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Semana de Agropecuária, Ciência e Cultura deixa importante legado para região do semiárido alagoano

Sexta edição do evento traçou estratégias importantes para o desenvolvimento local

por Diego Alves publicado: 14/05/2018 10h59 última modificação: 14/05/2018 10h59

Um grande encontro em prol do desenvolvimento do semiárido alagoano: é assim que pode ser definida a VI Semana de Agropecuária, Ciência e Cultura, realizada na última semana no Campus Santana do Ipanema. Já tradicional no calendário de eventos, a SEACC cumpriu um importante papel no estudo das potencialidades regionais. Em meio a um cenário climático preocupante, durante os dias 10, 11 e 12 de maio, renomados palestrantes de instituições respeitadas como a Embrapa e o Sebrae se uniram ao nosso time para levar conhecimento e possibilidades para as famílias locais que dependem da atividade agropecuária para sobrevivência. De quebra, a iniciativa voltou seu olhar para um dos pilares da nossa ação institucional, a saber o eixo ensino, pesquisa e extensão.

Time de monitores trabalhou na organização do eventoCom o tema "Desenvolvimento Rural Sustentável no Semiárido Alagoano", o evento procurou oferecer vias alternativas para que os produtores rurais consigam vencer os desafios climáticos, como o da desertificação, um fenômeno que empobrece e diminui a umidade dos solos em regiões de clima semiárido, como a nossa. Se a ideia da SEACC era  estabelecer uma agropecuária sustentável, que seja capaz de diminuir a miséria, conservar os recursos naturais e garantir um aproveitamento adequado e rentável das riquezas da região, o legado da ação foi cumprido.


Possibilidades


Mesa de honra da abertura do eventoCom a "Palestra Magna: Estratégia para o Desenvolvimento Rural em Alagoas", o professor Reginaldo Souza, do Sebrae, abriu oficialmente a sexta edição da SEACC, já apresentando diversas formas de melhor aproveitamento das potencialidades da região, que podem levar ao fim a rima entre semiárido e pobreza.

Um dos pilares do evento se sustentava na oferta de novas possibilidade de geração de renda com o aproveitamento integral da produção agrícola local e até da implantação de novas culturas. Isso pode ser visto de perto na oficinaAs professoras do Ifal Santana, Márcia e Sarah, em ação "Beneficiamento de Pimenta e Fabricação de Geléia", ministrada pelas docentes do Campus Santana, Sarah Cavalcante e Márcia Gomes. A ideia casa perfeitamente com uma proposta lançada em 2016 pelo Governo do estado, que viu no cultivo da pimenta algo importante na diversificação da produção local. Com baixo custo, a ação pode dar vida às saborosas geleias de pimenta, provadas e aprovadas pelos mais dos 40 participantes da oficina, que teve que dobrar a oferta de vagas em função da procura.

Professora Luana Cypriano, do Campus Batalha, em açãoNão é segredo pra ninguém que o sertão possui centenas de família que se beneficiam da criação bovina. O que pode ser novidade é a melhor exploração do leite, que costumeiramente é vendido para a produção dos seus derivados, tradicionais na mesa do sertanejo. Mas e se o leite deixasse de ser comercializado in natura para ser transformado em queijo coalho? E se esse coalho fosse temperado? Essa foi a proposta lançada pela oficina "Produção de Queijo Coalho Temperado", liderada pela docente do Campus Batalha, Luana Cypriano. Na oportunidade, dezenas de participantes viram como pode ser simples o processo da fabricação do queijo, considerado um dos mais tradicionais da região.

Juliana Barbosa conta história de sucesso de sua Casa de QueijosAs oportunidades rurais que servem para alimentar o importante nicho alimentício casaram perfeitamente com a programação que abriu o segundo dia do evento. É que a palestra "Caso de Sucesso: Casa do Queijo" trouxe para os participantes toda história desafiadora de uma sertaneja que prosperou com sua empresa de fabricação de queijos, no município de São José da Tapera. Juliana Barbosa contou em ricos detalhes toda trajetória de luta que possibilitou sua empresa estar no patamar de sucesso atual.

