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Fazenda Experimental inicia plantio e aplica tecnologias para o semiárido

Dentre outras culturas, o plantio do algodão tenta resgatar um pouco da história local com a semente

por Diego Alves publicado: 07/05/2018 08h38 última modificação: 07/05/2018 08h38
Exibir carrossel de imagens Emoldurada por um lindo arco-íris, Fazenda Agropecuária tem plantio de culturas locais iniciado

Emoldurada por um lindo arco-íris, Fazenda Agropecuária tem plantio de culturas locais iniciado

A história não deixa dúvidas: a força da agropecuária na região do sertão alagoano sempre foi ponto crucial no desenvolvimento local. Antes mesmo de ter sua emancipação política em 1875, Santana do Ipanema já vivia tempos de crescimento no campo, com as culturas do feijão, milho e algodão. Na década de 50, o beneficiamento do algodão marcou o início do período de apogeu da economia santanense. Nos anos 80, porém, a produção do algodão caiu significativamente, levando o cultivo da espécie a ser descontinuado na região. Decisivo na indústria têxtil, pouca gente sabe da força que o grão tem, sendo atualmente utilizado na fabricação de óleos, rações e até explosivos.

Feijão e Milho plantados por alunos do terceiro ano do Curso Integrado em AgropecuáriaQuase quatro décadas depois, uma experiência do Ifal em Santana do Ipanema pode reabrir as portas santanenses para o algodão. Em março, nossa equipe de gestão viajou 400 km até a cidade de Campina Grande, na Paraíba, para visitar a sede da Embrapa Algodão e fechou parceria para a realização de ensaios experimentais na Fazenda Agropecuária do Campus Santana, na tentativa de resgatar a cultura algodoeira.

 

Início do Plantio e Perpesctivas

 

Com a promessa de um dos invernos mais vigorosos dos últimos anos e o início das chuvas, na última quarta-feira (02) alunos do Campus Santana, acompanhados por docentes da área técnica, iniciaram o plantio de milho da variedade sertaneja e de feijão, cujas sementes foram cedidas pela Embrapa. Com o alto apelo comercial, além da tradição junto à mesa sertaneja, a iniciativa eleva o papel da Fazenda Experimental Agropecuária, que tem traduzido parte do empenho da instituição em alavancar o desenvolvimento regional.

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Mas foi o lançamento das primeiras sementes de algodão na terra molhada que abriu uma nova oportunidade para os produtores rurais do sertão: "Esta tecnologia adotada é voltada para pequenos e médios produtores locais que buscam na diversificação da produção uma alternativa de incremento de renda", destacou o Coordenador de Gestão Agropecuária do campus, Juliano Molino.

Os alunos realizaram uma verificação da área e, posteriormente, o plantio de uma unidade demonstrativa e experimental de algodão, em consórcio com outras culturas. Todo esse processo está sendo acompanhado pela equipe de transferência de tecnologia da Embrapa Na imagem, Diretor Geral do Campus, Gilberto Neto, e Coordenador de Gestão Agropecuária, Juliano Molino, em visita à Embrapa Algodão, na Paraíba.Algodão. José Carlos Aguiar e Gleibson Cardoso, técnicos da instituição parceira, estiveram presentes nesse período. Com o plantio de culturas do algodão, feijão, gergelim, guandu e três diferentes espécies de capim, a implementação do conceito "fazenda escola" fortalece a prática pedagógica do Campus Santana, que vive a expectativa de cada vez mais produzir e difundir tecnologias voltadas para o semiárido, se firmando como referência para os produtores do médio sertão alagoano.