto CAPAEZ tem sua origem em uma experiência pedagógica desenvolvida na disciplina de Turismo Inclusivo e Hospitalidade Inclusiva, fundamentada em metodologias ativas. A proposta envolveu, inicialmente, atividades teóricas e simulações de guiamento entre os próprios estudantes. Em seguida, os discentes avançaram para a prática profissional real, conduzindo pessoas com deficiência visual da Escola Cyro Accioly em passeios turísticos, promovendo vivências concretas de acessibilidade, inclusão e autonomia.
O método pedagógico, criado e posteriormente aperfeiçoado em nível de mestrado, foi estruturado em três etapas complementares: o MAGI (Método Ativo Geral Inclusivo), voltado à base teórica; o MAES (Método Ativo Experimental Simulado), com aulas práticas de mobilidade urbana envolvendo pessoas com deficiência visual; e o MAPPER (Método Ativo de Prática Profissional Real), que consistiu na realização de passeios turísticos inclusivos. Ao longo do semestre, os estudantes desenvolveram competências técnicas, humanas e profissionais a partir da aplicação integrada dessas etapas.
Segundo a professora Valéria Goia, coordenadora geral do projeto, o CAPAEZ nasceu diretamente dessa metodologia e possibilitou a capacitação de educadores da educação básica da rede pública para o atendimento qualificado, ético e respeitoso de estudantes com deficiência visual e física. Para o Ifal, o projeto representa um importante avanço institucional, ao contribuir para a formação de futuros profissionais das áreas de turismo e hotelaria com um diferencial alinhado às práticas inclusivas, além de ampliar o diálogo com a comunidade e fortalecer a visibilidade social da instituição.
O evento de encerramento contou com duas palestras que reforçaram o compromisso do Ifal com a inclusão e a acessibilidade. A primeira, intitulada “Inclusão e Acessibilidade em busca da Equidade e Justiça Social”, foi ministrada pelo professor Edmilson Sá, que abordou a inclusão como princípio fundamental para a promoção de uma educação mais justa e equitativa. A segunda palestra, “O processo de acessibilidade e inclusão no Ifal/Campus Maceió: o NAPNE”, foi proferida pelo professor Charridy Max, que destacou as ações e a importância do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) no fortalecimento das políticas institucionais de inclusão.
A iniciativa reafirma o compromisso do Ifal com a educação inclusiva, a responsabilidade social e a formação de profissionais preparados para atuar de forma ética, sensível e transformadora na sociedade.