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Cursos de Engenharia Civil e Sistemas Elétricos são temas de série de reportagens

por Anny Rochelly - jornalista publicado: 14/04/2016 10h14 última modificação: 15/04/2016 08h14

Nesta quinta-feira (14), iniciaremos uma série de reportagens retratando os cursos superiores ofertados pelos campi do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) sob a perspectiva dos alunos. A primeira matéria a ser veiculada é sobre os cursos de Sistemas Elétricos e Engenharia Civil em Palmeira dos Índios. O curso superior tecnológico de Sistemas Elétricos possui duração de 3 anos e está em funcionamento há 18, ofertando vagas no período da tarde. O ingresso é feito pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC).

Jackson Furtuoso, do 4º período, tem conhecimento o suficiente pra falar sobre o ensino ofertado pelo Ifal, pois finalizou o curso técnico em Eletrotécnica em 2014, modalidade médio integrado, e logo depois ingressou no curso superior. O reconhecimento vem dessa época. “O curso técnico em Eletrotécnica possui uma estrutura inigualável, tanto no que diz respeito ao corpo docente, composto por especialistas, mestres e doutores, quanto aos laboratórios”, detalhou. Ele destaca também as aprovações de alunos em concursos públicos da área. “O Ifal amplia os horizontes profissionais de seus estudantes”, opinou.

Lucas da Rocha, do 6º período, acredita que trabalho de equipe, liderança e responsabilidade são algumas das experiências adquiridas durante o ensino médio no Ifal concluído em 2012. Considerado um bom aluno pelos professores, ele destaca a assistência dada pelos docentes durante as aulas e o seu crescimento pessoal. “Todo o conhecimento que foi repassado me fez crescer como pessoa a partir do momento em que entrei no Ifal”, ressaltou.

Tanto Lucas como Jackson enxergam o profissional formado no Ifal como diferenciado. “O tecnólogo em Sistemas Elétricos que se forma no Ifal hoje sai com amplo conhecimento do setor elétrico. A grade curricular, apesar de necessitar de uma reorganização, permite ao profissional conhecer toda a estrutura elétrica industrial, passa pelas redes de geração, transmissão e distribuição e alcança a eletrônica”, explicou Jackson.

O aluno, espelhando-se em outros colegas que se formaram em turmas anteriores, deseja ingressar no serviço público. “Os setores de geração, transmissão ou distribuição de energia elétrica são os meus preferidos”, completou. O lema de Jackson é estudo e dedicação. “Desde cedo meus pais se preocuparam em incentivar e cobrar de mim a dedicação aos estudos, chegou o momento em que estudar se tornou uma constante no meu dia-a-dia”, disse. A sensação de vitória e de dever cumprido motivam o discente a estudar mesmo em situações não muito prazerosas, conforme suas palavras.

Mas nem tudo são flores. Os professores são elogiados por sua capacitação por Lucas e Jackson, no entanto a grade curricular é apontada como deficiente por Jackson. “Uma reorganização na grade curricular, uma interação mais intensa entre o que é ministrado na sala de aula e o grande número de equipamentos disponíveis nos laboratórios, por exemplo, fariam o curso corresponder ao seu verdadeiro potencial”, destacou o discente.

As expectativas para o futuro envolvem disciplina e motivação por parte dos jovens. Lucas pretende concluir as matérias com sucesso e apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso, já Jackson afirma que os próximos períodos são compostos de disciplinas extremamente importantes e que exigem muita dedicação. “A expectativa é de que serão períodos de muitas horas de estudo, alguns litros de café e muita aprendizagem”, finalizou, com bom humor.

Engenharia Civil

Emanuel Filipe, do curso de Engenharia Civil

O curso de bacharelado em Engenharia Civil, ofertado pelo Ifal no turno diurno, tem 5 anos de duração e apenas 3 anos de existência, mas já é bastante elogiado pelos discentes. O ingresso também é feito pelo Enem. João Marcos - representante do Conselho Superior do campus Palmeira e integrante do núcleo de pesquisas de engenharia de materiais da professora Sheyla Marques - e Emanuel Filipe - participante do grupo de pesquisa liderado pela professora Sheyla Marques, diretor do Centro Acadêmico de Bacharelado em Engenharia Civil (CABEC) e também da Sigma Engenharia Empresa Jr, primeira empresa júnior do Ifal - cursam o 6º período de Engenharia Civil no Ifal e são envolvidos com a pesquisa no campus. São considerados bons alunos e declaram-se comprometidos com boas notas e desempenho de qualidade.

João está há cinco anos no Ifal, pois em 2011 já cursava o subsequente em Redes de Computadores e, agora, o sonho da graduação está perto de se tornar realidade. Mantendo um Índice de Rendimento Anual de 9,2, ele diz que nunca precisou recuperar ou pagar disciplinas, pois seu prazer em estudar tem origem anterior ao fato de ser aluno do Ifal. João Marcos é representante do Conselho Superior visando garantir os direitos dos alunos e principalmente garantir a visibilidade do curso de engenharia que se iniciava na época. “Lá, tomamos decisões importantes sobre os rumos do ensino, pesquisa e extensão que são os pilares do Instituto, sejam aprovações de minutas, mudanças acadêmicas ou melhores condições educacionais. Ser conselheiro possibilita dar a minha contribuição e o olhar enquanto discente me motiva sempre a buscar melhorias para os alunos de modo geral”, declarou.

O pai de João, segundo ele, trabalhou a vida toda como mestre de obras e erguendo construções, o que lhe possibilitou uma vivência prática e amor pela Engenharia. “A arte de construir e a resolução de problemas sempre estiveram comigo e se atenuaram com a evolução dos estudos”, completou. João Marcos diz que ainda é cedo para ter certezas, mas deseja seguir na área de materiais ou orçamento, com planos inclusive de continuar os estudos e fazer mestrado. “Gostaria de trabalhar lecionando Engenharia”, expôs.

O caráter prático das atividades no Ifal é destacado pelos dois estudantes. “A aposta no Ifal se deu, entre tantos fatores, pela proximidade com meu endereço e a garantia de um ensino mais direcionado e compromissado”, relatou João Marcos. Já Emanuel acredita que se sente pronto para enfrentar o mercado de trabalho graças à didática prática adotada no Ifal. “Não somos isolados do mundo real. A teoria é aplicada e a realidade está sempre presente”, opinou. Emanuel acrescenta: “Somos preparados por profissionais com vivência prática, que transmitem toda sua experiência em cima da realidade”.

Outro ponto destacado pelos entrevistados é a relação estreita entre aluno-professor observada no Ifal, o que possibilita a resolução das dúvidas e aproxima discente e docente no desenvolvimento de melhores pesquisas. Além disso, eles também relatam que a estrutura física do curso é outro ponto forte do campus Palmeira. “Somos um curso em implantação, ainda não há turma formada, passaremos por avaliação. Dessa forma, que os esforços se concentrem na busca pela excelência do curso”, reforçou Emanuel.

João acredita que o profissional formado pelo Ifal hoje sai na frente dos demais por inúmeros fatores. “Pela qualidade e a prática exercida no campus, pelo trato de laboratórios e equipamentos ao qual temos acesso contínuo e diário, ao exemplo das estações totais da área de topografia, inacessível para muitos estudantes de outras instituições. Também somos promissores por sermos pioneiros de engenharia no agreste alagoano e também por contar com um corpo docente de peso na área de edificações”, opinou o aluno. Para finalizar, João completa sua entrevista afirmando que “não há outro curso no estado que possa oferecer aquilo que recebemos no curso de Engenharia Civil do campus Palmeira dos Índios”.

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