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Campus Coruripe realiza evento em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas

Coletivo Audiovisual Wakonã realizou uma roda de conversa com a comunidade acadêmica
publicado: 05/10/2026 16h08, última modificação: 05/10/2026 16h08

Por Samuel Pontes, estagiário de Jornalismo*

Na última quinta-feira (1), o Campus Coruripe do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) realizou um evento em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas. O encontro contou com a participação do coletivo audiovisual Wakonã, formado por jovens indígenas Xucuru-Kariri, juntamente com sua líder e professora, Jaracinã Selestino.

Estudantes e servidores do Ifal Campus Coruripe em um momento de troca de saberes e valorização da cultura indígenaO evento ocorreu nos períodos da manhã e da tarde. Estiveram presentes os estudantes, as professoras Maria Oliveira, Cinthia Régia e Maria Aparecida, o professor Thiago Rogério, o técnico administrativo Josimar Barbosa e os integrantes do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), incluindo o coordenador, Marcos Gallardo.

Marcos conta que a ocasião permitiu aos estudantes conhecerem um pouco sobre o cotidiano e as tradições dos indígenas Xucuru-Kariri. Ele também relatou que, durante o encontro, foi apresentado um documentário e realizada uma roda de conversa que serviu para desmistificar a visão colonial sobre os povos originários. 

Professora e liderança indígena Jaracinã Selestino durante o diálogo com a comunidade acadêmicaNa ocasião, demonstrou-se aos estudantes que a comunidade incorpora as tecnologias no seu dia a dia sem deixar de lado suas tradições, sua coletividade e seus saberes ancestrais.

Para a professora Jaracinã, a roda de conversa serviu para dialogar com os alunos sobre a comunidade indígena, memória, identidade, território e ancestralidade, além de abordar a responsabilidade de produzir imagens e narrativas sobre os povos originários, respeitando saberes, tradições e aquilo que é sagrado para toda a comunidade.

Estudantes e servidores participam de roda de conversa conduzida pelo Coletivo Audiovisual Wakonã‘’Queremos estar nas telas, mas sem deixar o território; queremos produzir imagens, mas sem perder nossa essência; queremos contar nossas histórias, mas sendo nós mesmos a contá-las’’, afirmou a docente.

*Sob a supervisão da jornalista Elaine Rodrigues.