Você está aqui: Página Inicial > Campus > Batalha > Notícias > Campus Batalha ofertará 30 vagas para graduação em Agroindústria no vestibular de 2026
conteúdo

Notícias

Campus Batalha ofertará 30 vagas para graduação em Agroindústria no vestibular de 2026

Curso começou a funcionar no início deste ano e é voltado à formação qualificada de profissionais para atender às demandas da região da Bacia Leiteira de Alagoas
por Alexandre Abreu publicado: 28/07/2026 17h16, última modificação: 28/07/2026 17h16

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Campus Batalha, confirmou a oferta de 30 vagas para o curso superior de Tecnologia em Agroindústria para o próximo vestibular da instituição, previsto para ocorrer no final deste ano. Os aprovados farão parte da segunda turma ingressante nesta graduação, a primeira e, até o momento, a única ofertada pela unidade de ensino.

O curso entrou em funcionamento no início deste ano. A oferta foi definida após a realização de audiências públicas para ouvir a comunidade e os setores produtivos de Batalha e região, justamente para identificar quais eram as necessidades mais urgentes. Desta forma, a graduação em Agroindústria foi pensada e estruturada para preparar e formar profissionais qualificados para o mundo do trabalho, sobretudo para atender à demanda crescente na área de tecnologia agroindustrial, um setor forte e pujante na região conhecida como Bacia Leiteira de Alagoas.

“Embora a região da Bacia Leiteira tenha grande destaque na produção de laticínios, o mercado de trabalho também engloba agroindústrias de carnes, frutas, hortaliças, pescados e diversos outros segmentos presentes em Alagoas e em toda a região Nordeste. O curso foi pensado justamente para formar profissionais capazes de atuar em diferentes cadeias produtivas da indústria de alimentos”, destaca a professora Luana Cypriano de Souza, coordenadora do curso superior de Tecnologia em Agroindústria do Campus Batalha.

De acordo com o seu projeto pedagógico, além da versatilidade no processo de formação dos estudantes, o curso superior de Tecnologia em Agroindústria vai ao encontro da realidade econômica e produtiva da região, uma vez que atende às demandas e à diversidade da produção do setor agropecuário no estado de Alagoas, podendo contribuir também para agregar valor às diferentes matérias-primas, melhorando os índices econômicos e sociais nas diferentes regiões e municípios, sem falar na ampliação dos postos de trabalho formais, o que acaba elevando o nível de vida da população.

Em dois anos e meio de curso, os estudantes desta graduação têm uma formação voltada para a prática e a resolução de problemas reais da indústria.

"O curso foi pensado justamente para formar profissionais capazes de atuar em diferentes cadeias produtivas da indústria de alimentos”, destaca a professora Luana Cypriano de Souza, coordenadora do curso superior de Tecnologia em Agroindústria do Campus Batalha“Desde os primeiros períodos, os estudantes têm contato direto com atividades práticas, projetos de extensão e situações semelhantes às que encontrarão no ambiente profissional, desenvolvendo criatividade, capacidade técnica e visão de mercado. Em apenas dois anos e meio, o estudante conclui uma graduação, podendo ingressar rapidamente no mercado de trabalho. Além disso, o diploma também permite a continuidade da formação em especializações, mestrados, doutorados e, até mesmo, seguir carreira acadêmica”, detalha a coordenadora.

No curso, os estudantes são incentivados a participar de eventos acadêmicos e técnicos. Esse tipo de vivência, explica a docente, aproxima, desde cedo, os alunos do setor produtivo, proporcionando, assim, uma formação mais completa.

“Somente no primeiro semestre da graduação, os alunos participaram de dois importantes eventos: um em Arapiraca, voltado ao empreendedorismo, e outro em Nossa Senhora da Glória (SE), dedicado exclusivamente ao setor de lácteos. Nesses encontros, tiveram a oportunidade de assistir a palestras, conhecer novas tecnologias, estabelecer contato com representantes comerciais e ampliar sua rede de relacionamentos profissionais. Isso, sem dúvida, enriquece o aprendizado, aproximando os futuros tecnólogos da realidade do mundo do trabalho desde o início do curso”, observa.

Com a graduação em plena atividade, juntamente com os cursos técnicos integrados ao ensino médio em Agroindústria, Agropecuária e Biotecnologia, implantados anteriormente, o Campus Batalha consegue atender, pelo menos, 20 municípios de Alagoas, atingindo uma população de mais de 500 mil pessoas em um raio de até 70 quilômetros, conforme informações apresentadas no projeto pedagógico do curso superior de Tecnologia em Agroindústria, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Empregabilidade

A carência por profissionais qualificados na área tem gerado oportunidades de emprego até mesmo para quem acabou de ingressar no curso superior de Tecnologia em Agroindústria do Campus Batalha, como a jovem Nauany Melo Clemente. Ela faz parte da primeira turma de estudantes da graduação e, aos 20 anos, conseguiu a tão sonhada vaga em um laticínio do município.

“Este é o meu primeiro emprego. Nunca havia trabalhado em outra empresa do ramo antes. Mesmo eu estando no início, o curso já está contribuindo para minha formação e me ajudando a desenvolver conhecimentos que aplico no trabalho”, comemora.

