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Projeto do Ifal leva laboratório de ciências a escolas públicas de Penedo

Ação de extensão acontece nas escolas municipais Santa Luzia e José da Costa Mangabeira.

por Lidiane Neves - jornalista publicado: 09/10/2018 13h31 última modificação: 09/10/2018 13h31

Projeto de extensão desenvolvido pelo Ifal Penedo tem tornado a disciplina de ciências mais interessante e de fácil compreensão para estudantes de ensino fundamental das escolas municipais Santa Luzia e José da Costa Mangabeira. Com duração de oito meses, a iniciativa denominada Laboratório Itinerante é desenvolvida pelos bolsistas Welvys Gabriel da Cruz e Roberta Farias, que contam com a colaboração da aluna voluntária Paula Tavares e orientação da professora Edriane Teixeira.

A ação consiste em despertar entre estudantes do 8º e 9º ano o interesse e a curiosidade para áreas como a química e a física. A ideia é mostrar os conteúdos aprendidos em sala de aula, ligando-os ao cotidiano, de forma interativa, lúdica e útil para o despertar científico. “A gente conversa antes com a professora da disciplina e, a partir daí, elabora as aulas experimentais, transportando para a escola todo o material necessário à demonstração prática”, explica Gabriel, ao citar como experimentos e fenômenos químicos e físicos já trabalhados: a amoeba (massa colorida de textura maleável), o fogo colorido, a separação de misturas, a óptica da visão e ilusão óptica.

A professora de ciências da escola Santa Luzia, Verônica Santos, vê na iniciativa do Ifal a possibilidade de fortalecer o ensino da disciplina, por permitir uma vivência de laboratório que suas turmas não têm. “A maioria das escolas públicas municipais ou estaduais não dispõem de infraestrutura e materiais para que possamos ministrar aulas práticas, o que acaba limitando as possibilidades de aprendizado e de interesse pela área”, destaca. O depoimento da aluna Anny Beatriz Silva, do 9º ano, ratifica a fala da docente. “Quando o pessoal do Ifal vem, eu consigo entender mais os assuntos e percebo que tem coisas que não são bicho de sete cabeças”, relata a adolescente de 14 anos.

Anny Beatriz Silva, aluna do 9º ano da Escola Municipal Santa Luzia.Além de estimular a compreensão dos diversos conceitos e formas de ver e entender o mundo por meio das ciências da natureza, o projeto permite a criação de um vínculo entre alunos da rede municipal de ensino e do Ifal. “É uma forma de popularização da ciência e também de divulgação de nossa instituição de ensino, o que pode despertar o interesse de ingresso nos cursos técnicos integrados ao ensino médio ofertados no Campus Penedo”, ressalta o bolsista do projeto, Welvys Gabriel, que é egresso da escola Santa Luzia. Ele foi aluno da unidade, do 4º ao 9º ano do ensino fundamental, e hoje se prepara para concluir o último ano do curso técnico em Açúcar e Álcool.

Avaliação da Proex – Na fase de avaliação parcial das ações extensionistas do Ifal, o bom desempenho dos resultados até então apresentados pelo projeto Laboratório Itinerante acarretou a visita de duas servidoras da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) a um dos locais onde a iniciativa acontece. “O objetivo foi conhecer melhor as ações desenvolvidas, interagir com os bolsistas e com a comunidade beneficiada, analisar os resultados apresentados até o momento e comparar com os resultados da avaliação parcial”, explica Jacqueline Gomes, da Proex.

Acompanhada da colega Rita de Cássia Lopes, a técnica em assuntos educacionais destaca a aprendizagem prática e lúdica proporcionada pela ação do Ifal Penedo. “Percebemos que os alunos da escola visitada [Santa Luzia] interagem bastante, manipulam as substâncias, analisam as reações químicas, comparam os aspectos físicos, enquanto os bolsistas do projeto fazem perguntas sobre os conteúdos que estão sendo apresentados”, avalia Jaqueline. Segundo ela, a satisfação do público atendido é evidente, principalmente, no olhar atento e interações com os estudantes do Ifal, que também reconhecem enriquecer seus conhecimentos, como um processo de troca de saberes e experiências.