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Egressa do ProfEPT/Ifal destaca contribuição do mestrado para sua trajetória como docente
Adriana Cirqueira integrou a primeira turma do programa no Ifal e atualmente é professora de Artes no Instituto Federal do Pará
Adriana Cerqueira, da primeira turma em 2018, agora docente do IFPA
Oito anos após a implantação do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) no Instituto Federal de Alagoas (Ifal), os resultados da formação de seus egressos e egressas também podem ser percebidos em diferentes trajetórias profissionais. Um desses exemplos é o da jornalista e professora Adriana Cirqueira Freire, integrante da primeira turma do ProfEPT/Ifal, em 2018, e atualmente docente de Artes no Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Paragominas.
Lotada por 11 anos no Ifal Campus Satuba, Adriana ingressou na carreira docente após ser aprovada em concurso público para o IFPA. Para ela, a formação proporcionada pelo mestrado teve papel importante na mudança de sua perspectiva sobre educação e na preparação para os novos desafios profissionais. “O mestrado transformou profundamente a minha visão sobre educação, tanto a educação em geral quanto, especialmente, a educação profissional e tecnológica. Tive a oportunidade de conviver com professores competentes e acessíveis e colegas comprometidos. Todos aprendendo juntos, e assim nos foi apresentado um mundo novo, com múltiplas possibilidades”, afirmou.
Formada em Jornalismo, Relações Públicas, Letras e Artes Visuais, a servidora decidiu investir na carreira docente depois de concluir o ProfEPT. A escolha pela área de Artes, segundo ela, buscou aproximar sua formação acadêmica e profissional da comunicação e dos conhecimentos construídos durante o mestrado. “Eu decidi que queria tentar ser professora, mas não queria seguir pela área de Letras. Queria um componente que pudesse dialogar com a comunicação e com os conhecimentos do ProfEPT. Escolhi Artes com o objetivo de demonstrar o desenvolvimento humano ao longo dos séculos pelas diferentes linguagens artísticas, ao mesmo tempo em que contribuo para a formação cidadã dos estudantes”, explicou.
Antes da aprovação no concurso do IFPA, Adriana também havia sido nomeada em concursos das prefeituras de Matriz de Camaragibe e Arapiraca, em Alagoas. Foi aprovada ainda em concursos para a carreira docente dos institutos federais de Pernambuco, Ceará e Alagoas. No IFPA, obteve a melhor colocação entre os certames disputados.
Formação contribuiu para preparação para concursos
Segundo Adriana, os conhecimentos e as experiências adquiridos no ProfEPT contribuíram para fortalecer sua rotina de estudos e ampliar sua compreensão sobre diferentes metodologias e abordagens educacionais. “O mestrado profissional me ajudou a organizar os conteúdos e as diferentes metodologias e abordagens de uma forma que desse mais sentido para mim. Também me inspirou na elaboração de aulas mais interdisciplinares e integradas aos projetos pedagógicos dos cursos”, destacou.
A docente também relaciona a formação no programa ao desempenho obtido em concurso para professor do Ifal.
Segundo ela, os conhecimentos construídos durante o mestrado foram especialmente importantes na etapa discursiva e na prova de desempenho didático. “Na questão dissertativa, pude utilizar conteúdos relacionados à educação profissional e tecnológica, como interdisciplinaridade, omnilateralidade, ensino politécnico e trabalho como princípio educativo, articulados ao tema sorteado. Na etapa de desempenho didático, também consegui alinhar os conhecimentos de Língua Portuguesa que eu tinha com o que havia aprendido sobre EPT e pedagogia histórico-crítica. Por isso, reafirmo a importância do mestrado em minhas conquistas profissionais”, afirmou.
Produto educacional
Para Adriana, uma das características que diferenciam o ProfEPT é a articulação entre pesquisa acadêmica e produção voltada para a prática educacional. O programa prevê, como parte da formação, a elaboração de um produto educacional, além da dissertação e da produção acadêmica. “É um programa diferenciado porque a conclusão não se resume à dissertação. É preciso apresentar artigos, produto educacional e dissertação. Isso proporciona uma formação muito rica”, avaliou.
Durante o ProfEPT/Ifal, Adriana desenvolveu o produto educacional “Etnias Indígenas Alagoanas”, resultado de sua pesquisa sobre a temática indígena. O trabalho foi selecionado para representar a Região Nordeste na Mostra de Produtos Educacionais do VI Seminário Nacional do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), realizado em 2021.
Os desdobramentos da pesquisa também levaram Adriana a participar de eventos, palestras, webinários, mesas-redondas e rodas de conversa dentro e fora do Ifal. No Campus Satuba, atuou ainda na coordenação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) e integrou comissões de heteroidentificação do Ifal e do Campus Satuba.
Trajetória que continua ligada ao ProfEPT
Mesmo após a conclusão do mestrado, Adriana manteve sua relação com o ProfEPT. A experiência vivenciada no programa esteve presente em sua trajetória profissional e acadêmica e também se tornou objeto de sua pesquisa de doutorado em Ciências da Educação. A tese, dedicada ao estudo do ProfEPT/Ifal, recebeu conceito “A Felicitado” pela banca examinadora da defesa ('O Elogio da Banca', uma distinção de tradição hispânica).
“Vivi o início e a consolidação do ProfEPT, seus erros e acertos, sua potência, a paixão de seu corpo docente e o impulso de mudança que ele provoca em cada pessoa que tem o privilégio de passar por suas bancas”, afirmou.
A trajetória da egressa evidencia um dos propósitos da formação profissional: articular conhecimento, pesquisa e prática e possibilitar que os conhecimentos construídos durante o mestrado continuem repercutindo na atuação acadêmica e profissional de seus egressos e egressas.