Nauany foi aprovada no primeiro vestibular realizado pelo Ifal para o curso superior de Tecnologia em Agroindústria do Campus Batalha. Ela conta que escolheu esta graduação por conta do interesse que sempre teve na área de alimentos.

" O curso já está contribuindo para minha formação e me ajudando a desenvolver conhecimentos que aplico no trabalho”, comemora a estudante Nauany Melo Clemente.“Queria adquirir conhecimentos que me preparasse para o mercado de trabalho e para crescer profissionalmente”.

A estudante diz que está adorando a parte prática do curso e a oportunidade de aprender sobre os processos de produção, controle de qualidade e análise de alimentos. Prestes a completar três meses em seu primeiro emprego, Nauany se diz muito feliz com o momento profissional e faz planos para o futuro.

“Quero concluir a graduação, continuar me especializando e adquirir mais experiência profissional na área de agroindústria, contribuindo cada vez mais para o meu desenvolvimento”.

Conforme a professora e coordenadora Luana Cypriano de Souza, o Campus Batalha tem observado que parte dos estudantes que ingressaram recentemente no curso já está sendo inserida no mercado de trabalho, em empresas de Batalha e da região, ainda no primeiro semestre da graduação. Esse comportamento em relação à empregabilidade, aponta, tem mostrado a relevância do curso, sua conexão com o setor produtivo e o impacto que tem gerado no desenvolvimento regional.

“Um dos fatores decisivos foi a integração entre ensino e extensão desde o primeiro semestre. Os estudantes participam de projetos diretamente ligados às demandas das agroindústrias, o que permite desenvolver competências técnicas e profissionais ainda durante a graduação. Além disso, a atuação nesses projetos possibilitou que a coordenação do curso acompanhasse de perto o desempenho dos alunos e identificasse talentos que, posteriormente, foram indicados para oportunidades no setor produtivo. Essa aproximação entre o Ifal e as empresas da região facilita a inserção dos estudantes no mercado de trabalho”, avalia.

Quem também já está atuando pra valer no segmento é a estudante Kamile do Nascimento Melo, colega de curso de Nauany. Kamile já havia feito o técnico integrado em Agroindústria no Campus Batalha e, assim que se formou, não pensou duas vezes: optou pela graduação na área.

“Foi uma escolha muito natural. Era um sonho, uma meta que eu tinha porque o curso técnico [em Agroindústria] fez com que eu me apaixonasse por esta área”, afirma.

Natural de Batalha e morando atualmente no Povoado Juazeirinho, Kamile tem 24 anos e trabalha no laticínio da própria família desde 2022. A agroindústria vem passando de geração para geração há mais de um século e hoje atua na produção de queijo coalho, queijo manteiga e manteiga.

A aluna Kamile do Nascimento Melo utiliza os conhecimentos obtidos no curso para alavancar a agroindústria da família“A graduação está contribuindo muito para as minhas atividades. No curso, estou tendo a oportunidade de conhecer novos equipamentos e métodos voltados à produção e, também, às análises, que me ajudam bastante no laboratório da empresa. Sempre procuro trazer inovações, desde equipamentos a reagentes, para fazer a análise do leite”, conta Kamile, que, na agroindústria da família, é responsável pela recepção da matéria-prima e pelo processo de controle de qualidade até a entrega do produto final.

“Valorizo cada oportunidade de aprendizado no curso e busco trazer este conhecimento para o meu local de trabalho, alinhando teoria e prática. Meu objetivo é trazer cada vez mais inovações e tecnologias para agregar e trazer desenvolvimento não só para a agroindústria em que trabalho, mas também para outras empresas do ramo alimentício, por meio de consultorias”, conclui.

O tecnólogo formado no curso superior de Tecnologia em Agroindústria pode atuar ainda em laboratórios de análises físico-químicas e microbiológicas, empresas de consultoria, órgãos de inspeção sanitária, instituições de pesquisa, universidades, cooperativas, indústrias de insumos, empresas de certificação da qualidade e também prestar concursos públicos para cargos compatíveis com sua formação, como técnico ou analista de laboratório, fiscal agropecuário, profissionais da área de vigilância sanitária e outros cargos ligados ao controle de qualidade e à tecnologia de alimentos. 

Forma de ingresso

Gratuito e com duração de dois anos e meio, o curso de Tecnologia em Agroindústria é presencial, noturno e possui carga horária de 2.583,33 horas. Para ingressar, é necessário ser aprovado no vestibular promovido pelo Ifal. 

A seleção é realizada por meio de uma prova de redação, onde o candidato deverá dissertar sobre um determinado tema. Serão avaliados: domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreensão da proposta de redação dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo; seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos (ponto de vista); e conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação (articulação).

Para cada edição do vestibular, que é anual, são ofertadas 30 vagas, sendo 70% delas destinadas ao sistema de cotas. O candidato aprovado deverá comprovar a conclusão do ensino médio ou equivalente até a data da matrícula. 

Tanto as inscrições quanto o próprio vestibular são totalmente gratuitos. A expectativa é que o próximo edital seja publicado ainda no final deste ano, com o começo das aulas da nova turma previsto para o início de 2027. 

>> Clique aqui para saber mais sobre o curso superior de Tecnologia em Agroindústria