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Programa desenvolvido no Ifal possibilita controlar equipamentos eletrônicos a baixo custo

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 22/05/2019 12h04 última modificação: 28/05/2019 11h25

Um trabalho coletivo, desenvolvido entre professor e alunos do Campus Palmeira dos Índios, resultou no registro de mais um software, no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, pelo Instituto Federal de Alagoas (Ifal), em abril passado. O Bits House é uma plataforma de automação residencial, de baixo custo, que permite facilitar o controle dos aparelhos residenciais, de forma simples e intuitiva. A partir dele, é possível controlar equipamentos eletrônicos de um imóvel, com o uso da web, ou de dispositivos dos tipos infravermelho, ou bluetooth.

O professor e idealizador do serviço, Rafael Thyago Antonello, lembra que a automação residencial já é uma realidade nos países mais desenvolvidos, mas os custos relativamente altos são impeditivos para muitos brasileiros, por isso, eles pensaram na formulação de um produto que apresentasse vantagens, em relação a outros disponíveis no mercado. O resultado final foi um software, que além de utilizar a automação, por meio do Arduino, plataforma que torna a tecnologia mais acessível, esta foi aperfeiçoada para que o usuário pudesse utilizá-lo, ainda que ele esteja fora da residência.O programa ajuda a programa o uso dos eletrônicos a partir da criação de perfis.jpeg

Outra vantagem obtida com o Bits House é a personalização do serviço, a partir da criação de perfis dos usuários. Ele é utilizado a partir do celular. Nele, são criados perfis, que podem configurar os ambientes de acordo com os hábitos dos usuários, e conforme as aplicabilidades que desejar. Se o usuário quiser configurar para o modo cinema, por exemplo, os produtos podem ficar configurados de tal forma que só a tevê, a iluminação desejada e o home theather fiquem ligados”, explicou Antonello.

Etapas de desenvolvimento do Bits House

O professor lembra ainda que o software foi desenvolvido ao longo de duas pesquisas de iniciação científica, com o auxílio dos alunos Bruno Barros, Davyd Kaio, Samuel Fernandes e Kátia Silva, mas foi finalizado em uma proposta da disciplina Tópicos Especiais em Computação, onde o discente Ariel Roque Inácio Luz desenvolveu uma interface ideal para o uso da tecnologia, a partir de smartphones.

Ainda em 2014, quando teve início o desenvolvimento do software, por meio do Programa de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibit), o desafio era utilizar uma tecnologia de baixo custo, “A plataforma Arduino é conhecida nesse cenário por permitir grande flexibilidade para aplicações em automação residencial, aliada ao baixo custo que esse hardware proporciona”, detalhou Antonello.Depois de três anos de desenvolvimento, Rafael Antonello pôde testar a viabilidade do Bits House em sua casa.jpeg

O projeto foi renovado no ano seguinte, mas nesse momento o desafio foi fazer com que o produto pudesse ser comercializável, a partir de escala. Após obter êxito nessa etapa, os alunos foram convocados a pensar em uma interface que pudesse ser utilizado por meio do sistema operacional de telefonia móvel, Android.

Foi Ariel, quem nesse momento atendeu ao desafio de forma mais eficaz. Ele aproveitou parte do conhecimento que havia adquirido com o desenvolvimento de outros softwares, como o Genuine, para pensar numa solução que fosse de fácil manuseio dos usuários. Realizou a atividade em apenas um mês.Durante o Ensino Médio, no Ifal, Ariel Inácio Luz participou do desenvolvimento do Bits House e de aplicativos do Genuine, registrados no Inpi.jpeg

O professor Antonello pontuou algumas características que a interface gráfica do aplicativo deveria conter, mas sem especificar como aquilo deveria ser feito. Isso foi muito positivo para mim, pois deu liberdade ao programador para construir a interface da melhor maneira que imaginava”, disse o hoje aluno de Ciência da Computação na Universidade Federal de Campina Grande ( UFCG).

Criada a interface, a partir do Studio Android, o programa passou por testes na própria casa do Antonello. Ele comentou que foram necessários cerca de R$ 400 para fazer as adaptações. “Tive que colocar os sensores apontados para os aparelhos, para testá-los. No caso uma automação total de casa, acredito que esse valor subiria para algo entre R$ 800 e mil e iria requerer algumas adaptações, tipo, passar alguns fios por dentro dos conduites da casa. Seria necessário posicionar algumas equipamentos, como o emissor de infravermelho, em alguns pontos da casa, apontando para os equipamentos”, detalha o docente.

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