Turma do minicurso Paisagismo pousa para foto

Ramo da economia que não para de crescer, o paisagismo também foi apresentado como opção de geração de emprego e renda no semiárido. O minicurso "Paisagismo", ministrado pelo professor Alonso Pereira, apresentou técnicas de promoção da gestão e preservação de espaço livres, com plantas naturais e espécies nativas. A iniciativa terminou com a implantação de um canteiro de cactos numa área da expansão do Campus Santana.



Formação acadêmica e cidadã


Turma da oficina Stop Bullying Quem à primeira vista pensar que o evento foi algo puramente científico estará enganado. A nossa crença numa educação emancipatória e cidadã levou assuntos de alto interesse social para dentro da VI SEACC, como se pode notar na oficina "Stop Bullying". A ação nasceu de um grupo de intervenção liderado pelos docentes Fabiana Menezes e Rodrigo Ramos, do Campus Santana, que promove o reconhecimento de ações que geram bullying no meio escolar e social, atuando na prevenção e combate dessa prática violenta.Professora Anny Barros em ação na oficina "Produção de Artigos Científicos" 

O olhar para a formação dos nossos alunos esteve presente na oficina "Artigo Científico: o que é e como fazer?", lecionada pelos docentes do Campus Santana, Anny Barros e Jonatas Xavier. Dezenas de alunos lotaram a sala para conhecer mais sobre essa importante ferramenta no meio acadêmico.

 

 

Tecnologias para desenvolver o sertão

 

Maria Sônia Lopes, da Embrapa, em açãoTecnologias para uma boa convivência com a seca foram também apresentadas noMinicurso Construção de Barragem Subterrânea leva participantes a conhecerem a tecnologia evento, a fim de dotar os pequenos agricultores de conhecimentos que potencializam a produção agrícola. No minicurso "Construção de Barragem Subterrânea", a pesquisadora da Embrapa, Maria Sônia Lopes, apresentou essa importante ferramenta tecnológica, que capta e armazena água da chuva, que escoa em cima e dentro do solo, sendo essencial na otimização da produção local. A turma que participou do minicurso foi levada a uma propriedade rural que dispõe dessa técnica e viu de perto os benefícios da ação.

Minicurso Plantio Mecanizado de Palma Forrageira conclui atividades na Fazenda AgropecuáriaOutro minicurso que apresentou tecnologia para os produtores rurais foi o de "Plantio Mecanizado de Palma Forrageira", ministrado por Maurício Alécio, da Emater. O assunto possui bastante relevância para a região, uma vez que a espécie em questão aparece como alternativa para a alimentação bovina no semiárido. Rica em carboidratos e sais minerais e dotada de uma potência energética invejável, a palma forrageira ainda dispõe de volumosa quantidade de águas, essencial para o desenvolvimento do gado. A ação terminou na nossa Fazenda Agropecuária Experimental, mostrando o plantio na prática.

 

Pesquisa e Extensão: um portal de oportunidades

 

Olívia Lins, aluna, participa do encerramento do evento como palestrante

No sábado (12) o encerramento oficial do evento foi marcado pela participação de alunos da casa, que viveram a oportunidade inédita de serem palestrantes do evento. É que o workshop "Pesquisa e Extensão: um portal de oportunidades", dentro do sábado letivo, trouxe à tona as experiências vividas por discentes e egressos em atividades de pesquisa e extensão, realizadas na instituição.

 

"A nossa atividade ganha mais sentido à medida que vemos o crescimento dos nossos alunos e isso tem sido demonstrado com as sistemáticas premiações que temos recebidos nos últimos meses", afirmou o Diretor Gilberto Neto.

'A ideia é conhecer o crescimento e maturidade que a atuação nos projetos de pesquisa e extensão promovem nos alunos, identificando a importância dessas atividades na formação deles", destacou a presidente da comissão organizadora do evento, Vitória Ramalho. De fato, as ações de pesquisa e extensão tem levado a marca do Campus Santana a ultrapassar os limites nacionais. Somente este ano, alunos como Vinicius Teodósio, Jordana Amorim e Olívia Lins, representam a instituição no México e Chile. 

A ação cercada de ineditismo levou vários desses discentes para a posição de palestrante, devolvendo a eles a posição de protagonismo na nossa ação educacional. A VI Semana de Agropecuária, Ciência e Cultura deixa um legado de troca de experiências, conhecimentos e tecnologias, essenciais para a melhor convivência com o semiárido.

Ano que vem tem mais!