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Aula inaugural marca início das atividades do curso superior em Agroindústria no Ifal Batalha
Por Alexandre Abreu
O Campus Batalha do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) promoveu, na última segunda-feira (2), a aula inaugural do curso superior de Tecnologia em Agroindústria, a primeira graduação ofertada pela unidade de ensino nesses 11 anos de história e relevantes serviços prestados à educação.
Conforme os organizadores, o evento reuniu estudantes da primeira turma do novo curso, gestores do Ifal, representantes do setor produtivo e egressos que hoje atuam profissionalmente na área, consolidando o momento como um marco histórico para o Campus Batalha e a região.
Para a pró-reitora de Ensino, professora Cledilma Costa, trata-se de um momento simbólico e estratégico para o Ifal.
“O curso superior de Tecnologia em Agroindústria dialoga diretamente com as potencialidades produtivas do território, fortalecendo a verticalização do ensino, a qualificação profissional e o desenvolvimento regional sustentável. A Proen [Pró-reitoria de Ensino] reafirma o compromisso do Ifal com uma formação pública, gratuita, inclusiva, afirmativa e de qualidade socialmente referenciada, que integra ciência, tecnologia e inovação, formando profissionais capazes de contribuir de forma ética e transformadora para o setor agroindustrial alagoano e para a sociedade como um todo”, disse a gestora.
Magno Luiz de Abreu, diretor-geral do Campus Batalha, ressaltou que o recém-criado curso surge como resposta direta às necessidades da cadeia produtiva local e tem como missão formar profissionais qualificados, estimular a permanência do jovem no campo e fortalecer as agroindústrias, das pequenas às grandes.
“Ao fomentar inovação, trabalho e renda, o curso superior de Tecnologia em Agroindústria se consolida como vetor estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região. Essa conquista é resultado de um esforço coletivo, construído em parceria com a Reitoria, liderada pelo Magnífico reitor Carlos Guedes, alicerçado em planejamento, diálogo e na inquietação positiva de servidores comprometidos com uma educação pública de qualidade e conectada com a realidade do território”, afirmou.
A aula inaugural no Campus Batalha também contou com a presença da pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Eunice Pereira, do pró-reitor de Extensão, Gilberto Gouveia Neto, além de integrantes de diretorias ligadas à Reitoria do Ifal e representantes de outros campi da instituição.
Palestras
A programação da aula inaugural foi composta por duas palestras centrais, que dialogaram diretamente com a formação profissional e as perspectivas de atuação dos futuros tecnólogos em Agroindústria. 
A primeira palestra, intitulada “Agroindústria em foco: formação tecnológica, oportunidades e futuro profissional”, foi ministrada pela professora Luana Cypriano, coordenadora do curso. Em sua fala, a docente destacou o papel da formação tecnológica integrada às demandas do setor produtivo, evidenciando as múltiplas oportunidades de atuação profissional e a relevância estratégica da agroindústria no cenário econômico local e nacional.
Na sequência, os estudantes acompanharam a palestra do pró-reitor de Extensão, Gilberto Gouveia Neto, que abordou o tema “Do Campo à Indústria: o Brasil que produz, processa e alimenta”. A exposição foi centrada na apresentação de números expressivos da produção agroindustrial brasileira, destacando dados econômicos, volumes de exportação e a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ao evidenciar a dimensão e a força da agroindústria para a economia do país, a palestra reforçou o papel estratégico do setor na geração de emprego, renda e no abastecimento de mercados internos e internacionais.
As palestras, conforme os organizadores, tiveram caráter motivador e inspirador, contribuindo para que os alunos ingressantes reafirmassem a escolha por uma área reconhecidamente promissora, com ampla inserção no mercado de trabalho e forte impacto no desenvolvimento regional.
Aliando teoria e prática
O grande diferencial do curso superior de Tecnologia em Agroindústria é estar, de fato, alinhado à realidade produtiva local e regional, apontou a coordenadora Luana Cypriano de Souza. A docente destacou que o perfil tecnológico desta graduação é muito bem definido, e não há dissociação entre teoria e prática.
“Não formamos apenas alguém que conhece conceitos, mas um profissional que sabe aplicar o conhecimento na prática. O aluno entende por que faz, como faz e para que faz”, observou.
A coordenadora lembrou, também, que o curso surgiu a partir de uma necessidade concreta da região, que tem forte vocação agropecuária e é rica em produção de leite e derivados, além de contar com uma agricultura familiar pujante e pequenas e médias agroindústrias.
Conforme Luana, mesmo funcionando em um campus provisório, o curso conta com laboratórios bem equipados, que permitem unir teoria e prática de forma efetiva, e um corpo docente altamente qualificado.
“Temos parcerias importantes com agroindústrias da região, o que possibilita visitas técnicas e outras atividades em ambientes reais de produção, facilitadas pelo fato de o campus ter ônibus próprio. E, sem dúvida, nosso maior ponto forte são os professores, altamente qualificados, com mestrado e doutorado em suas áreas e muito comprometidos com a formação tecnológica dos nossos estudantes”, reforçou.
Com uma carga horária de quase 2.600 horas, o curso superior de Tecnologia em Agroindústria é noturno, presencial e tem duração de dois anos. Essa que é a primeira graduação do Campus Batalha tem como objetivo formar profissionais capazes de atuar em todas as etapas do processamento de produtos de origem animal e vegetal, unindo conhecimentos científicos, tecnológicos e gerenciais à prática profissional. 
Trata-se de um curso de graduação tecnológica, com formação voltada para as demandas reais do setor agroindustrial, preparando o tecnólogo para atuar com eficiência, segurança e inovação nos processos produtivos.
Ao longo da graduação, o estudante desenvolve competências para acompanhar, controlar, otimizar e inovar processos de beneficiamento, transformação, conservação, embalagem e distribuição de alimentos. O curso integra disciplinas teóricas e práticas, realizadas em laboratórios especializados e ambientes produtivos que simulam situações reais de trabalho.