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Aluna do Ifal Piranhas contribui com alfabetização de 216 pessoas no Sertão de Alagoas

A estudante atuou como educadora solidária em campanha de alfabetização promovida pelo MST

por Rhamayana Barreto publicado: 05/01/2018 10h18 última modificação: 05/01/2018 10h36

No segundo semestre de 2017, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou uma campanha de alfabetização que certificou 216 homens e mulheres de diversas idades, nas cidades de Piranhas, Olho D’Água do Casado e Delmiro Gouveia. A aluna do 4° ano de agroindústria do Instituto Federal de Alagoas – Campus Piranhas (Ifal Piranhas), Mariza Monteiro, foi uma das educadoras voluntárias que ensinaram essas pessoas a ler e escrever.

O método de alfabetização utilizado foi o “Sim, eu posso!”, elaborado em Cuba para contribuir com a erradicação do analfabetismo em outros países, a partir da utilização de videoaulas e acompanhamento para a alfabetização inicial de jovens e adultos. A formatura dos recém-alfabetizados aconteceu em Delmiro Gouveia, no dia 20 de novembro e a aluna Mariza Monteiro e o professor do Ifal Piranhas, Claudemir Martins, estiveram presentes à cerimônia.

O professor Claudemir explica que Mariza conheceu mais de perto a realidade do espaço agrário alagoano ao participar como bolsista do Programa de Extensão do Ifal Minha Comunidade, coordenado por ele e pela professora Láis Góis. “O programa teve como foco desenvolver ações de extensão nos assentamentos rurais do MST. Após essa experiência, a estudante passou a se interessar pelas questões do campo no sertão alagoano e decidiu integrar o grupo de educadores para, assim, contribuir, de forma solidária, para retirar da escuridão do analfabetismo esses 216 sujeitos e sujeitas, historicamente, excluídos do mundo da educação, em apenas três meses de trabalho realizado”, relata Claudemir Martins. Para ele, é uma felicidade e um orgulho ver sua aluna, alçando voos e perceber a importância do papel do Ifal na formação de sujeitos críticos e responsáveis com a transformação da realidade na qual estão inseridos.

Mariza conta que soube da campanha “Sim, eu posso!”, durante um seminário promovido pelo MST, onde ela ministrou um minicurso sobre Higiene na Agroindústria. De início, quando recebeu o convite para ser educadora solidária, ela sentiu uma insegurança, mas se encantou com o projeto e a vontade de contribuir com a sociedade falou mais alto. “Eu costumo dizer que eu aprendi mais com meus alunos do que eles comigo. Hoje, me sinto melhor enquanto pessoa, pois tive o prazer de aprender com as experiências de vida deles e a lição de força de vontade, que cada um demostrou para mim, é de inspirar qualquer um. É extremamente gratificante poder ser agente de mudança na vida dessas pessoas, porque quando uma pessoa aprende a ler e escrever, isso muda sua vida”, relata Mariza. A aluna do Ifal e educadora solidária conta que se emocionava a cada relato de autonomia de seus alunos ao ler o que encontravam em mercados, agências bancárias etc.